Confiante, Infantino acredita que terá apoio das federações africanas

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Prezando pela transparência e democracia, Infantino crê que pode desbancar concorrentes na corrida pela Fifa (Foto:Reprodução/Twitter)
Prezando pela transparência e democracia, Infantino crê que pode desbancar concorrentes na corrida pela Fifa (Foto:Reprodução/Twitter)

Prezando por transparência e democracia, Infantino crê que pode desbancar concorrentes pela Fifa (Foto:Reprodução/Twitter)

Um dos continentes com mais federações filiadas à Fifa, a África pode fazer a diferença nas eleições presidenciais desta sexta-feira. Com a candidatura estruturada a partir da punição atribuída a Platini, Gianni Infantino, então secretário-geral da Uefa, confia que pode angariar votos das federações africanas apesar do concorrente Tokyo Sexwale.

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Depois do liberiano Musa Bility, presidente da Federação Liberiana, esboçar planos para a candidatura, o empresário sul-africano, que lutou contra o Apartheid e foi preso político ao lado de Nelson Mandela, aparece com força no território nacional. Contudo, Infantino diz se garantir como “intruso”.

A aposta na África vem desde que oficializou a candidatura à presidência, no fim de outubro. Infantino já percorreu todo o continente, desde o Cairo até a Cidade do Cabo, para expandir seu programa governamental. Em entrevista à AFP, às vésperas da eleição, o suíço se mostrou confiante.

“As conversas que tive com os presidentes das federações africanas têm sido muito conclusivas. Quando passo tempo com os dirigentes, vejo o que posso fazer para ajuda-los. É por isso que elaborei um programa com propostas concretas especialmente para a África. Tive uma boa sensação com relação ao apoio deles, até porque vou cumprir minhas promessas”, comentou.

Motivado, o candidato detalhou seu plano de campanha e confessou a intenção de aumentar os benefícios às federações mais necessitadas. “Temos que aumentar os programas de desenvolvimento, que passarão de 4 a 5 milhões de dólares por federação em quatro anos, e um milhão a mais para federações que precisam de recursos extras, como alguns países da África, do Caribe e da Oceania”, declarou.

Candidato a assumir a Fifa com a mesma idade que Blatter entrou na entidade em 1998, com 45 anos, Gianni Infantino tem consciência do momento crítico, mas crê que pode encontrar a solução caso seja eleito.

“Há alguns meses eu nem cogitava entrar nessa disputa. Pelas circunstâncias, tive que assumir responsabilidade. Para mim, sentar numa poltrona e assistir ao desmoronamento geral não é uma opção. A Fifa não deve ter vergonha de ganhar dinheiro, mas deve se orgulhar por poder investir no futebol com transparência e responsabilidade”, falou.

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