COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Neymar foi o destaque da Seleção Brasileira nos dois amistosos que antecederam a estreia na Copa do Mundo da Rússia, com belos gols marcados nas vitórias por 2 a 0 sobre a Croácia e por 3 a 0 em cima da Áustria. O técnico Tite, no entanto, acha que o jogador ainda está prejudicado pela recente recuperação de uma fratura no quinto metatarso do pé direito.

“O Neymar não está 100% ainda”, avisou Tite, neste sábado, véspera de estrear no Mundial contra a Suíça, na Arena Rostov. “Mas ele é muito privilegiado fisicamente. Os índices dele de sprint em velocidade máxima são impressionantes. O Nemar não perdeu isso e teve uma recuperação boa, mas não está na sua plenitude ainda”, repetiu.

Tite já havia adotado um discurso semelhante após Neymar voltar a jogar, substituindo o volante Fernandinho no segundo tempo da partida contra a Croácia. Por isso, conta com ele para derrotar a Suíça. “O processo está bem evoluído. Ele está suficientemente bom para fazer um grande jogo”, afirmou.

Com 16 apresentações sob o comando de Tite, Neymar é o segundo artilheiro da Seleção Brasileira desde que o treinador substituiu Dunga. Marcou nove gols, um a menos do que Gabriel Jesus.

Novo visual
Neymar mudou o visual, como está acostumado a fazer, para iniciar a sua campanha na Copa do Mundo. No último treinamento para a partida contra a Suíça, o atacante do Paris Saint-Germain apareceu com os cabelos mais loiros, com uma tiara na cabeça.



O técnico Jorge Sampaoli não poupou elogios ao craque Lionel Messi após o empate por 1 a 1 entre a Argentina e a Islândia, na tarde deste sábado, em Moscou, pela partida de abertura do Grupo D da Copa do Mundo. Mesmo com o pênalti desperdiçado pelo camisa 10 no segundo tempo, Sampaoli classificou seu “compromisso” como o mais importante após o embate.

“Foi uma partida que incomodou a nossa equipe porque a Islândia jogou toda no seu campo tirando os espaços do Messi. Mas ele buscou o jogo e mostrou vontade de ganhar, algo mais importante do que qualquer análise da partida”, comentou o treinador, confiante para a sequência do torneio.

“Fico tranquilo por saber que o compromisso de Messi com a seleção está intacto para que a gente se classifique à próxima fase. O grupo segue com essa vontade e está confiante que vamos conseguir”, discursou o comandante, deixando as críticas para depois.

“No primeiro tempo nós não tivemos a velocidade que o jogo pedia, conseguimos melhorar isso na etapa final. Mas é claro que precisamos encontrar mais variantes de jogo para poder incomodar as defesas adversárias. A competição acabou de começar e estamos confiantes para os próximos jogos”, concluiu Sampaoli.

O treinador e os seus comandados agora têm cinco dias para descansar antes de voltar a campo para encarar a Croácia, na quinta-feira, às 15h (de Brasília), na cidade de Nizhny Novgorod, em duelo fundamental para a classificação.



A apertada vitória da França por 2 a 1 sobre a Austrália não condiz com o que foi apresentado dentro de campo na manhã deste sábado, em Kazan. A afirmação é do holandês Bert van Marwijk, técnico do time da Oceania, que não escondeu o semblante de decepção após a estreia na Copa do Mundo da Rússia.

“Estou orgulhoso e desapontado. Acho que fizemos um grande jogo. Não posso culpar nenhum dos meus jogadores. Só posso elogiá-los”, afirmou o treinador, que levou a Holanda ao vice-campeonato mundial, em 2010.

A lamentação ocorre porque a Austrália fez jogo duro durante a maior parte do confronto, sendo derrotada com dois gols validados pelo recurso tecnológico. “Houve muitas situações em que a França não sabia o que fazer. Merecíamos pelo menos empatar”, avaliou Marwijk.

Pela segunda rodada do Mundial, a Austrália tentará se reabilitar diante da Dinamarca, na próxima quinta-feira, às 9 horas (de Brasília), em Samara. Com três pontos ganhos, a França lidera o Grupo C e buscará encaminhar sua classificação contra o Peru, às 12 horas do mesmo dia, em Ecaterimburgo.



Mascherano estreou em sua quarta Copa do Mundo (Foto: Francisco Leong/AFP)

O volante Javier Mascherano não escondeu a sua decepção pelo empate por 1 a 1 entre a Argentina e a Islândia, na estreia da sua quarta Copa do Mundo pela seleção. Não mais capitão, já que a faixa é ostentada por Lionel Messi, ele admitiu que os hermanos não contavam com pontos perdidos frente ao pequeno país europeu.

“Obviamente que não é a melhor sensação que podemos ter, queríamos ganhar. Fizemos todo o possível para ganhar e não conseguimos. Não é fácil jogar a estreia da Copa, mas esperávamos mais”, analisou o jogador, que viu lá de trás seu companheiro camisa 10 perder a chance da vitória, desperdiçando cobrança de pênalti já na etapa final da partida.

“Sabíamos que íamos ter dificuldade, um rival que se defende bem, fica bastante lá atrás, e não foi o nosso dia. Quando não é o dia, fica difícil. Agradecemos o apoio e pedimos que continuem nos apoiando porque nós vamos precisar”, pediu o meio-campista, que não quer ver arrefecer o impressionante entusiasmo demonstrado pelos argentinos nas arquibancadas russas.

Os comandados de Jorge Sampaoli agora têm cinco dias para descansar antes de voltar a campo para encarar a Croácia, na quinta-feira, às 15h (de Brasília), na cidade de Nizhny Novgorod, em duelo fundamental para a classificação.




Neste sábado, a Argentina não conseguiu fazer jus ao famoso ditado popular “Água molhe em pedra dura, tanto bate até que fura”. Pela estreia na Copa do Mundo da Rússia, Lionel Messi e companhia tentaram de todo jeito, mas não conseguiram furar o bloqueio defensivo da Islândia, que arrancou o empate por 1 a 1. As estatísticas da partida mostram bem como o jogo se desenhou e como a Albiceleste fracassou em suas jogadas de ataque.

Os argentinos dominaram as ações desde o apito inicial e terminaram a partida com 72% da posse de bola. Com a bola no pé, a diferença entre as duas seleções ficou clara. Foram 645 passes completos por parte do time comandado por Jorge Sampaoli, que obteve um percentual de acerto de 90%, contra apenas 119 toques e 63% de aproveitamento dos islandeses.

O mesmo serve para os as ações finais de suas jogadas ofensivas. Foram sete cruzamentos na área dos Vikings, seis a mais que os mesmos. A Argentina teve 26 tentativas de finalizações, contra nove da Islândia. A Albiceleste, porém, deixou a desejar na precisão de seus chutes a gol, acertando apenas sete no alvo e, inclusive, perdendo um pênalti, desperdiçado por Messi. A seleção nórdica, por outro lado, foi mais eficiente, ao acertar três de suas batidas na meta de Caballero.

Pelo Grupo D da Copa do Mundo, os argentinos voltam a campo na próxima quinta-feira, quando enfrentarão a Croácia, no Estádio de Nizhny Novgorod. Os islandeses, por sua vez, jogarão na sexta-feira, contra a Nigéria, na Arena Volgogrado. Croatas e nigerianos completam a primeira rodada ainda neste sábado, em duelo que começa às 16h (no horário de Brasília).

 




A Argentina não conquistou uma vitória em estreias de Copas do Mundo pela primeira vez desde o Mundial de 1990 após empatar por 1 a 1 com a Islândia na manhã deste sábado, em Moscou, na abertura do Grupo D da competição. Os gols foram marcados por Aguero, abrindo o placar, e Finnbogason, empatando logo na sequência.

A última vez em que os hermanos não conquistaram o triunfo foi na derrota por 1 a 0 para Camarões, na Copa da Itália, quando defendiam o título conquistado quatro anos antes, na Alemanha. Depois disso, o retrospecto era perfeito: 4 a 0 sobre a Grécia, 1 a 0 sobre o Japão, 1 a 0 sobre a Nigéria, 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, 1 a 0 sobre a Nigéria e 2 a 1 sobre a Bósnia.

A igualdade, por sinal, foi a primeira da história argentina em estreias de Mundiais. No total, foram 11 vitórias, cinco derrotas e esse 1 a 1 frente a Islândia, que pode complicar a sequência da equipe no torneio.

Os comandados de Jorge Sampaoli agora têm cinco dias para descansar antes de voltar a campo para encarar a Croácia, na quinta-feira, às 15h (de Brasília), na cidade de Nizhny Novgorod, em duelo fundamental para a classificação.




O goleiro Hannes Halldorsson fez, provavelmente, a partida da sua vida na tarde deste sábado, em Moscou, na estreia da Islândia em Copas do Mundo. Encarando logo de cara a Argentina de Lionel Messi, o arqueiro fez a diferença, pegou um pênalti batido pelo camisa 10 e foi o grande destaque do empate por 1 a 1 do pequeno país europeu com a equipe de Jorge Sampaoli.

Aos 34 anos, o jogador do pequeno Randers, da Dinamarca, não teve o começo que esperava para a partida. Ainda segura na partida, a defesa vacilou pela primeira vez aos 19 minutos, deixando Sergio Aguero dominar dentro da grande área. O centroavante girou e bateu forte, no ângulo, sem chances de defesa para aquele que seria o grande destaque do confronto.

Lá da sua meta, Halldorsson viu a Islândia deixar tudo igual pouco depois, com Finnbogason, aumentando sua responsabilidade de segurar ao menos um ponto para o seu país. E a missão dada para o gigante islandês foi cumprida à risca.

No segundo tempo, em meio às seguras intervenções, sem dar rebote, ele viu Meza ser derrubado na área e acabou com Messi de frente para si, em cobrança de pênalti. Quem ficou grande no duelo com um dos maiores jogadores da história foi o próprio Halldorsson, que leu muito bem o chute do canhoto e espalmou a penalidade cobrada em seu canto direito.

O arqueiro, que também trabalha como diretor de cinema em seu país, ainda teve tempo de evitar um gol em cruzamento de Pavón, defendido com maestria em seu canto esquerdo. No último lance, já se preparava para fazer nova defesa em falta de Lionel Messi, mas viu a tentativa final de Messi parar na sua barreira.

Dono de carreira modesta e provavelmente disputando seu único Mundial da carreira, Halldorson já sabe que, quando voltar da Dinamarca, tem emprego assegurado em seu país. Antiga empregadora do astro islandês, a produtora Sagafilm disse ter um cargo reservado para ele assim que ele voltar para sua terra natal.