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À espera de novo presidente da APO, Hilton vê COI “entusiasmado”

Em Mais Esportes, Olimpíadas 2016
Publicado em 03/03/2015 16:25:00 Compartilhe
Bruno Ceccon - São Paulo , SP - Brasil

O ministro do Esporte, George Hilton, aguarda a definição de Dilma Rousseff sobre o próximo presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO). Nomeado em 2015, o novo titular da pasta garantiu que os integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) estão satisfeitos com a preparação do Rio de Janeiro 2016.

A APO é um consórcio público formado pelos governos federal, do estado e do município do Rio de Janeiro. A entidade tem a missão de coordenar as ações para o planejamento e a entrega das obras e serviços necessários à realização dos Jogos.

O general Fernando Azevedo e Silva, último presidente da APO, pediu demissão em 6 de fevereiro. Edinho Silva, tesoureiro da última campanha de Dilma Rousseff, é o favorito para assumir o cargo. Por enquanto, George Hilton apenas espera por uma decisão da chefe de estado.

“Tão logo a presidente faça a indicação, vamos atuar de forma colegiada. Os trabalhos da APO não foram comprometidos. Existe um corpo de técnicos que está acompanhando o cronograma das obras e a entidade continua sendo um instrumento importante para o sucesso dos Jogos”, disse o ministro nesta terça-feira, em São Paulo.

Thomas Bach, presidente do COI, enfrentou protesto popular durante sua passagem pelo Rio de Janeiro
Thomas Bach, presidente do COI, enfrentou protesto popular durante sua passagem pelo Rio de Janeiro – Credito: AFP
No final de fevereiro, o Rio de Janeiro recebeu a oitava reunião da Comissão de Coordenação para os Jogos 2016, presida pela marroquina Nawal El Moutawakel, e o encontro do Comitê Executivo do COI, com a presença do alemão Thomas Bach, mandatário da entidade.

“Avançou muito. Há evolução das obras tanto no Complexo da Barra da Tijuca quanto em Deodoro. (Os integrantes do COI) voltaram extremamente entusiasmados e acreditamos que no tempo certo as obras serão entregues para que tenhamos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de sucesso”, afirmou Hilton.

LEI DE INCENTIVO AO ESPORTE

Segundo George Hilton, ministro do Esporte, a presidente Dilma Rousseff é a favor da continuidade da Lei de Incentivo ao Esporte, que permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam ao Imposto de Renda em projetos esportivos.

“A vigência da atual Lei de Incentivo é até dezembro. Então, ela precisa ser aprovada novamente pelo Congresso Nacional e acredito que isso será possível, pois há um sentimento favorável em todas as bancadas”, disse Hilton.

A lei prevê que as empresas podem investir 1% do valor total do Imposto de Renda e as pessoas físicas, 6%. “Queremos prorrogar essa política, pelo menos, até 2020”, afirmou Hilton.

Durante sua estadia no Brasil, Thomas Bach participou de reunião com a presidente Dilma Rousseff, realizada no Palácio do Planalto, e convidou a chefe de estado para a cerimônia de acendimento da chama olímpica, tradicionalmente promovida na Grécia.

Realizada a cada seis meses, a reunião da Comissão de Coordenação do COI tem o objetivo de acompanhar o andamento do projeto dos Jogos Olímpicos 2016 e oferecer suporte ao Comitê Organizador. O próximo encontro está agendado para agosto.

Futebol – No evento realizado em São Paulo, o ministro do Esporte ainda manifestou confiança na aprovação da Medida Provisória, defendida pelo Governo Federal, para regular o refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes, com as devidas contrapartidas por parte das agremiações.

“A Medida Provisória foi extremamente debatida e acredito que contemple todas as reivindicações do Bom Senso FC. Estamos fazendo um trabalho de convencimento junto ao Congresso para que essa Medida Provisória possa chegar. Os clubes precisam de uma solução imediatamente”, afirmou Hilton.

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