CBF diz que Argentina foi avisada de irregularidades no dia anterior ao jogo contra o Brasil

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Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

No domingo, a partida entre Brasil e Argentina, válida pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, na Neo Quimica Arena, foi interrompida aos cinco minutos do primeiro tempo por agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O motivo se deu pelo fato de quatro jogadores da Argentina que atuam no futebol inglês (Cristian Romero, Lo Celso, Emiliano Martínez e Buendía) não terem realizado a quarentena obrigatória de 14 dias antes de desembarcarem no Brasil. A Inglaterra faz parte dos países os quais a legislação brasileira exige quarentena para viajantes.

Em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira, a CBF buscou esclarecer alguns acontecimentos sobre o caso. Em uma reunião realizada no sábado, dia anterior à partida, entre Ministério da Saúde, Anvisa, Conmebol e AFA, além do Coordenador da Comissão Médica Especial da CBF, Dr. Roberto Nishimura, a entidade brasileira afirma que os argentinos foram avisados das irregularidades.

"Nesta reunião, os representantes da Seleção Argentina foram informados de que havia uma irregularidade no ingresso dos jogadores, que eles deveriam ficar em quarentena e receberam a orientação das autoridades para solicitarem, junto aos órgãos competentes, a autorização especial para que os jogadores tivessem sua situação regularizada. Tratou-se de uma discussão técnica entre Anvisa, Ministério da Saúde e Associação Argentina", escreveu a CBF.

Porém, quando solicitada a presença dos atletas, a CBF comunicou que os mesmos tinham se dirigido ao treinamento, juntos dos quatro "ingleses", e que a Anvisa e o Ministério da Saúde foram informados do descumprimento das orientações passadas na reunião.

"Após a reunião, quando solicitada a presença dos atletas, os agentes da Vigilância de Saúde foram informados que os jogadores haviam saído para o treinamento, descumprindo orientação passada durante a reunião. O órgão informou o descumprimento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária e ao Ministério da Saúde, responsáveis pela análise do pedido de excepcionalidade encaminhado pela Conmebol em nome da AFA", escreveu a entidade.

A CBF também afirmou que a Conmebol recebeu uma negativa com relação ao pedido de excepcionalidade junto ao Ministério da Saúde, já no domingo, dia da partida.

"Já no domingo, 5, esse pedido teve resposta oficial negativa, por parte do Ministério da Saúde à CONMEBOL, tendo sido notificada a Seleção Argentina, diretamente na NeoQuímica Arena, com tempo suficiente para adotar os procedimentos necessários", afirmou a entidade que comanda o futebol brasileiro.

Vale lembrar que o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, disse que em nenhum momento foram avisados de que Romero, Lo Celso Buendía e Martínez não poderiam jogar.

"O que acabou de acontecer me deixa muito triste, não procuro culpar. Deveria ter sido uma festa para todos com o que há de melhor no mundo, e termina assim. Como treinador, tenho de defender os meus jogadores. Estão dizendo que os querem deportar ou têm de os retirar, não posso permitir. Em nenhum momento fomos avisados ​​de que não podiam jogar. O delegado da Conmebol me disse para ir ao vestiário e eu fui. Queríamos jogar, assim como os jogadores brasileiros", disse.

Potenciais medidas a serem adotadas em relação ao episódio serão analisadas pela Fifa. O órgão lamentou o ocorrido e que "decisões serão tomadas oportunamente" após análise de relatórios.

 

 

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