Justiça condena Dudu a indenizar Leila e rejeita ação do jogador

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Foto: Cesar Greco / Palmeiras

A Justiça de São Paulo condenou o atacante Dudu a indenizar a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, em R$ 50 mil por danos morais, em decisão da 11ª Vara Cível do Foro Central. O juiz entendeu que o jogador extrapolou o limite da crítica ao usar a expressão “Me esquece VTNC” em rede social, considerada um xingamento de baixo calão e uma ofensa pessoal.

Além disso, a ação movida por Dudu contra a dirigente foi julgada improcedente. Leila decidiu que o valor, quando for executado, será doado a uma entidade beneficente.


A sentença apontou que, embora houvesse um contexto prévio de conflito público entre as partes, o atleta deslocou o debate do campo profissional para o pessoal ao utilizar linguagem ofensiva. Assim, ficou caracterizado o dano moral. Ainda assim, o magistrado levou em conta a troca de críticas entre ambos para fixar a indenização em R$ 50 mil, abaixo dos R$ 500 mil solicitados inicialmente pela dirigente.

No mesmo processo, a Justiça rejeitou os pedidos feitos por Dudu em reconvenção. O jogador alegava que declarações de Leila — como a de que ele teria deixado o clube “pela porta dos fundos” — prejudicaram sua reputação. O entendimento, porém, foi de que as falas da presidente se limitaram ao campo da crítica profissional e estão protegidas pela liberdade de expressão, sem configurar ofensa pessoal passível de indenização.

Relembre o caso

A polêmica entre Dudu e Leila Pereira teve início em 2024, quando o Cruzeiro anunciou a contratação do atacante em junho. No entanto, o negócio não foi concretizado, já que não havia contrato assinado. Meses depois, sem se firmar novamente no Palmeiras, o jogador rescindiu seu vínculo e acertou com o clube mineiro em dezembro daquele ano.

Em janeiro de 2025, Leila afirmou que Dudu havia deixado o Palmeiras “pela porta dos fundos”, o que gerou reação do atleta nas redes sociais. Na ocasião, ele publicou a mensagem com a sigla “VTNC”, posteriormente dizendo que a intenção era abreviar “Vim trabalhar no Cruzeiro” — argumento que não foi aceito pela Justiça no processo cível.

A controvérsia também teve desdobramentos na esfera esportiva. Em julho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu Dudu com seis jogos de suspensão por considerar a conduta como misoginia, além de aplicar multa de R$ 90 mil.

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