Ex-presidente do Corinthians vira réu por crime de apropriação indébita

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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

A Justiça de São Paulo tornou Duilio Monteiro Alves, ex‑presidente do Corinthians, réu após receber a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP‑SP) pelo crime de apropriação indébita.

Duilio é acusado de usar o cartão de crédito do Timão para bancar despesas com produtos para fins pessoais, como cerveja, cigarro e até tadalafila, remédio para disfunção erétil, entre 2021 e 2023. O mesmo aconteceu com o ex-presidente Andrés Sanchez.

As compras atribuídas a Duilio Monteiro Alves somaram R$ 35 mil. Corrigido pela inflação, o valor subiu para R$ 41,8 mil. Além da restituição desse valor, o promotor também solicita que o ex‑presidente arque com R$ 31, 3 mil a título de indenização por danos materiais ao Corinthians.

A denúncia foi recebida pela juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal de São Paulo. A magistrada rejeitou alguns pedidos do MP.

A informação foi inicialmente divulgada pelo ge.

O que diz Duilio?

A defesa de Duilio Monteiro Alves afirmou ter tomado conhecimento da decisão. Os advogados ressaltam que, a partir de agora, poderão demonstrar ponto a ponto que não houve irregularidade por parte do ex‑presidente.

A equipe jurídica também enfatizou que a própria decisão judicial rejeitou pedidos considerados excessivos pelo Ministério Público — como a quebra de sigilos bancário e fiscal, o bloqueio de bens e outras medidas restritivas — por falta de elementos que justificassem tais medidas.

"A defesa de Duilio Monteiro Alves reafirma sua confiança no Poder Judiciário e no devido processo legal, certos de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da tramitação do processo", comunicou em nota.

Veja a nota da defesa na íntegra

"A defesa de Duilio Monteiro Alves informa que tomou conhecimento da decisão judicial que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público, medida que representa o início formal do processo, etapa em que os fatos passam a ser analisados com a garantia do contraditório e da ampla defesa.

Na mesma decisão, a Justiça indeferiu pedidos feitos pelo Ministério Público, como a quebra de sigilos bancário e fiscal, o bloqueio de bens e outras medidas restritivas, por entender que não havia elementos que justificassem tais providências.

A defesa de Duilio Monteiro Alves reafirma sua confiança no Poder Judiciário e no devido processo legal, certos de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da tramitação do processo."

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