José Márcio Zanetti homenageou as vítimas da cidade de Mariana, em Minas Gerais (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
O ano de 2015 foi um dos mais conturbados para o Brasil no que se refere à política, mas também ao meio ambiente. Tanto que esses foram temas abordados nos ornamentos de alguns dos milhares de maratonistas que participam da 91ª Corrida Internacional de São Silvestre, nesta quinta-feira, dia 31, competição que encerra o calendário esportivo brasileiro.
Correndo pela 28ª vez a prova de rua mais tradicional da América Latina, José Márcio Zanetti decidiu prestar apoio à cidade de Mariana, em Minas Gerais, atingida por um “mar” de lama tóxica no dia 5 de novembro, acidente ambiental mais grave da história recente do Brasil, ocorrido por causa do rompimento da barragem da mineradora Samarco.
Atletas do pelotão geral protestaram contra a presidente Dilma Rousseff e o PT (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
O atleta, então, criou uma maquete em um mês e meio protestando contra a empresa responsável pela “tragédia anunciada”. “É uma homenagem às vítimas de Mariana e um alerta para que não aconteça mais acidentes ecológicos como esse, que foi um dos maiores dos últimos tempos”, contou Zanetti.
O tema mais falado e visto nesta manhã na Avenida Paulista, no entanto, foi a política. Muitos competidores levaram balões e cartazes protestando contra a corrupção e o Governo Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).
O boneco inflável do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Pixuleco, também foi utilizado no protesto, instalado em um estacionamento na própria avenida. “Tem que dar um basta, isso já foi longe demais”, clamou um dos manifestantes e maratonista.
* Especial para Gazeta Esportiva