Futebol

Jair protege Léo Santos, admite Jonathas mal e aprova Sheik

Tiago Salazar e Tomás Rosolino - São Paulo , SP
18/10/2018 07:30:59

Em: Brasileiro Série A, Copa do Brasil, Corinthians, Escolha do editor, Futebol

Jair Ventura resolveu arriscar ao escalar um time na final da Copa do Brasil que jamais havia sido testado antes, ou sequer treinado junto. Gabriel, Emerson Sheik, Jonathas e um sistema tático diferente foram as apostas do sucessor de Osmar Loss. Pedrinho, Clayson e Mateus Vital entraram apenas no segundo tempo.

O resultado não foi o esperado. O Corinthians virou o primeiro tempo perdendo para o Cruzeiro, sem assustar o goleiro Fábio, com exceção a uma cabeçada do zagueiro Henrique, e nem mesmo na base do abafa fez o suficiente para evitar a derrota na etapa final.

Sobrou, então, explicações a Jair Ventura. Primeiro, o treinador evitou se alongar ao responder sobre a opção por Gabriel, jogador com característica de marcação e pouco eficiente na hora de participar das ações ofensivas, mesmo com Douglas à disposição.

“Escolha pelo Gabriel foi pelo último jogo, gostei contra o Cruzeiro, pelo que ele apresentou contra o Inter. Por isso a escolha”, disse, aproveitando para sair em defesa do zagueiro Léo Santos, principal responsável pelo primeiro gol mineiro em Itaquera.

“Grande atleta, jogador jovem, mas hoje os veteranos também cometem erros, e toda responsabilidade de erro individual é minha, porque sou eu que escalo. Pode botar na minha conta”.

A mais polêmica das escolhas talvez tenha sido a de Jonathas. O centroavante ainda não conseguiu justificar sua contratação no Corinthians e, nessa quarta, voltou a decepcionar. Até Jair Ventura reconheceu que não gostou do que o forte jogador produziu.

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Jair admite que time titular do Corinthians jogou sem treinar junto

“Nós temos um camisa 9 de oficio, precisávamos de dois gols, de profundidade, o Roger e Matheus (Matias) não podem jogar e, dentro do elenco, não temos outro camisa 9. A entrada dele foi para dar profundidade para a equipe”, comentou o técnico.

Emerson Sheik, apesar de seus 40 anos de idade e toda a desconfiança sobre seu rendimento, foi o único que satisfez tanto o comandante como a torcida, que o aplaudiu quando substituído na etapa final.

“A gente sabia que não vinha o Egídio (suspenso). Ele (Sheik) não teria essa obrigação de acompanhar o lateral, por isso a entrada do Emerson por esse lado. E ele fez uma grande partida. A gente não gostou muito do Jonathas, mas gostamos muito do Emerson. Foi boa a situação. Nós fizemos o que achávamos melhor. Não vencemos, mas conseguimos trabalhar bastante no campo ofensivo. O Cruzeiro não se sentiu confortável em nenhum momento. Tanto que o Cruzeiro fez dois gols em erros nossos”, concluiu o Jair Ventura.




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