Análise: um ponto para cada lado em jogo que Corinthians poderia ter somado três

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Foto: Divulgação/Agência Corinthians

Por Marina Bufon

O Corinthians foi até a Colômbia e empatou sem gols com o Deportivo Cali, na última noite, pela quarta rodada da Libertadores. O ponto fora de casa sempre é importante nesta competição, mas diante das circunstâncias, o gosto amargo ficou.

Primeiro, o jogo era totalmente ganhável, o Alvinegro foi claramente superior e poderia ter estufado as redes tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Segundo, porque o Boca Juniors venceu o Always Ready e chegou aos seis pontos, na cola do Timão, que tem sete e segue na liderança.

Sem Paulinho, que rompeu o ligamento do joelho contra o Fortaleza, o time teve outra grande perda, mas no início da partida: Fagner sentiu após pisar errado e precisou ser substituído.

Sem lateral-direito, o técnico Vítor Pereira precisou improvisar e colocou Lucas Piton na posição - João Pedro ficou em São Paulo, pois trata um desconforto muscular, enquanto Rafael Ramos só pode jogar a partir das oitavas de final, se o time passar. Naquele momento, a equipe parecia ansiosa, mas logo conseguiu colocar a bola no chão e foi melhor, mas sem conseguir balançar as redes.

Foram três chances do Timão contra uma do Deportivo Cali no primeiro tempo, esta defendida por Cássio em chute de Gutiérrez. Depois, Du, Mosquito, Jô e Maycon fizeram boa jogada de “manual”, para forte chute de Mantuan, defendido por De Amores. O jovem teria lance parado novamente pelo goleiro pouco depois.

No entanto, a maior chance surgiu aos 37 minutos, quando Du começou contra-ataque, passou para Jô na esquerda, que cruzou para Mantuan. O camisa 31, porém, chutou por cima do gol.

No retorno do intervalo, os donos da casa tiveram duas chances de vencer, uma logo no início, em chute de Gutiérrez, que Fábio Santos tirou, e outra de pênalti. Cássio cometeu a penalidade (quando não se tinha mais nada a fazer) e defendeu-a (quando ele tinha o que fazer… e fez). Foi o herói naquele momento, como em vários momentos já foi.

Depois, o Corinthians provou do mesmo veneno. Júnior Moraes, que há pouco tempo tinha entrado, foi derrubado por De Amores e o árbitro assinalou penalidade máxima. Fábio Santos, que antes tinha tirado aquela bola do caminho do gol e quase nunca erra pênaltis, mandou a cobrança para fora. Um balde de água fria.

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O empate foi justo? Não sei, talvez não, pelo volume de jogo aparentemente apresentado pelo Corinthians. Porém, nos números, foram 12 finalizações para cada lado, quatro no alvo para cada lado, com um pênalti perdido para cada lado. Um ponto para cada lado também.

O gosto amargo ficou mais pelo que foi apresentado no primeiro tempo. Aqueles lances de Mantuan não poderiam jamais ter ido para fora. Maycon também não poderia ter mandado aquele chute por cima do gol. Quando se tem chances, elas precisam ser convertidas, porque fazem falta depois.

O próximo jogo do Corinthians na Libertadores será apenas no dia 17 de maio, mas será contra o Boca Juniors, atual segundo colocado do grupo. Na Bombonera. Always Ready e Cali se enfrentarão dois dias depois e, na última rodada, o compromisso será na Neo Química Arena, contra os bolivianos responsáveis pela única derrota até agora na competição, na altitude, lá na estreia.

Fazer igual contra o Boca e diferente contra o Always Ready.

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