CBF divulga áudio do VAR em gol anulado do Palmeiras contra o Remo

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(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A CBF divulgou, neste domingo, o áudio do VAR no gol anulado do Palmeiras na reta final do empate em 1 a 1 contra o Remo, mais cedo no Mangueirão, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O segundo gol do Palmeiras, que seria o da virada, saiu aos 49 minutos do segundo tempo. Sosa cobrou escanteio, e após dividida de Flaco López com o zagueiro do Remo, a bola sobrou com Bruno Fuchs, que estufou as redes de dentro da pequena área.

À primeira vista, Rafael Klein identificou que a bola poderia ter batido no braço de Flaco López. Rafael Traci, que comandou a arbitragem de vídeo, reviu o lance e chamou o árbitro de campo para revisão no monitor após constatar o toque.

"Tem uma possível mão que eu não consigo visualizar", afirmou Klein. "Ok, Klein, vamos checar", disse o árbitro de vídeo Rafael Traci (SC). "Eu vou chamar ele, tá? Bate na mão em APP [fase de posse do atacante, na tradução livre]", completou.

"Rafa, vou te recomendar a revisão para uma possível mão do jogador de branco. Estou soltando [o vídeo], tá? Para ver que a bola bate na mão e aí vai para o atacante", apontou Rafael Traci após o árbitro chegar ao monitor.

Rafael Klein, então, analisa o lance e avalia que houve um toque "sancionável" por parte de Flaco López, decidindo pela anulação do gol no Mangueirão.

"Ok, Traci, já visualizei aqui. Teve uma mão, que é através desse passe aqui, desse braço, que a bola sobra para o jogador de branco fazer o gol. Estou anulando o gol por tiro livre indireto, por mão sancionável, ok?", concluiu Klein na volta ao gramado.

Reclamações do Palmeiras

A anulação do gol de Fuchs gerou revolta em todos os setores do Palmeiras por um suposto desconhecimento da regra. Diretor de futebol do Verdão, Anderson Barros fez um pronunciamento e subiu o tom contra a arbitragem, alegando que o clube foi prejudicado.

Barros pegou o livro de regras da International Football Association Board (IFAB) e leu o que o documento diz. Segundo explicado pelo dirigente com base na regra, se a bola tocar acidentalmente na mão ou no braço de um jogador de ataque e, em seguida, um companheiro de equipe finalizar e marcar o gol, o tento é legal e confirmado. O gol só poderia ser anulado caso Flaco López fosse o jogador a completar para as redes após a bola bater em seu braço.

Bruno Fuchs também fez o mesmo questionamento em entrevista na saída de campo, enquanto o auxiliar técnico João Martins, que substituiu o suspenso Abel Ferreira à beira do gramado, criticou a atuação do VAR e disse que o time da arbitragem de vídeo foi incompetente.

O Palmeiras também foi às redes sociais e, além de questionar por que o árbitro não aplicou a regra se a conhecia, também aproveitou para ironizar o STJD.

Expulsão de Zé Ricardo

A CBF também divulgou o áudio do VAR na expulsão de Zé Ricardo, do Remo, aos 26 minutos do segundo tempo. O volante chegou forte em Andreas Pereira e acertou as costas do camisa 8 do Palmeiras com o joelho.

"[A bola] não está em disputa, ele dá com o joelho no meio da lombar do jogador. Para mim, não é temeridade, é uma conduta violenta", afirmou Rafael Traci. "Rafa, vou te recomendar a revisão para possível cartão vermelho por conduta violenta do 55. O jogador de branco toca e ele dá uma joelhada nas costas do atleta de branco", acrescentou.

Rafael Rodrigo Klein concordou com a interpretação da arbitragem de vídeo e retirou o cartão amarelo, apresentando o vermelho no lugar.

"O jogador de branco está de costas, faz o passe, a bola já não está mais em ação de disputa, e o jogador de número 55 dá uma joelhada nas costas do jogador de número 8. Eu vou trocar minha decisão para cartão vermelho para o número 55, ok", concluiu o juiz de campo.

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