O Corinthians foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quinta-feira, pelos incidentes registrados no último clássico contra o São Paulo, válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em julgamento realizado pela Terceira Comissão Disciplinar, o Timão recebeu multa total de R$ 24 mil, enquanto o meia Damián Bobadilla, do Tricolor, acabou absolvido.
As decisões ainda cabem recurso ao Pleno do STJD.
O clube alvinegro foi denunciado por três ocorrências registradas na súmula do árbitro Anderson Daronco: atraso no reinício da partida após o intervalo, arremesso de objetos no gramado e suposta irregularidade no uniforme utilizado pelo goleiro Hugo Souza.
A maior punição aplicada ao Corinthians ocorreu em razão das bobinas de papel lançadas ao campo pela torcida, episódio que atrasou o reinício do duelo na Neo Química Arena. O clube foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), referente ao arremesso de objetos no campo de jogo, e recebeu multa de R$ 20 mil.
Além disso, o Timão também foi multado em R$ 4 mil pelo atraso para retornar ao gramado após o intervalo, infração prevista no artigo 206 do CBJD.
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Por outro lado, o Corinthians foi absolvido em duas denúncias. A primeira delas envolvia o goleiro Hugo Souza, que atuou com uniforme diferente do previamente definido pela CBF. A defesa alvinegra apresentou um adendo à súmula comprovando autorização para a utilização da camisa cinza.
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O clube também escapou de punição pelo arremesso de um cigarro eletrônico, um isqueiro e um óculos em direção aos jogadores do São Paulo durante a comemoração do gol marcado por Luciano. Segundo o relator Pedro Gonet, o Corinthians identificou os responsáveis pelos objetos e registrou boletim de ocorrência, fator considerado determinante para a absolvição neste ponto.
Durante o julgamento, o advogado do Corinthians, Sérgio Engelberg, alegou que o caso do uniforme já havia sido solucionado com a arbitragem e ressaltou que os objetos arremessados foram rapidamente identificados pelos responsáveis pela segurança do clube.
O relator também entendeu que o atraso no reinício do segundo tempo esteve diretamente ligado ao lançamento das bobinas de papel, absorvendo parte da denúncia pelo artigo 213, considerado mais grave.