Rogério Micale foi vice-campeão mundial com a Seleção sub-20 em 2015 (Foto: Lucas Figueiredo/MoWA Press)
Rogério Micale revelou que com a chegada de Tite à Seleção Brasileira ganhou total autonomia para comandar o time olímpico no Rio de Janeiro, em agosto. Quando Dunga ainda era treinador da equipe principal ficou combinado de que o ex-volante iria estar à frente do Brasil nas Olimpíadas, mas com sua demissão após a trágica campanha na Copa América Centenário, Micale acabou recebendo a grande responsabilidade de guiar os jovens atletas rumo à conquista inédita da medalha de ouro.
Vice-campeão mundial com a Seleção Brasileira sub-20, Rogério Micale revelou como será a sua relação com Tite e já adiantou que pretende realizar um trabalho em conjunto com o ex-técnico corintiano. Segundo ele, Tite não teve nenhuma influência na convocação, mas valorizou a chegada do treinador à CBF.
“Existia um trabalho em conjunto, mas a partir do momento que eu assumi a Seleção olímpica a autonomia para poder convocar se tornou minha. Conversamos com o Tite hoje, anteriormente por telefone, nosso trato foi em relação a boas-vindas, aquilo que pretendemos realizar juntos, trabalho agregado, e nossas conversas se resumiram a isso. Quero contar demais com o Tite no meu trabalho, é o atual campeão brasileiro, então me sinto realizado e satisfeito de poder contar com a ajuda do Tite. Ele tem toda a liberdade, quero ouvir conselhos porque vamos fazer um trabalho sequencial”, explicou.
Na medida em que Micale ganhou mais autonomia com a saída de Dunga para montar a equipe em que acredita ser ideal, o treinador também carrega consigo uma grande responsabilidade. Após a decepção na Copa do Mundo de 2014, muito se falou sobre a pressão de jogar em casa, e nas Olimpíadas não será diferente. Contando com o apoio da torcida, os jovens talentos terão de superar questões psicológicas caso queiram se despedir do maior evento esportivo do mundo com o ouro no peito.
“É uma grande oportunidade, me preparei durante anos para viver esse momento e é com grande satisfação que estou aqui. Tenho um grupo que confio, com muita qualidade, jogadores que trabalhei por um período. Minha expectativa é a melhor possível, uma oportunidade ímpar, a gente sabe o que representa essa conquista. Vamos dar a sequência ao bom trabalho e confiar que temos condições de trazer o ouro”, completou.
Além dos jogadores sub-23, Micale também contará com três “veteranos” de peso. O goleiro do Palmeiras Fernando Prass, Neymar e Douglas Costa foram os escolhidos para agregar mais experiência ao elenco, mas segundo o treinador olímpico, o craque do Barcelona não deve carregar sozinho a grade responsabilidade do título no Rio de Janeiro. O elenco começa sua trajetória no próximo dia 18 de julho, quando se apresenta na Granja Comary, em Teresópolis. No dia 27 a Seleção vai para Goiânia, onde no dia 30 realiza amistoso contra o Japão. No dia seguinte (31) a equipe vai direto para Brasília onde inicia sua campanha nos Jogos Olímpicos.
“O Neymar hoje é ume expoente técnico, uma liderança, um perfil diferenciado e qualidade indiscutível. Qualquer treinador do mundo gostaria de contar com um jogador desse perfil, mas dentro da Seleção tentamos agregar outros perfis de liderança, não podemos jogar a carga apenas sobre um atleta. A minha expectativa é que o Neymar realmente corresponda, sei do dever que ele tem de ganhar uma medalha e ele vai significar muita coisa para a nossa equipe”, finalizou.