Aos 45, Fofão diz que “ser técnica não é preferência número 1”

Imagem ilustrativa para a matéria

Hélia Rogério de Souza Pinto, mais conhecida como Fofão, é tetracampeã da Superliga e, aos 45 anos de idade, vai encerrar sua carreira neste domingo, jogando a final desta que é a maior competição nacional pelo Rexona-Ades. A paulista que defende o Rio de Janeiro não pretende abandonar o vôlei após a decisão contra o Molico/Osasco, porém ser técnica não parece ser uma opção imediata.

“Não vou descartar de forma nenhuma as experiências que aparecerem. Lógico que eu tenho as preferências, mas ser técnica não é a preferência número 1”, disse a levantadora à Gazeta Esportiva. “Eu tenho outras intenções dentro do vôlei e posso contribuir naquilo que eu sei fazer de melhor, que é levantar, mas acho que tenho que aproveitar todas as oportunidades que vierem porque servem como experiência”, explicou a camisa 7, voltando a enfatizar que a rotina dentro de uma equipe não deve ser um plano futuro a ser seguido em sua vida.

“Eu não quero ser técnica porque é como eu digo, iria continuar vivendo a mesma vida que tinha como jogadora, então não sei se isso ia me atrair tanto. Talvez passando algum tempo depois que eu parar. Acho que é muito recente pra pensar nisso. Então, vou deixar a vida ir me mostrando”, completou a medalhista de ouro em Pequim 2008.

Oitava melhor levantadora da Superliga, Fofão fará sua última exibição na decisão deste domingo

Oitava melhor levantadora da Superliga, Fofão fará sua última exibição na decisão deste domingo - Credito: Divulgação

Em meio a um turbilhão de emoções por disputar sua última partida como jogadora profissional, Fofão procura se concentrar para que nada a atrapalhe no duelo contra as paulistas do Osasco, mesmo sabendo da dificuldade em controlar a ansiedade.

“Estou muito focada no jogo, na final mesmo, muito concentrada. Eu estou tentando isolar qualquer tipo de pensamento sobre o que está acontecendo em volta pra que isso não interfira ou atrapalhe de alguma forma. Claro que sinto um pouco de ansiedade, mas acho que isso é uma coisa normal, não estou nervosa, mas tranquila, mais na expectativa de que comece o jogo e que a gente comece logo a jogar”, revelou a oitava levantadora em eficiência, segundo as estatísticas da Superliga.

Por enquanto, a atleta de 45 anos não considera virar técnica de vôlei

Por enquanto, a atleta de 45 anos não considera virar técnica de vôlei - Credito: Divulgação

Questionada se teme aposentar-se com uma derrota em uma decisão de campeonato em pleno Rio de Janeiro, Hélia avisa que está prevenida quanto a isso e que não há razão para tristeza caso saia de quadra com a medalha de prata.

“Eu acho que numa final essa é uma coisa que pode acontecer (a derrota)”, afirmou Fofão. “A gente vai enfrentar uma equipe difícil, forte e que vamos encontrar dificuldades pra vencer. Temos que estar preparadas para as duas coisas, lógico que ninguém se prepara pra perder. A gente trabalha, faz tudo o que tem de fazer pensando na vitória, mas o trabalho está sendo feito e se a vitória não vier, a gente não tem que ficar triste, claro que queremos sempre ganhar, só que o trabalho que a gente vem fazendo ao longo desses anos é pra nos deixar orgulhosas, então não tem que ficar frustrada”, analisou a vice-campeã dos mundiais de 1994 e 2006.

A despedida de Fofão e a final da Superliga 2014/2015 estão marcadas para este domingo, às 10 horas (de Brasília), na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. Por ter feito a melhor campanha da primeira fase, a equipe carioca conquistou o direito de ter o mando de jogo para a decisão em partida única.

Rio e Osasco farão a décima final entre eles nos últimos 11 anos, com vantagem para as cariocas, que venceram seis das nove decisões diante das paulistas. O time comandado por Bernardinho é dono de nove troféus da competição, quatro a mais que as adversárias deste domingo.

Conteúdo Patrocinado