COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
(Arte: Maria-Cecilia REZENDE / AFP)

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Luzhnikí, em Moscou, na Rússia, na grande decisão da Copa do Mundo. Os franceses eliminaram a Bélgica nas semifinais, ganhando por 1 a 0. Já os croatas, de virada, fizeram 2 a 1 na Inglaterra, precisando de mais uma prorrogação, a terceira do time no torneio. Por conta dos tempos extras, a Croácia vai ter jogado praticamente oito partidas nesta edição.

Trata-se de um reencontro vinte anos depois. Ambos duelaram nas semifinais da Copa do Mundo de 1998 e os franceses ganharam por 2 a 1, arrancando para um título inédito, que ainda falta para os croatas.

(Foto: SOPHIE RAMIS, THOMAS SAINT-CRICQ, MARIA-CECILIA REZENDE / AFP)

Didier Deschamps, treinador da França, tem a chance de repetir o feito de Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, sendo campeão mundial como jogador e treinador. Ele integrou o time de 1998. O comandante se mostra otimista.

“Nós fizemos tudo o que tinha que ser feito até este momento e agora chegou a hora de ir a campo e tentar escrever uma história bonita. Estamos preparados desde muito antes de a competição começar e fomos ganhando força com ela, crescendo e superando os obstáculos. Portanto, estou otimista e a minha expectativa é a do título, mesmo sabendo que do outro lado do gramado estará um grande oponente”, disse Didier Deschamps.

Confiante, a França vem de vitória sobre a Bélgica de Hazard e Lukaku (Foto: Jewel Samad/AFP)

O desgaste físico realmente é a maior preocupação do técnico Zlatko Dalic. Mas até diante deste cenário ele procura buscar motivação. Nas oitavas os croatas eliminaram a Dinamarca nos pênaltis, enredo que se repetiu nas quartas contra a anfitriã Rússia. Nas semifinais, as penalidades não foram necessárias, porém, a vaga diante dos ingleses veio mesmo na prorrogação.

“Nós escolhemos o caminho mais complicado e difícil. Enfrentamos uma maratona de jogos, atuaremos um jogo a mais que a França e por isso mesmo sabemos que as dificuldade serão enormes. Mas como o que não mata fortalece, vamos buscar força justamente neste nosso poder de testar nossos limites. Falta mais um capítulo nesta história e queremos que o final seja feliz, pois a Croácia melhora”, disse Zlatko Dalic.

A Croácia disputou três prorrogações na Copa, inclusive na vitória sobre a Inglaterra (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

As duas equipes não confirmaram as escalações, mas como superação é a palavra de ordem, a base das semifinais deverá ser mantida. Na França a aposta está no equilíbrio de Paul Pogba no meio e na força ofensiva do trio: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud.

Pelo lado croata a estrela da companhia é o maestro Luka Modric, candidato a craque da Copa. Mas não se pode desprezar o oportunismo do perigoso artilheiro Mario Mandzukic, autor do segundo gol contra a Inglaterra.

Veja também: Croácia e França reeditam semifinal da Copa de 98 na Rússia

Caso a decisão deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nas cobranças de pênaltis. Isso aconteceu apenas duas vezes na história da Copa do Mundo. Em 1994 a Seleção Brasileira derrotou a Itália nos pênaltis, após 0 a 0. Já em 2006 os franceses, que ficaram no 1 a 1 com a Itália, perderam o caneco nos pênaltis.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018 (Domingo)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Belatti (Argentina)

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Samuel Umtiti, Raphaël Varane e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Blaise Matuidi; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps

CROÁCIA: Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Marcelo Brozovic, Ivan Rakitic e Luka Modric; Ante Rebic, Ivan Perisic e Mario Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic



Se não foi da maneira que gostaria, Neymar foi um dos principais personagens da Copa do Mundo da Rússia de 2018. Falado no mundo inteiro, o jogador tem sido alvos de críticas e ironias sobretudo devido as tentativas de simulação durante as partidas do mundial. Entre as personalidades que chegaram a ironizar a participação do camisa 10 brasileiro no torneio foram nomes como o presidente da Fifa, Gianni Infantino e o ator Will Smith.

No entanto, não foram só críticas que atingiram o craque nos últimos dias. Em entrevista realizada à Rádio Gaúcha, o ex-treinador da Seleção Brasileira de vôlei masculino, Bernardinho, fez uma rápida avaliação da situação vivida por Neymar e afirmou que adoraria ser o coach do atleta para trabalhar melhor algumas questões extra-campo.

Bernardinho afirma que gostaria de ser coach de Neymar (Foto: Divulgação / CBV)

“Eu chego neste momento da minha vida com muita vivência no esporte e conhecimento dos mais diversos tipos de atleta. Desde o mais egocêntrico até o mais jogadores de equipe. Até brinquei que gostaria de ser o Coach do Neymar em algumas questões. Sem entrar no mérito do futebol, não sou nenhum conhecedor profundo desse esporte, mas sobre o comportamento, postura diante de algumas situações, como lidar com pressão. O sentimento de carinho que tenho por ele é por essa amizade que ele tem com o meu filho e acho que ele é uma pedra preciosa que o Brasil tem ainda precisa ser lapidada e trabalhada”, afirmou.

Com uma carreira extremamente vitoriosa no vôlei, como duas medalhas de ouro olímpicas, em 2004 e 2016, e três títulos mundiais, o atual comandante da equipe feminina Rio de Janeiro Vôlei Clube afirmou ver no futebolista um peso muito grande, que poderia ser mais bem trabalhado.

“O Neymar é assim, tudo gira em torno dele. Estamos indo para uma final de Copa e volta o tema Neymar. Ele tem uma relevância tão grande no mundo do futebol que nós estamos às vésperas da final da Copa do Mundo e o tema é Neymar. O presidente da Fifa responde sobre ele, e o Will Smith responde sobre ele, o Van Basten. Ou seja, essa é a relevância que ele tem. É um peso enorme sobre um jovem, um menino que fez tanto, cresceu tanto e que tem um peso enorme de responsabilidade”, completou.



Cotado para receber o prêmio de melhor jogador da Copa do Mundo, Eden Hazard foi polêmico após a vitória da Bélgica sobre a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar do torneio. Autor do segundo gol do triunfo belga, o atacante do Chelsea sinalizou que poderá se despedir de Stamford Bridge e assinar com outro clube ainda nesta janela de transferências.

“Depois de seis anos fantásticos no Chelsea, talvez essa seja a hora de descobrir algo novo. Certamente depois dessa Copa do Mundo. Posso decidir se quero ficar ou ir embora, mas o Chelsea que tomará a decisão final. Vocês sabem meu destino preferido”, afirmou Hazard.

Com a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid, o nome de Hazard vem sendo cada vez mais vinculado ao clube merengue. Há especulações de que o Barcelona também estaria interessado no jogador, porém, tudo aponta para uma possível chegada do camisa 10 da Bélgica no Santiago Bernabéu.

Apesar de comentar sobre seu futuro, Hazard também se mostrou comprometido com o Chelsea, clube com o qual ainda possui contrato. Em meio às movimentações desta janela, o atacante assegurou que será preciso trabalhar duro para se adaptar o mais rápido possível à filosofia de Maurizio Sarri, ex-treinador do Napoli e anunciado como novo comandante dos Blues.

“Já sabemos que Sarri será o novo treinador [do Chelsea]. Se ele é um bom técnico? Bom, se ele fizer com que eu ganhe troféus, sim. Dries Mertens me disse que ele é um bom técnico. Teremos que trabalhar duro, da forma italiana, mas já estamos acostumados à essa forma com Antonio [Conte]”, completou.



Depois de ser eliminado pela França na semifinal, o goleiro da Bélgica, Courtois, reclamou do estilo de jogo do adversário (Foto: Odd Andersen/AFP)

Cabeça quente: foi assim que Courtois, goleiro da Bélgica, justificou algumas críticas proferidas à seleção francesa depois da eliminação nas semifinais da Copa do Mundo, na última semana, quando perdeu por 1 a 0. Depois de ter conquistado o terceiro lugar da competição diante da Inglaterra, por 2 a 0, neste sábado, o belga resolveu comentar o episódio.

“Eu posso ter reagido de forma muito forte. Eu vi as reações, vi que os franceses me criticaram um pouco, mas é preciso entender que eu estava voltando para o vestiário, de cabeça quente, dez minutos depois de perder uma semifinal em que você sente que não jogou pior que o adversário. Eu não quis dizer que eles não jogaram bem. A França fez de tudo para que a gente não pudesse jogar nosso jogo, não que eles foram piores”, iniciou Courtois ao BeIn Sports. “Antoine (Griezmann) tem razão ao dizer que o mais importante é ganhar, não importa como. É um mal-entendido, eu posso ter reagido um pouco forte. Peço desculpas”.

Logo após a partida entre Bélgica e França, o goleiro comentou que os franceses não “jogaram nada” e que era “uma pena para o futebol que a Bélgica não tivesse vencido”. Durante a semana, porém, o francês Antoine Griezmann, companheiro de Courtois no Atlético de Madrid, usou sarcasmo e ironia ao lembrar que o tipo de jogo utilizado pela França é o mesmo que o praticado pelo clube onde atuam juntos. “Não nos importamos com a forma como ganhamos, importa que ganhamos”, brincou Griezmann.

A Bélgica venceu a Inglaterra na manhã deste sábado na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Os gols foram marcados por Meunier e Hazard, conquistando a melhor colocação da seleção belga em sua história no Mundial. A grande final será no domingo, dia 15 de julho, às 12h (de Brasília), entre França e Croácia.




Neste sábado, a Bélgica derrotou a Inglaterra, em São Petersburgo, e garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo da Rússia, feito que coroou o bom futebol apresentado pelos comandados de Roberto Martínez e deu a talentosa geração a marca de melhor campanha do país na competição. No entanto, o placar de 2 a 0, não mostra a dificuldade belga na partida.

Com o tento de Meunier antes dos 10 minutos de partida, a Inglaterra foi forçada a mudar sua característica e propor o jogo. Diante disso, tomou conta da posse de bola (57% a 43%) e através de um aproveitamento de 92% nos passes (contabilizados em 641 acertos de 698 tentativas) conseguiu criar boas oportunidades de gol.

Os comandados de Gareth Southgate finalizaram 15 vezes, sendo cinco no gol, sete para fora e três bloqueadas. Com uma boa eficiência no passe (88%), a Bélgica não ficou muito atrás e arrematou em 12 oportunidades (quatro em direção à meta de Courtois, três para fora e cinco bloqueadas).

Nas estatísticas defensivas as equipes se alternaram. Os belgas ganharam na bolas recuperadas (34 a 31) e nas rebatidas (27 a 18). Os ingleses, por sua vez, venceram nos desarmes (7 a 4) e nos bloqueios (5 a 3).

Tanto Inglaterra quanto Bélgica se despendem da Copa do Mundo da Rússia com um balanço positivo. Desacreditados, os ingleses voltaram à semifinal após 28 anos e devem terminar com o artilheiro, Harry Kane. Enquanto os belgas, com a vitória deste sábado, cravaram a melhor campanha na história do torneio.



Harry Kane deverá ser coroado com a chuteira de ouro após a final da Copa do Mundo, neste domingo, entre França e Croácia. O prêmio, dado ao artilheiro da Copa do Mundo, significa muito para um atacante que disputou pela primeira vez a competição e foi elementar para conduzir um time jovem até as semifinais. Justamente por isso, o sentimento após perder a decisão de terceiro lugar para a Bélgica não é de mágoa, mas, sim, de orgulho.

“Nós queríamos jogar nosso melhor possível, tentando finalizações para conseguir a vitória, mas, na verdade, não conseguimos o resultado que esperávamos. Claro que nós saímos de cabeça erguida, saímos bem”, afirmou Kane.

Nesta Copa do Mundo, Harry Kane marcou seis gols e foi peça-chave do esquema montado pelo técnico Gareth Southgate. Neste sábado, contra a Bélgica, no entanto, o jogador não conseguiu fazer a diferença, mas confia em um crescimento ainda maior da seleção inglesa no próximo ciclo para o Mundial do Catar.

“Tentamos fechar todos os espaços, víamos alguma melhora ao longo do jogo, mas ainda estamos aprendendo, crescendo. Tentamos de toda forma o empate, mas não conseguimos. Chamos à semifinal fazendo grandes jogos, o que já é um grande feito. Esse é um grupo que ainda vai trabalhar mais junto. Agora vamos descansar e em breve voltaremos a ficar em forma”, prosseguiu o camisa 9 da Inglaterra.

Já em relação à possibilidade de ser o artilheiro da Copa do Mundo, o atacante que pertence ao Tottenham confessou que sequer pensava na chuteira de ouro quando começou o torneio.

“Trabalhei muito duro nos últimos jogos, mas esse é um trabalho de equipe. Fico muito orgulho disso, mas, na verdade, não [imaginava]”, finalizou.



Neste sábado, a Bélgica derrotou a Inglaterra, em São Petersburgo, e garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo da Rússia, feito que coroou o bom futebol apresentado pelos comandados de Roberto Martínez e deu a talentosa geração a marca de melhor campanha do país na competição. Nome importante da trajetória, Eden Hazard foi eleito mais uma vez o melhor em campo.

Depois de ser considerado o “cara do jogo” nas partidas contra Tunísia, na fase de grupos, e Japão, nas oitavas de final, o atleta do Chelsea voltou a jogar o fino da bola na disputa do terceiro lugar. Como de costume, Hazard se mostrou participativo e funcionou como um “motorzinho” pelo lado esquerdo de ataque da seleção belga.

Bem marcado pelo povoado sistema defensivo inglês, o jogador atuou como um armador na primeira etapa, e só finalizou uma vez, já no final do tempo, quando saiu da esquerda para dentro, mas acabou bloqueado pela zaga.

No segundo tempo, a Inglaterra foi para o ataque e deu espaços na defesa, e quando Hazard tem liberdade, é letal. Nos minutos finais do tempo regulamentar, o meia-atacante recebeu passe de De Bruyne, ganhou a frente da marcação e bateu forte, decretando a vitória belga por 2 a 0.

Três vezes melhor em campo, Hazard deixa a Rússia com três gols e duas assistências, números que ajudaram a Bélgica sair do torneio como melhor ataque, com 16 gols. Para alegria das Copas do Mundo, a Rússia não deverá ser a última lembrança do jogador na principal competição de futebol do planeta, uma vez que chegará ao Catar com 31 anos.



O técnico Roberto Martínez poderá dar adeus à Rússia como o homem responsável pelo time com o melhor ataque da Copa do Mundo. Com a vitória sobre a Inglaterra por 2 a 0 neste sábado, a Bélgica foi a 15 gols na competição e assegurou o histórico terceiro lugar, melhor resultado da equipe em Mundiais. Justamente por isso, o treinador espanhol não esconde o orgulho de seus jogadores e crê que eles deixarão um legado para as próximas gerações.

“Talvez a gente pudesse marcar mais gols, porque criamos quatro, cinco oportunidades. O desejo dos jogadores de marcarem gols, de continuarem jogando da melhor maneira possível, foi o que construiu esse resultado. Mais de dez gols marcados, temos algo para a história dessa competição. Esse legado vai permanecer conosco nos próximos anos”, disse Roberto Martínez.

Neste sábado, a Bélgica precisou de apenas três minutos para abrir o placar contra a Inglaterra. Extremamente eficiente, assim como já havia se mostrado nas quartas de final, contra o Brasil, o time liderado por Hazard não deu muitas chances para a Inglaterra, que ainda sofreu mais um gol, este marcado pelo jogador do Chelsea, para liquidar a fatura no estádio Krestovsky.

“Foi um jogo no qual começamos muito afiados, mas claro que depois a gente passa por um período em que o cansaço acaba batendo um pouco e isso pode nos afetar. Mas o jogo era contra a Inglaterra, uma boa equipe. É preciso se manter concentrado todo o tempo, e os jogadores mantiveram essa concentração de maneira incrível”, prosseguiu o treinador.

“Esses jogadores mereceram isso, porque o talento acaba te levando a algum lugar. Esses jogadores não só confiaram no talento da equipe, mas em todo o trabalho de grupo que eles realizaram até aqui para chegarem nesses resultados. O padrão de desempenho foi fantástico, eles quiseram que cada cidadão belga ficasse extremamente orgulhoso e eles conseguiram”, concluiu.



A Bélgica encerrou sua campanha na Copa do Mundo de 2018 de forma honrosa neste sábado, em São Petersburgo. Enfrentando a Inglaterra pelo terceiro lugar da competição, os Red Devils foram cirúrgicos logo no início da partida, assim como já haviam sido contra o Brasil, nas quartas de final, e acabaram vencendo os adversários por 2 a 0, graças aos gols de Meunier, aos três minutos de jogo, e Hazard, já no final do segundo tempo.

Com o resultado, o time comandado pelo técnico Roberto Martínez entrou para a história do futebol belga. Nenhuma geração do país chegou tão longe quanto essa de 2018 em uma Copa do Mundo. Em 1986, a Bélgica também foi eliminada na semifinal, porém, na disputa pelo terceiro lugar acabou derrotada pela França.

A Inglaterra, por sua vez, perdeu a grande oportunidade de fazer sua melhor campanha em Mundiais desde o título em 1966, quando sediou o torneio. Neste sábado o técnico Gareth Southgate levou a campo uma equipe sem quatro titulares e, embora tenha assegurado o comprometimento de seus jogadores no confronto com os belgas, não se esforçou muito para superar a campanha de 1990, quando os ingleses disputaram o terceiro lugar e acabaram derrotados pela Itália.

O jogo – A Bélgica iniciou a partida de maneira avassaladora neste sábado. Sem dar espaços à Inglaterra, o time do técnico Roberto Martínez foi cirúrgico em sua primeira oportunidade, logo aos três minutos, e desta maneira acabou abrindo o placar. Em contra-ataque fulminante, Chadli recebeu ótima enfiada de bola de Lukaku e cruzou na medida para Meunier, que se antecipou ao zagueiro para chegar finalizando de primeira dentro da área, sem chances para o goleiro Pickford.

Embpolgados com o gol precoce, os belgas continuaram pressionando a Inglaterra e por pouco não ampliaram aos 11 minutos, quando De Bruyne recebeu de Lukaku e bateu sem tomar distância, na tentativa de iludir o zagueiro. Antes de chegar ao gol, a bola ainda contou com desvio da defesa inglesa, mas o goleiro adversário estava esperto para fazer a defesa.

A Inglaterra só foi responder, de fato, aos 22 minutos, com seu artilheiro, Harry Kane. Sterling ajeitou para o camisa 9 na entrada da área, porém, ele não pegou bem na bola e a viu sair mascada pela linha de fundo.

Antes do intervalo, a Bélgica ainda teve mais duas oportunidades para ir ao vestiário com uma vantagem ainda maior no placar. Aos 34 minutos, Hazard recebeu bom passe de De Bruyne dentro da área e tentou a finalização, mas foi travado na hora “h” pelo zagueiro Stones. Na sequência, após cobrança de escanteio, foi a vez de Alderweireld completar a sobra do chute de Tielemans e mandar rente ao travessão, assustando o goleiro Pickford.

Segundo tempo

A Inglaterra voltou para o segundo tempo disposta a reverter o jogo. Para isso, o técnico Gareth Southgate promoveu duas alterações em sua equipe: a entrada de Lingard na vaga de Rose e Rashford no lugar de Sterling. As mudanças pareceram ter surtido efeito aos nove minutos, quando Lingard bateu cruzado dentro da área e viu Harry Kane se jogar na bola na tentativa de um desvio para o gol, o que não aconteceu.

A Bélgica, por sua vez, não deixou barato e respondeu logo em seguida. De Bruyne encontrou uma brecha mínima entre os zagueiros adversários e tocou em profundidade para Lukaku. O atacante, porém, não conseguiu dominar a bola da forma que queria e, frente a frente com Courtois, a viu escapar de seus pés, desperdiçando grande oportunidade.

Tentando correr atrás do prejuízo, a Inglaterra seguiu pressionando a Bélgica no restante da partida. Aos 24 minutos, a melhor chance dos Three Lions. Eric Dier, do Tottenham, tabelou com Jesse Lingard e saiu na cara do gol. O volante ainda tocou por cima do goleiro, mas, antes de a bola cruzar a linha, Alderweireld apareceu de forma providencial para afastar o perigo.

Se a Inglaterra não aproveitou sua grande oportunidade, a Bélgica fez o seu dever de casa. Aos 36 minutos, De Bruyne arrancou pelo meio e acionou Eden Hazard na esquerda. O atacante do Chelsea invadiu a área e tocou na saída do goleiro, estufando as redes e assegurando o histórico terceiro lugar da ótima geração belga.

FICHA TÉCNICA
BÉLGICA 2 X 0 INGLATERRA

Local: estádio Krestovsky, em São Petersburgo (RUS)
Data: 14 de julho de 2018 (sábado)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (IRN)
Assistentes: Reza Sokhandan (IRN) e Mohammadreza Mansouri (IRN)

Gols: Meunier, aos três minutos do 1ºT; Hazard, aos 36 minutos do 2ºT (Bélgica)
Cartões amarelos: Maguire e Stones (Inglaterra); Witsel (Bélgica)

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Meunier, Witsel, Tielemans (Dembélé) e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Mertens) e Hazard
Técnico: Roberto Martínez

INGLATERRA: Pickford; Jones, Stones e Maguire; Trippier, Loftus-Cheek (Dele Alli), Dier, Delph e Rose (Lingard); Sterling (Rashford) e Kane
Técnico: Gareth Southgate