Por Henrique Zaneti
A lesão sofrida pelo atacante Vitor Roque, diagnosticada como sindesmose do tornozelo esquerdo, acende um alerta no Palmeiras não apenas pela perda do seu camisa 9, mas também pela complexidade do problema.
Conhecida como “entorse alta de tornozelo”, esse tipo de trauma é menos comum no futebol e, em muitos casos, assim como o de Roque, exige intervenção cirúrgica e um período mais longo de recuperação.
Exames realizados nesta sexta-feira constataram que Vitor Roque sofreu uma lesão da sindesmose do tornozelo esquerdo na partida contra o Jacuipense, pela Copa do Brasil. O atacante passará por um procedimento cirúrgico.
Desejamos muita força e uma plena recuperação ao nosso… pic.twitter.com/PJfnBHVs4I
— SE Palmeiras (@Palmeiras) April 24, 2026
O que é a sindesmose?
Segundo a fisioterapeuta esportiva Nina Ferolla, especialista pela Sonafe Brasil, a lesão atinge estruturas que conectam os ossos da perna. “A lesão da sindesmose ocorre quando há comprometimento dos ligamentos que unem a tíbia e a fíbula, diferindo das entorses laterais mais comuns, que afetam a ligação com o pé”, explica.
Considerada mais grave em determinados casos, especialmente nos graus mais avançados, a lesão pode demandar cirurgia e cuidados específicos no tratamento. “Se não for diagnosticada precocemente e tratada corretamente, pode gerar complicações”, alerta a especialista.
Tratamento
O tempo de recuperação varia conforme a gravidade e possíveis lesões associadas, mas gira, em média, entre dois e seis meses. Ainda assim, atletas de alto rendimento tendem a ter uma evolução mais rápida. “O acompanhamento de profissionais qualificados é fundamental para o sucesso do tratamento e para um retorno seguro ao esporte”, afirma.
Apesar do impacto inicial, a recuperação completa é possível. “O atleta pode voltar ao mesmo nível de performance, desde que o processo de reabilitação seja bem conduzido”, destaca Nina.
Pós lesão
Por outro lado, há riscos envolvidos no pós-lesão. “Podem ocorrer limitações de movimento ou perda de explosão, mas isso pode ser minimizado com um bom procedimento cirúrgico e reabilitação especializada”, completa.
A reincidência não é das mais frequentes, mas existe, principalmente em esportes de contato. “O histórico de lesão prévia é um fator que aumenta o risco, especialmente em atletas expostos a mudanças bruscas de direção e impacto”, conclui.