Pedrinho joga por mais de 100 minutos e se vê bem fisicamente

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Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Demorou, mas Pedrinho conseguiu começar e terminar uma partida com a camisa do Corinthians. Mais precisamente 44 jogos depois de estrear, o meia corintiano foi titular na partida do último sábado, contra o Vitória, na Arena, e, com a equipe em busca ao menos de um gol no melancólico empate por 0 a 0 com os baianos, foi mantido durante toda o tempo normal mais o longo acréscimo dado pelo árbitro Péricles Bassols, ultrapassando os 100 minutos no gramado.

A marca foi atingida porque, em meio aos inúmeros atendimentos médicos dados a jogadores do Vitória, o juiz resolveu adicionar cinco minutos na etapa inicial e seis no segundo tempo, totalizando 101 no duelo entre paulistas e baianos. Até então, a maior marca de Pedrinho eram os 88 minutos do jogo contra o Palmeiras, no Campeonato Brasileiro, também em Itaquera.

Contente pelo feito, o canhoto, que teve sua chance de atuar no profissional adiada seguidamente por causa das questões físicas, reconheceu ter sentido um cansaço ao final do embate, mas nada fora do comum. Ele se vê cada vez mais adaptado à intensidade da partida.

"Acaba dando uma cansada por causa de todo aquele esforço que a gente fez para jogar, mas, de resto, fiquei tranquilo. Não tem aquele cansaço que eu sentia sempre", comentou o jogador, lembrando da época em que sofria pela falta de ferro no sangue, algo visto como o maior impeditivo para sua utilização desde o início das partidas.

O quadro médico, por sinal, foi a justificativa de Carille para não usá-lo até que Clayson sentiu uma lesão no joelho direito e deixou o espaço do "driblador" vago na equipe. Foi aí que o camisa 38 assumiu a posição e, desde a partida contra o Ceará, pela quarta rodada do Brasileiro, na Arena, só não foi titular contra o Internacional, no Beira-Rio, justamente para ganhar um descanso em meio à maratona de jogos.

Praticamente estabelecido na equipe, Pedrinho agora tenta resolver em campo o problema corintiano em marcar gols. Foram apenas três nas seis partidas sob o comando de Osmar Loss, com uma vitória, dois empates e três derrotas. Contra o Vitória, ele quase deu um assistência a Sidcley, mas o lateral esquerdo acabou mandando na trave.

"A gente está tentando, está criando. Até brinquei com ele. Falei: "Me consagra, pô". Mas acontece. Hoje (sábado) eu pude dar o passe para ele errar, amanhã pode ser o contrário. O que vale é o conjunto estar bem", concluiu o garoto de 20 anos.

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