O Palmeiras informou nesta segunda-feira que a Comissão de Arbitragem da CBF reconheceu o erro na anulação do gol marcado por Bruno Fuchs, no empate em 1 a 1 com o Remo, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, no último domingo, no Mangueirão.
Segundo o clube paulista, a própria Comissão de Arbitragem admitiu a falha cometida pela equipe liderada por Rafael Rodrigo Klein no lance ocorrido nos acréscimos da partida. Na ocasião, Bruno Fuchs marcou o que seria o gol da vitória palmeirense, mas o tento acabou anulado após revisão do VAR por um suposto toque de mão de Flaco López na origem da jogada.
A manifestação aconteceu por meio de uma nota oficial divulgada pelo clube após uma reunião realizada entre representantes da CBF e dirigentes de equipes da Série A. O Palmeiras foi representado pelo diretor de futebol Anderson Barros.
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O lance gerou forte reclamação do Palmeiras ainda no gramado. Após a partida, Anderson Barros criticou duramente a arbitragem e alegou erro de interpretação da regra por parte da equipe de arbitragem.
De acordo com o dirigente, a regra da International Football Association Board (IFAB) determina que o gol só deveria ser invalidado caso o próprio jogador que tocou na bola com o braço marcasse na sequência. Como Bruno Fuchs foi quem concluiu a jogada, o entendimento do Palmeiras era de que o gol deveria ter sido confirmado.
Na nota divulgada nesta segunda-feira, o clube voltou a cobrar providências para evitar erros semelhantes no restante da competição.
“O Palmeiras voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição”, escreveu o clube.
Apesar da cobrança, o Verdão ressaltou que não pediu punições aos árbitros envolvidos no lance. O clube afirmou entender que falhas fazem parte do futebol e destacou que cabe exclusivamente à CBF definir eventuais medidas internas relacionadas à arbitragem.
O Palmeiras também citou o caso envolvendo o árbitro Ramon Abatti Abel, punido após o clássico contra o São Paulo no início da temporada, e defendeu que soluções imediatistas e "simplistas" não contribuem para a evolução da arbitragem brasileira.
O gol anulado aconteceu aos 49 minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio, Flaco López disputou a bola na área e ela sobrou para Bruno Fuchs empurrar para as redes. Chamado pelo VAR, Rafael Klein revisou a jogada no monitor e anulou o lance por considerar um toque de mão “sancionável” do atacante argentino.
A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem… pic.twitter.com/yRhy2z3VOv
— SE Palmeiras (@Palmeiras) May 12, 2026
A CBF chegou a divulgar o áudio da cabine de vídeo ainda no domingo. Na conversa, o árbitro de vídeo Rafael Traci recomenda a revisão do lance após identificar o toque no braço de Flaco López antes da finalização de Bruno Fuchs.
Com o empate diante do Remo, o Palmeiras viu a vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro diminuir. Caso o gol tivesse sido validado, o Verdão abriria seis pontos de diferença para o Flamengo na tabela.
Veja nota do Palmeiras na íntegra:
"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa que, em reunião realizada nesta segunda-feira (11) com a participação de representantes de outros clubes da Série A, a Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) reconheceu o erro cometido pela equipe de arbitragem na anulação do gol marcado pelo zagueiro Bruno Fuchs nos acréscimos do segundo tempo da partida contra o Remo, pelo Campeonato Brasileiro.
Durante o encontro, o Palmeiras – representado pelo diretor de futebol Anderson Barros – voltou a cobrar providências para que erros graves como este não mais se repitam, sob o risco de comprometerem a credibilidade da competição.
O clube ressalta que, em momento algum, solicitou punições ao árbitro central e de vídeo (VAR), pois entende que todos os profissionais, incluindo os melhores, são suscetíveis a falhas. Além disso, não cabe ao Palmeiras, nem a qualquer outro clube, interferir em decisões da CBF, que, por sinal, vem realizando investimentos importantes em busca da evolução e do aprimoramento da arbitragem brasileira.
Diante deste contexto, contudo, é fundamental refletirmos sobre o tratamento reservado ao árbitro Ramon Abatti Abel, penalizado severamente pela CBF e pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) há poucos meses, em razão de fatos ocorridos no clássico entre São Paulo e Palmeiras, também pelo Brasileirão.
Soluções simplistas, adotadas apenas com o intuito de oferecer satisfação momentânea ao ambiente externo ou a terceiros, não contribuirão com a evolução da arbitragem e do futebol nacional."