Análise: Palmeiras sofre em campo molhado e não joga o suficiente para vencer o Remo

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(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O Palmeiras sofreu no gramado encharcado do Mangueirão após a forte chuva que atingiu Belém do Pará e, em uma noite com mais uma polêmica de arbitragem, não jogou o suficiente para vencer o Remo no último domingo, mesmo tendo um homem a mais. O duelo, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, terminou empatado em 1 a 1. O Verdão teve chances de ganhar, mas foi ineficiente e não mereceu sair com os três pontos. O empate foi justo.

Como foi o jogo?

O Palmeiras foi com força praticamente total, dentro do que tem à disposição no momento, para enfrentar o Remo no Mangueirão. O técnico Abel Ferreira optou por manter a base da escalação da vitória sobre o Sporting Cristal-PER, pela Libertadores, e promoveu apenas uma mudança forçada, com Jefté como titular após Arthur ter sido diagnosticado com um edema na coxa esquerda.

O impacto no duelo começou antes mesmo da bola rolar. Choveu muito em Belém desde a chegada dos times, e o gramado do Mangueirão ficou encharcado, com poças nas duas áreas e também nos lados do campo. Depois de quase duas horas de atraso, a bola rolou, mas com um campo pesado e que deixou o jogo mais lento. O Palmeiras mal havia encontrado o melhor ritmo debaixo da chuva e já saiu atrás no placar em um erro de marcação de Jefté, que saiu para fazer a pressão em Pikachu e levou uma bola nas costas.

O confronto pareceu começar com uma diferença de intensidade e postura das duas equipes. O Palmeiras pareceu entrar em uma rotação abaixo do Remo, que começou ganhando duelos no meio-campo e levando muito perigo em contra-ataques. Do lado alviverde, o clube precisou sair muito para o jogo após sofrer o gol no primeiro minuto e até chegou a encontrar espaços para se infiltrar no entrelinhas, mas sem caprichar no último passe.

Depois de um início abaixo, o Palmeiras enfim começou a se soltar no Mangueirão. O Alviverde passou a encontrar espaços em jogadas de transição rápida e nas bolas aéreas e empilhou ao menos três oportunidades, sendo uma delas no cara a cara, desperdiçada por Sosa. Mas foi em outra delas que, em mais uma trama de velocidade após uma recuperação no meio-campo, o time palmeirense deixou tudo igual, com chute de Sosa desviado na zaga.

Após o gol do Palmeiras e a constante chuva, o ritmo do jogo naturalmente caiu. O Verdão, ainda assim, teve o domínio da posse de bola e continuou rondando a área do adversário, mas pareceu um pouco mais cansado fisicamente. Em resumo, o time palestrino começou um pouco abaixo, mas encontrou sua melhor versão por alguns (poucos) instantes e buscou o empate após pressionar o rival, mas até devido à chuva, baixou um pouco a intensidade.

Segundo tempo

O Palmeiras voltou do intervalo sem mudanças e, assim como no início do jogo, começou em um ritmo abaixo do Remo, cedendo uma chance atrás da outra. O Verdão passou a dar muitos espaços na entrada da área e a sofrer muitas finalizações, quase levando o segundo gol em um cruzamento, no qual Marcelinho acertou o travessão de cabeça.

A primeira alteração da comissão técnica foi aos 10 minutos, com a saída de Jefté e a entrada de Khellven, liberando mais Arias e tendo mais segurança na marcação, já que o camisa 6 estava pendurado. O confronto ficou um pouco mais travado no meio-campo, com as equipes segurando mais a bola e rodando mais o jogo, mas tendo menos oportunidades claras de gol.

Fato é que, com exceção dos minutos em que pressionou o Remo após sair atrás no placar, o Palmeiras fez um jogo mais lento em questão de ritmo e circulação de bola, parecendo realmente sentir a questão física, com o campo mais pesado por conta da chuva. Aos 28 minutos, o Verdão ficou com um a mais, Zé Ricardo deu uma entrada acima do tom em Andreas Pereira, e após revisar no VAR, Rafael Rodrigo Klein transformou o cartão amarelo em vermelho.

Com um jogador a mais, a comissão técnica ainda promoveu mais duas substituições, trazendo Lucas Evangelista e Bruno Fuchs nas vagas de Andreas Pereira, substituído após a entrada de Zé Ricardo, e Giay. As últimas mudanças foram as entradas de Maurício e Paulinho.

Na reta final, Gustavo Gómez virou atacante, e o Palmeiras se lançou ao ataque em busca da virada. O Verdão finalizou algumas vezes, mas foi muito impreciso no terço final do campo, com chutes para fora e erros na tomada de decisão. Foi só aos 49 minutos que o Verdão conseguiu virar. Após dividida de Flaco com o zagueiro do Remo, a bola sobrou para Fuchs, que estufou as redes. O árbitro, porém, anulou o gol após identificar um toque da bola no braço do argentino no VAR.

A decisão tomada pela equipe de arbitragem gerou muita reclamação do lado palmeirense. Bruno Fuchs reclamou da anulação, e o diretor Anderson Barros questionou a decisão. Já o auxiliar João Martins criticou o VAR. Fato é que, independente do lance, o Palmeiras não jogou um bom futebol e não mereceu vencer o Remo. No fim, o empate ficou de bom tamanho para o que foi o jogo, uma vez que o Remo ofereceu perigo ao Verdão em algumas ocasiões.

Situação na tabela

Com o resultado, o Palmeiras chega ao 15º jogo de invencibilidade, alcança os 34 pontos e se mantém na liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão, entretanto, viu o Flamengo se aproximar na tabela. O Rubro-Negro carioca venceu o Grêmio e diminuiu a distância para quatro pontos.

Próximos jogos do Palmeiras

Jacuipense x Palmeiras (jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil)
Data e horário: 13/05 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Café, em Londrina (PR)

Palmeiras x Cruzeiro (16ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário: 16/05 (sábado), às 21h (de Brasília)
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)

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