O treinador Doriva cobrou um maior diálogo entre os atletas do São Paulo (Foto: Rubens Chiri/São Paulo)
Foi preciso apenas um jogo para que o técnico Doriva identificasse a primeira falha a ser corrigida no São Paulo. O treinador constatou na derrota por 2 a 0 para o Fluminense, na quarta-feira, que os jogadores do elenco não costumam conversar em campo. A falta de uma liderança espontânea por parte dos atletas mais experientes incomodou o comandante tricolor e será abordada nos próximos trabalhos do grupo.
“Temos um grupo que não fala muito. O Rogério Ceni é quem exerce essa liderança, mas dentro de campo ele fica muito atrás e não consegue passar muito a mensagem. Já identificamos isso e temos cobrado nesse sentido, porque, às vezes, uma orientação ajuda os companheiros, principalmente os mais jovens”, afirmou Doriva.
O técnico ressaltou, no entanto, que as mudanças que pretende implementar levarão tempo e exigirão paciência da torcida. “Obviamente, quando há uma filosofia implantada, você leva um tempo maior para implementar suas ideias. A gente trabalhou, mas tem muita coisa ainda que a gente tem que apresentar. Eu não tinha um parâmetro, agora eu tenho”, declarou.
Entre as metas que pretende alcançar no São Paulo, Doriva destacou a importância de desenvolver um esquema tático que explore ao máximo as qualidades técnicas de Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato e Luis Fabiano. Para isso, o treinador espera implementar táticas que priorizem as jogadas em velocidade e o toque de bola.
“Acredito que eles podem jogar juntos, mas, lógico, tem que haver uma mobilidade, mais movimentação e variações de movimentação para que a gente consiga criar as situações de jogo e um volume interessante. No meu modo de ver, a gente vai acertar essa equipe. O time precisa estar mais compactado, mas, com certeza, será uma das cobranças que farei em cima dessa movimentação”, concluiu.