Gazeta Esportiva

Vítor Pereira diz primeiras palavras como técnico do Corinthians: "Também sou um pouco louco"

São Paulo, SP

25/02/22 | 15:37 - 25/02/22 | 16:01

Vítor Pereira falou suas primeiras palavras como novo técnico do Corinthians. Pronto para o embarque, no aeroporto da cidade do Porto, em Portugal, ele foi recebido pela torcida Fiel Porto, composta apenas por brasileiros que moram por lá.

"Nós vamos dar tudo, vamos dar um orgulho muito grande para essa torcida. Prometo que vou vestir (o manto da Fiel Torcida). Vai, Corinthians", gritou com os membros ali presentes.

Pereira ainda se negou a provocar o rival com a frase "o Palmeiras não tem Mundial", conforme pedido pelos torcedores.

"O campeonato é competitivo, o Corinthians tem uma torcida incrível. O presidente insistiu, insistiu comigo. Insistiu, insistiu, insistiu e conseguiu, então, me convencer. Não sou muito de promessas, de palavras, sou de trabalhar. Eu e o Corinthians temos um pouco do mesmo DNA, também sou um pouco louco", falou o treinador aos canais de comunicação ali presentes.


Assim, conseguimos a confirmação de que o novo técnico do Timão, de fato, desembarcará no Brasil neste sábado. A expectativa é que ele esteja na Neo Química Arena, ainda não no banco de reservas, neste domingo, no duelo contra o RB Bragantino.

Além de Vítor Pereira, também estavam no embarque sua comissão técnica, composta por Bruno (analista), Luis Miguel (auxiliar), Felipe (assistente) e Antonio (preparador físico). Deve haver, ainda, um quinto componente.

A Gazeta Esportiva conversou com a Fiel Porto na última quinta-feira e contou aqui a possibilidade deste encontro. Conversando com Fernando Souza, um dos diretores e fundadores da torcida em Portugal, ele contou que descobriram em cima da hora a saída do treinador e foram correndo para o aeroporto.

Confira outros trechos captados durante a fala dele para a imprensa local:

"A negociação com o Corinthians não foi rápida, eu sempre tive a pretensão de trabalhar na Inglaterra, estive uma semana em conversas para assinar com o Everton, mas não aconteceu".

"Precisamos ser fortes na defesa e reagir bem quando perder a bola. Ser agressivos. Queremos, no geral, ser dominantes, é o meu DNA como treinador".

"Eu não me preparei mentalmente para ir para o Brasil neste momento, mas o que aconteceu é que insistiram tanto, quiseram tanto, e eu, como sou muito emocional, aceitei o projeto. É este o meu projeto".

"No início das conversas com o Duilio, eu não estava preparado, a minha família não estava preparada, mas a insistência do Corinthians valeu. Repito: eu sou intuitivo. Acho que é ali. É ali. Vamos lá com tudo".

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