COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Copa do Mundo de 2026 será a 23ª edição do Mundial (Foto: Fabrice Coffrini/AFP/Getty Images)

A Copa do Mundo de 2026 ainda está um pouco longe, entretanto as movimentações nos bastidores já começaram. Nesta sexta-feira, a Real Federação Marroquina de Futebol anunciou que entregou a Fifa um pedido formal de candidatura para receber o Mundial de 2026.

Esta é a quinta vez que o país localizado no Norte da África se candidata para receber uma Copa do Mundo. Marrocos já foi derrotado no processo de escolha por Estados Unidos (1994), França (1998), Alemanha (2006) e África do Sul (2014).

Marrocos é o segundo país a enviar uma candidatura para a entidade responsável pelo futebol para receber a Copa do Mundo de 2026. Alguns meses atrás, Estados Unidos, México e Canadá apresentaram uma candidatura em conjunto.

Caso vença a licitação para receber o Mundial, Marrocos será o segundo país africano a receber o maior evento de futebol de seleções do mundo. África do Sul, em 2014, foi o primeiro país da África a sediar uma Copa.




Tite comenta convocação de goleiros (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)

Uma das grandes novidades para esta convocação de Tite ao jogo contra o Equador, no próximo dia 31 de agosto, é a aparição do goleiro Cássio entre os 23 convocados. Segundo o treinador brasileiro, o jogador do Corinthians está credenciado à vaga desde 2012 e tem se destacado em suas últimas atuações. Novamente com Alisson entre seus escolhidos, Tite também falou sobre o conselho que deu ao arqueiro quanto a sua projeção na Roma.

Quanto ao “novo” nome na Seleção, Tite crê que o tempo como reserva também fez com que Cássio voltasse ainda mais preparado para, hoje, assumir uma vaga entre os convocados. “O Cássio lhe credenciou à situação desde 2012, para você ver o nível, e este momento foi comigo, depois, de não estar na equipe, de ser tirado da equipe, porém, uma retomada”, revelou Tite.

Apesar de não se poder dizer quem será o titular de Tite na partida contra os equatorianos, é esperado que Alisson ocupe a posição, já que o jogador da Roma faz parte da base utilizada pelo treinador em outras ocasiões. Além de ter ressaltado a qualidade do brasileiro, o gaúcho também revelou que aconselhou ao brasileiro a questionar a diretoria e comissão técnica do time italiano, para que pudesse voltar a jogar, uma vez que passou alguns jogos no banco de reservas.

“Conversei com o Alisson no final da temporada, porque, neste momento, não é trairagem procurar seu técnico e sua direção para perguntar o projeto como atleta. Se for para permanecer no banco, pode procurar outro lugar onde possa ter oportunidade de iniciar. Não (falar sobre isso) no meio da temporada, quando forçaria uma barra e, nos termos de futebol, seria sacanagem. No fim da temporada, é do jogo. Ele buscou e a projeção é a participação dele”, disse.

O terceiro goleiro chamado pelo treinador para defender as cores da Amarelinha foi o recém-contratado do Manchester City, Ederson. O jovem que se destacou pela ótima campanha com o Benfica, também agrada ao gosto do treinador do Brasil. “O Ederson, a grande campanha dele em Portugal. Agora, a transferência para o City, aí vem outro detalhe importante: todos estes atletas que são europeus, têm no mínimo sete a onze jogos jogados agora. Esta reapresentação deles em alto nível e esses números de jogos significativos para eu credenciar para esta convocação foram importantes”, acrescentou.

Apesar disso, Tite não deixou de ressaltar que o grupo para a Copa do Mundo ainda não está fechado e que o trabalho para a procura de uma boa convocação tem sido feito diariamente. “Temos seis ou sete goleiros que acompanhamos em loco nestes últimos tempos. Poderia estar inserido aí, o Weverton, o Vanderlei, o Diego (Alves)… todos estes atletas a gente tem. O que lhes credencia é o momento, a projeção futura”, finalizou.

 



Palestra Itália recebe o último confronto do Brasil nas Eliminatórias da Copa (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

A Confederação Brasileira de Futebol confirmou o local do último confronto válido pela 18ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia. Em nota divulgada nesta quarta-feira, a instituição confirmou o estádio Palestra Itália, do Palmeiras, como palco do duelo contra o Chile, marcado para o dia 10 de outubro.

Disputado em rodadas duplas, a Seleção comandada por Tite enfrenta a Bolívia, pelas Eliminatórias, cinco dias antes do confronto que será realizado em São Paulo. Antes destas duas últimas rodadas, a equipe ainda encara o Equador, na Arena Grêmio, no dia 31/08 e a Colômbia no dia 05/09.

Esta será a segunda vez que a amarelinha atuará no estádio após a reforma finalizada em 2014. Na primeira oportunidade, o Brasil acabou vencendo o México pelo placar de 2 a 0, gols de Philippe Coutinho e Diego Tardelli, em um amistoso internacional em 2015.

O Brasil, que já assegurou sua classificação para a Copa do Mundo de 2018 de maneira antecipada, é o líder das eliminatórias com 33 pontos. A segunda colocação apresenta a Colômbia com 24 pontos somados, um a mais que Uruguai e Chile, que completam o G4 que garante uma vaga direta ao Mundial. A quinta colocação, que leva a seleção à repescagem, apresenta a Argentina com 21 ponto somados.



Estátua da mascote Zabivaka é ignorada em movimentada avenida de São Petersburgo (foto: Helder Júnior/Gazeta Press)

Dirigentes, esportistas e jornalistas das mais variadas nacionalidades, munidos de ingressos para a final da Copa das Confederações e devidamente agasalhados, perambulavam pelas ruas de São Petersburgo em busca de referências ao Mundial.

“Já começou? Não era só no próximo ano?”, questionou um garçom, confuso. Atrás dele, cinco torcedores chilenos não paravam de fazer algazarra com camisas de sua seleção. “Chi, chi, chi! Le, le, le! Viva, Chile!”, gritavam, entre uma garfada e outra, em um aquecimento para a final contra a Alemanha. Quase ninguém compreendia o motivo de tamanha animação.

Em meio à decisão da Copa das Confederações, a Gazeta Esportiva visitou São Petersburgo e constatou que, apesar da publicidade local, o Mundial ainda não conquistou a atenção da maioria da população russa.

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Técnico está de olho em quem atua no futebol brasileiro (foto: divulgação/Botafogo)

Tite esteve no Engenhão na noite desta segunda-feira para acompanhar a vitória do Botafogo sobre o Sport, por 2 a 1. Sem expor muito as suas observações sobre quem estava em campo, o técnico abordou os seus planos para a sequência do trabalho da Seleção Brasileira.

“Tenho que ser coerente com as minhas atitudes, com o que falo. Não dá para fechar as portas da Seleção para um Gabriel Jesus que possa surgir ou para um atleta que possa retomar um alto nível de desempenho”, disse Tite, abordando as suas futuras convocações.

Os próximos compromissos do Brasil pelas Eliminatórias serão contra o Equador, em 31 de agosto, na Arena do Grêmio, e a Colômbia, em 5 de setembro, como visitante. Como os jogadores que atuam na Europa estão em pré-temporada, é possível que mais atletas do futebol brasileiro ganhem espaço com Tite – os goleiros Cássio, do Corinthians, e Vanderlei, do Santos, estão em pauta.

“Existe a retomada dos Europeus, mas estamos no melhor da nossa condição aqui. A chance de convocação de brasileiros é maior”, admitiu o treinador, embora reconheça a disparidade do futebol local para o europeu. “O nível que se tem lá fora, principalmente na Inglaterra, é muito alto. É uma realidade que se tem em função do poderio econômico.”

Tite esteve na Europa recentemente, mas na Rússia, para acompanhar a Copa das Confederações. Lá, o técnico ficou animado com o que viu em Sochi, cidade que provavelmente abrigará a Seleção Brasileira durante o Mundial de 2018.

“A gente quer um bom local para desenvolver o trabalho, com privacidade e logística. Sochi agradou, até pela proximidade da concentração com o espaço de treinamento. Não precisa de ônibus para deslocamento. Isso tudo potencializa”, contou, satisfeito ainda com as condições climáticas do município russo. “Você acorda de manhã e já sente vontade de ir ao trabalho”, afirmou.

Tite aproveitou a Copa das Confederações também para estudar rivais. “A Alemanha jogou com uma equipe opcional, mais reativa, que marcada demais, sem agredir muito. Imaginava que o Chile pudesse vencer a final. Só não venceu pelo aspecto físico”, palpitou o comandante do Brasil.




Veículos passaram por vistoria minuciosa antes de circular pelos arredores da Arena Zenit (foto: Helder Júnior/Gazeta Press)

A segurança da Fifa é austera. Para acessar a Arena Zenit, os torcedores que foram à final da Copa das Confederações deveriam apresentar, além do ingresso para o jogo entre Chile e Alemanha, a chamada “Fan ID”. Trata-se de uma credencial introduzida no torneio, com a fotografia e o nome em alfabetos latino e cirílico do seu portador, com a finalidade de identificar cada um dos presentes no evento. O artifício serviu ainda para dificultar a ação de cambistas e facilitar a imigração na Rússia.

Após mostrar a “Fan ID” ao transpor a primeira barreira de segurança, os torcedores de Chile e Alemanha foram submetidos a uma revista minuciosa, que checou até as telas e teclas dos seus telefones celulares. Bolsas foram reviradas, e nem mesmo automóveis credenciados puderam circular pelos arredores da Arena Zenit sem que portas e capôs acabassem abertos para vistoria. Um dia antes da partida, no torneio infantil “Futebol pela Amizade”, promovido por uma das principais patrocinadoras da Fifa na Rússia, bastou uma mochila ser esquecida na arquibancada para policiais se aglomerarem, ressabiados com a possibilidade de terrorismo. “A KGB está com tudo!”, brincou um brasileiro, que assistia àquela competição como convidado, citando o antigo serviço de inteligência da União Soviética.

Em meio à decisão da Copa das Confederações, a Gazeta Esportiva visitou São Petersburgo e constatou que os receios em relação à organização do Mundial de 2018 vão além da segurança.

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Lanchonete da Arena Zenit tinha cardápio internacionalmente conhecido na Copa das Confederações (foto: Gazeta Press)

Aglomerados nos corredores internos da Arena Zenit – com acabamento simples, contrastando com a fachada luxuosa –, torcedores formaram longas filas para comprar recordações da decisão da Copa das Confederações e degustar cachorros quentes e hambúrgueres. O cardápio do torneio não contemplou os pratos típicos, como o borscht (sopa cozida com beterraba) ou o estrogonofe, diferentemente do que ocorreu em 2014. No Mundial do Brasil, a Fifa cedeu a apelos e abriu uma exceção para que o feijão tropeiro prosseguisse como uma das atrações do Mineirão.

Boa parte dos torcedores estava mais interessada em beber do que em comer. Podendo escolher entre duas marcas de cerveja – uma delas, a mais barata, russa –, eles acumulavam os copos colecionáveis da Copa das Confederações enquanto se embriagavam. Alguns não se apressaram para se posicionar nas arquibancadas nem mesmo quando a festa de encerramento da competição começou.

Em meio à decisão da Copa das Confederações, a Gazeta Esportiva visitou São Petersburgo e constatou que os receios em relação à organização do Mundial de 2018 vão além da culinária.

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Líder da Seleção Brasileira, ainda desconhecido por alguns, ganhou destaque em jornal russo (foto: reprodução)

Acostumados a ver os futebolistas locais Aleksandr Kerzhakov e Aleksey Smertin como garotos-propagandas da Copa do Mundo, os russos agora começam a se familiarizar com os expoentes da Seleção Brasileira, a primeira a obter uma vaga no Mundial por meio das Eliminatórias. Na edição do jornal Sovsport do dia que antecedeu o encerramento da Copa das Confederações, uma fotografia do técnico Tite ganhou grande destaque. “Essa matéria está dizendo que esse Tite – imagino que seja o nome do homem da foto – gostaria de se concentrar em Sochi e fazer um amistoso contra a Rússia”, traduziu, de bom grado, um guia turístico.

Para os turistas brasileiros que flanavam por São Petersburgo, os elos futebolísticos com a população russa quase sempre ainda remetiam a um passado distante de Tite. Uma família paulista que acabara de visitar o Hermitage, um dos maiores museus de arte do mundo, e caminhava às margens do rio Neva para conhecer a emblemática Catedral do Sangue Derramado foi abordada desta forma por um comerciante de souvenires: “Edson Arantes do Nascimento!”. O fã de Pelé agradeceu com um “obrigado”, em português, após vender duas matrioscas (as tradicionais bonecas russas de madeira, encaixadas uma dentro da outra) e uma das suas várias camisetas que satirizavam o presidente Vladimir Putin.

Em meio à decisão da Copa das Confederações, a Gazeta Esportiva visitou a Rússia e sentiu como está o clima para o Mundial onde Tite buscará a sua consagração como técnico da Seleção Brasileira.

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