Auxiliar de Abel reclama de horário de jogo do Palmeiras e critica VAR: "Faltou não ser incompetente"

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(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

Auxiliar técnico de Abel Ferreira, João Martins reclamou do horário marcado e falou sobre o atraso de quase duas horas para o início da partida entre Remo e Palmeiras neste domingo, que terminou empatada em 1 a 1, no Mangueirão, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo tinha início previsto para as 16h (de Brasília), mas precisou ser atrasado em 1h40 minutos por conta da forte chuva em Belém do Pará.

"Temos rotinas. Nas rotinas, é tudo certinho, com horários, e quando esse tipo de coisa acontece, temos que nos adaptar, sem desculpas. São situações diferentes. Nos avisaram ontem, disseram que quem marca um jogo desses para as 16h da tarde, está pedindo que isso aconteça. Em Portugal, só para dar o exemplo, existe um estádio na Ilha da Madeira, e às 18h da tarde, fica sempre aquele nevoeiro, e deixaram de marcar jogos para essa hora porque eram sempre adiados. E quando chegamos hoje, disseram o mesmo. Fomos ver a meteorologia, e chove todos os dias. Quem fez essa programação estava a pedir que isso acontecesse", afirmou João Martins.

"Mas sem desculpas. Claro que não gostamos, porque gostamos de ter tudo muito organizado, somos muito metódicos no nosso trabalho. O gol do Remo sai em dois duelos que perdemos, chegamos mal do jogo anterior, nosso zagueiro não recuperou. A razão não foi o atraso do jogo, agora, o campo estava pesado, duro, difícil. Para correr, é preciso gastar muita força, e pagamos um pouquinho mais caro nas decisões no último terço quando não estamos 100%. Aquela calma que deveríamos ter, não a temos, e é assim", acrescentou.

O Palmeiras saiu atrás no placar com apenas um minuto de jogo, quando Alef Manga finalizou cruzado e superou Carlos Miguel. Por volta dos 20 minutos, o Verdão passou a empilhar chances e deixou tudo igual em chute de fora da área de Sosa, que desviou no zagueiro do Remo. O time poderia ter feito mais, inclusive em uma chance cara a cara do paraguaio, mas levou o empate para o intervalo.

"Entramos da forma que não queríamos. Sabemos que quando sofremos um gol, necessitamos de uma energia extra e de um risco maior para correr atrás. Iniciamos o jogo perdendo por 1 a 0, conseguimos criar três, quatro, cinco chances no primeiro tempo para conseguir levar uma vantagem ao intervalo, mas não conseguimos ser competentes para finalizar mais uma das outras bolas para fazer o segundo gol. No segundo tempo, não esperávamos que o time quebrasse tanto desde o início", explicou.

"Campo pesado, duro, a circulação ficou um pouco mais lenta, o adversário a defender bem, teve a semana para se preparar para o jogo. Um time físico, organizado, forte nos duelos, e não conseguimos encontrar espaços nos 15, 20 minutos. O adversário conseguiu fazer duas, três transições bem feitas. Depois teve a expulsão, tivemos quatro, cinco bolas ali em volta, fizemos um gol em uma, mas infelizmente não conseguimos fazer mais um, porque o que fizemos não contou", acrescentou.

Auxiliar lamenta falta de eficiência e critica VAR

João Martins, então, lamentou a falta de eficiência do Palmeiras, que criou ao menos duas oportunidades claras para virar o jogo no Mangueirão. A equipe alviverde ainda terminou a partida com um a mais, uma vez que Zé Ricardo foi expulso após dura entrada em Andreas Pereira aos 26 minutos da etapa final.

"O Palmeiras tem que estar preparado para tudo. Sofrer gol no primeiro minuto, como raramente acontece, mas tem que estar preparado para isso. Mas sabemos que, quando isso acontece, dificulta e muito a tarefa. Se iniciássemos 100%, teríamos mais energia para correr atrás. E às vezes quando falamos que é preciso ter sorte no calendário, o Remo teve uma semaninha para se preparar para o jogo, ou seja, estava com o tanque do carro cheio. Mas sem desculpas. O clube tem que saber gerir isso, mas é uma realidade. Conseguimos o empate, tivemos outras três chances", lamentou.

O auxiliar, porém, não poderia deixar de citar um lance crucial do jogo. Nos acréscimos, o Palmeiras chegou a virar o jogo com Bruno Fuchs. Contudo, o gol foi anulado após revisão no VAR. Rafael Rodrigo Klein foi ao vídeo e viu toque no braço de Flaco López, anulando o tento do zagueiro. O português criticou a intervenção da arbitragem de vídeo.

"Depois da expulsão, só faltou o detalhe. Faltou a finalização do Lucas Evangelista acertar no gol, definir melhor, e faltou o VAR não inventar e não ser incompetente no seu trabalho e seguir as regras do jogo, porque se seguisse as regras do jogo, estaria tudo certo no fim. Mas pronto, seguimos em frente. São assuntos que não são para nós", concluiu.

O Palmeiras, agora, já passa a focar no duelo de volta da quinta fase da Copa do Brasil, contra a Jacuipense. A bola rola nesta quarta-feira, a partir das 21h30 (de Brasília), no Estádio do Café, em Londrina (PR).

Situação na tabela

Com o resultado, o Palmeiras chega ao 15º jogo de invencibilidade, alcança os 34 pontos e se mantém na liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão, entretanto, viu o Flamengo se aproximar na tabela. O Rubro-Negro carioca venceu o Grêmio e diminuiu a distância para quatro pontos.

Próximos jogos do Palmeiras

Jacuipense x Palmeiras (jogo de volta da quinta fase da Copa do Brasil)
Data e horário: 13/05 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Estádio do Café, em Londrina (PR)

Palmeiras x Cruzeiro (16ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário: 16/05 (sábado), às 21h (de Brasília)
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)

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