COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A Croácia está na semifinal da Copa do Mundo. Depois de empate em 1 a 1 no tempo normal contra a Rússia, no Estádio Fisht, em Sochi. Na prorrogação, os croatas marcaram com o zagueiro Vida de cabeça, levaram novamente a igualdade, com gol do brasileiro naturalizado russo, Mário Fernandes. O marcador acabou ficando em 2 a 2, e o último semifinalista seria conhecido nos pênaltis.

Nas penalidades máximas, os croatas venceram por 4 a 3. Com o resultado, voltam a estar entre os quatro melhores do Mundial, algo que não acontecia desde 1998, na França, ao alcançar o terceiro lugar naquele ano.

A partida tinha um desenho bem definido: os russos explorando o contra-ataque, enquanto os croatas tentavam furar o bloqueio defensivo com o toque de bola. Entretanto, nos 90 minutos, as duas equipes acabaram empatando em 1 a 1. Cheryshev abriu o placar com uma pintura de fora da área. A equipe croata chegou ao empate instantes depois com Kramaric.

No segundo tempo, a Croácia pressionou, mas rondando a área, sem criar grandes oportunidades. A melhor delas foi com Perisic, que acertou a trave. Os anfitriões exploravam os cruzamentos para o centroavante Dyzuba. Mas, a igualdade prevaleceu, e a partida seria decidida na prorrogação.

Nos 30 minutos a mais de bola rolando, os croatas continuaram na pressão, e conseguíram balançar as redes. Aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o zagueiro Vida cabeceou para o fundo do gol, após cobrança de escanteio. Entretanto, acabaram sofrendo mais uma vez o empate. Dzagoev, cobrou falta na cabeça do brasileiro naturalizado russo Mário Fernandes cabecear para o fundo das redes. Assim, a decisão do último semifinalista iria para os pênaltis.

Na marca da cal, o herói se tornaria vilão. Mário Fernandes bateu muito mal e a bola foi para fora. O craque Modric, quase parou em Akinfeev. Porém, Rakitic converteu e colocou os croatas na semi.

Com a vaga assegurada para a semifinal, a Croácia vai enfrentar a Inglaterra, na próxima quarta-feira. A partida será às 15h00 (horário de Brasília), no Estádio Lujniki, em Moscou.

O jogo – Contando com o apoio dos torcedores, os donos da casa partiram para cima dos croatas, levantando bolas na área, buscando o centroavante Dyzuba. Os croatas responderam com Rebic de cabeça, mas a bola foi por cima do gol.

Aos poucos, a partida tomava o curso esperado, com a Croácia dominando a posse de bola e tomando a iniciativa. A Rússia, explorava os contra-ataques. Porém, em pouco mais de 20 minutos, o jogo não teve nenhuma grande oportunidade de nenhuma das seleções.

A tônica da partida seguia a mesma. Entretanto, os donos da casa conseguiam executar muito bem o plano de jogo. Com uma marcação quase perfeita, anularam a Croácia em 30 minutos, e conseguiam levar perigo nos contra-ataques.

Aos 31 minutos, a Rússia saiu na frente. Em bola esticada, Dyzuba ajeitou para Cheryshev, que passou como quis por Modric e acertou um lindo chute com a perna esquerda, inapelável para o goleiro Subasic, abrindo o placar em Sochi. Porém, a Croácia respondeu oito minutos depois, Mandzukic foi ao fundo pela esquerda e cruzou para Kramaric cabecear para as redes e deixar tudo igual.

Depois do gol croata, a torcida russa desanimou, assim como o time. A Croácia, continuava tocando a bola em busca de espaços, mas a primeira etapa acabou empatada em 1 a 1.

Na etapa complementar, quem tomou as rédeas no começo foram os croatas. Tocando a bola, buscando o espaço, mas esbarrava na boa marcação do adversário. Em levantamento para a área, Kramaric tentou marcar de bicicleta, Akinfeev fez boa e segura defesa.

Já melhores no jogo, a equipe de Zlatko Dalic teve outra boa oportunidade. Cruzamento para a grande área, Vrsajlko evitou a saída pela linha de fundo e jogou para área. O goleiro Akinfeev se atrapalhou, e a redonda sobrou para Perisic. Na finalização do croata, a bola acertou a trave, e acabou saindo.

Porém, os anfitriões seguiam levando muito perigo em cruzamentos. Mário Fernandes levantou para Dyzuba, mas o centroavante não cabeceou bem e perdeu a chance. Foi a última grande chance, as equipes se mostravam tensas, e o jogo caia de produção.

Depois de realizar a terceira alteração, com a entrada de Kovacic, a Croácia passaria por um pequeno drama. O goleiro Subasic acabou sentindo, e teria que suportar pelo menos cinco minutos. Na prorrogação, o treinador Zlatko Dalic colocaria o reserva, em função da alteração permitida nos 30 minutos a mais de jogo.

Nos 30 minutos restantes, os croatas desempataram. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Vida cabeceou para o fundo das redes. Logo depois, os mandantes seguiram pressionando, sempre usando da bola aérea. Na etapa final da prorrogação, a Rússia pressionou muito e conseguiu a igualdade com o brasileiro naturalizado russo, Mário Fernandes de cabeça. Nas penalidades, vitória da Croácia por 4 a 3.

FICHA TÉCNICA
RÚSSIA (3) 2 X 2 (4) CROÁCIA

Local: Estádio Fisht, em Sochi (Rússia)
Data: 07 de julho de 2018, sábado
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse, ambos do Brasil
Público: 44.287
Cartões Amarelos:
Gazinskiy (Rússia); Lovren, Strinic, Vida e Pivaric (Croácia)
Cartões Vermelhos: –
Gols: 

RÚSSIA: Cheryshev aos 31 minutos do primeiro tempo e Mário Fernandes aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação.
CROÁCIA: Kramaric aos 39 minutos do primeiro tempo e Vida aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação.

RÚSSIA: Igor Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich, Kudryashov; Zobnin, Kuzyaev, Samedov (Erokhin), Golovin (Dzagoev), Cheryshev (Smolov); Dyzuba (Gazinskiy).
Técnico: Stainislav Cherchesov

CROÁCIA: Subasic; Vrsalijko (Corluka), Vida, Lovren, Strinic (Pivaric); Ivan Rakitic, Luka Modric, Rebic, Kramaric (Kovacic), Perisic (Brozovic); Mario Mandzukic.
Técnico: Zlatko Dalic



Neymar virou alvo de peça publicitária de instituto humanitário de Portugal (Foto: Divulgação/Inem)

Além de memes, as imagens de Neymar caído em campo durante a Copa do Mundo da Rússia têm sido usadas para ilustrar campanhas nas redes sociais. Neste sábado, por exemplo, o Instituto Nacional de Emergência Médica (Inem) de Lisboa, em Portugal, publicou uma montagem com uma foto do camisa 10 acompanhada de dados para alertar contra falsas chamadas de emergência recebidas pela entidade.

“75,8% das chamadas para o 112 (número de telefone do Inem) também não são emergências”, escreveu o instituto, em sua conta no Facebook.

A Cruz Vermelha de Jalisco, no México, também utilizou Neymar para promover uma campanha que visa conscientizar as pessoas sobre a importância de não fazer “trotes”. De acordo com a entidade, sete em cada oito ligações feitas para o número deles são em tom de deboche.

No decorrer do Mundial da Rússia, Neymar foi alvo de críticas de adversários e torcedores por supostamente simular faltas durante os jogos. Após o duelo com o México, sem citar diretamente o jogador, o técnico Juan Carlos Osorio criticou o número excessivo de infrações assinaladas pelo árbitro na derrota de sua seleção para o Brasil nas oitavas de final e falou que aquela partida “não é um bom exemplo para as crianças que veem o futebol”.

Já o coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, saiu em defesa do atacante do Paris Saint-Germain. Em entrevista coletiva concedida neste sábado, em Kazan, o dirigente afirmou que “é difícil ser Neymar” e que tinha “pena” do jogador.

Na última sexta-feira, com Neymar anulado pela defesa belga, a Seleção Brasileira perdeu por 2 a 1 e se despediu da Copa do Mundo nas sua fase de quartas de final. Por meio de sua conta no Instagram, o camisa 10 se pronunciou pela primeira vez após a eliminação e falou em “momento mais triste da carreira”.




O técnico da Suécia, Janne Andersson, preferiu exaltar o desempenho inglês a criticar o sueco após a derrota da sua seleção para a Inglaterra, em duelo válido pelas quartas de final da Copa do Mundo, neste sábado, na cidade de Samara, na Rússia.

“Não tenho certeza se alguma coisa deu errado. Nós fomos confrontados com um adversário muito bom e não atingimos o desempenho máximo. As margens de erro em uma Copa do Mundo são bem pequenas. É difícil criar oportunidades contra um time que está jogando com cinco jogadores na defesa”, avaliou.

Para o comandante, sua equipe até tentou criar e abrir espaço na defesa adversária, mas não conseguiu mover os rivais como era necessário. Na avaliação de Andersson, o plano de jogo desenvolvido pelos britânicos acabou sendo mais bem sucedido.

“Houve poucas brechas em geral do lado deles. Fomos confrontados com uma boa equipe, a Inglaterra foi a melhor equipe hoje. Nem sempre algo dá errado, às vezes seu oponente é melhor. Eu tenho o maior respeito por eles e parabéns para a Inglaterra”, observou, colocando Harry Kane e companhia como reais candidatos ao título.

“Sim, eu definitivamente acredito que a Inglaterra é boa o suficiente para vencer a Copa do Mundo. Eles são fortes, bem organizados. Eu quero prestar homenagem à equipe e ao técnico. Eles são um bom time de futebol e não dão muitas chances ao rival. Eu acredito que eles são perfeitamente capazes de ir até o fim”, concluiu.

Essa é apenas a terceira vez que a equipe avança para ficar entre os quatro primeiros do torneio, repetindo os feitos de 1966, quando foi campeã, e 1990, quando parou na campeã Alemanha na semifinal. Tudo isso com jogador que atuam no campeonato local e, tirando o centroavante Harry Kane, não são os grandes destaques dos seus times.

O time agora encara a Croácia, que derrotou a Rússia nos pênaltis após empate por 2 a 2 entre tempo normal e prorrogação. O encontro que definirá um finalista está marcado para a cidade de Moscou, na quarta-feira, às 15h (de Brasília), no estádio Luzhniki.



De cabeça, Dele Ali fez o segundo gol da Inglaterra contra a Suécia (Foto: Yuri CORTEZ/AFP)

Mesmo sem apresentar um futebol de encher os olhos, a Inglaterra garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo da Rússia. Neste sábado, o time da Rainha venceu a Suécia por 2 a 0, em confronto válido pelas quartas de final, com mais dois gols originados por jogadas de bola aérea. O recurso, por sinal, é a grande arma dos britânicos no torneio, já que dos 11 gols feitos até o momento, seis aconteceram após a bola ser alçada na área adversária, sendo outros três de pênalti e apenas dois com a bola rolando.

Contra os suecos, o primeiro foi aos 30 minutos do primeiro tempo. Pela esquerda, Ashley Young bateu escanteio com a perna esquerda e levantou a bola na marca do pênalti. O zagueiro Maguire, com 1,94m de altura, ganhou de Forsberg pelo alto e colocou a cabeça na bola, que morreu no canto direito do goleiro Olsen, que nada pôde fazer.

O segundo gol, que deu números finais à partida, foi aos 13 da etapa final. Henderson recebeu pela direita e, próximo ao bico da área, levantou de primeira. Livre na segunda trave, o meia Dele Ali testou para dentro e correu para o abraço.

A bola aérea é tão eficiente para os ingleses que, das 12 finalizações arriscadas, apenas duas foram em direção à meta de Olsen. As duas entraram. E das 10 outras, seis foram bloqueadas pela defesa da Suécia e quatro foram para fora.

O sistema defensivo do English Team também chama atenção, dadas as 46 recuperações de bola feitas pela equipe (10 a mais que os suecos) ao longo dos 90 minutos, mesmo com quase 60% da posse ao apito final. Em termos de toque de bola, por sinal, o time não apresentou um bom aproveitamento, acertando ‘apenas’ 418 dos 526 passes trocados no jogo. O percentual de acerto, portanto, foi de 79%.

Na semifinal, a Inglaterra enfrentará o vencedor do confronto entre Croácia e Rússia, o último válido pelas quartas. A partida será disputada a partir das 15h da próxima quarta-feira, no Estádio Luzhniki, na capital Moscou. Quem perder dará adeus à Copa do Mundo da Rússia, enquanto que, quem ganhar, enfrentará quem passar de França x Bélgica na grande decisão do torneio.

 



O atacante Harry Kane passou em branco pela primeira vez nesta Copa do Mundo, mas não se importou nem um pouco com isso. Radiante após a vitória por 2 a 0 dos ingleses sobre a Suécia, neste sábado, o centroavante começou a projetar o embate da semifinal, algo que o país não vivia há 28 anos.

“Foi um jogo muito bom, muito difícil. Nós sabemos que temos um grande jogo pela frente, é a semifinal, mas estamos nos sentindo bem. Controlamos o jogo e conseguimos transformar nossa superioridade em gols. queremos manter o país sonhando com esse título, fazê-los orgulhosos”, comentou o camisa 9, acompanhado do zagueiro Maguire, autor de um dos gols.

“É indescritível marcar um gol numa quartas de final da Copa do Mundo. Tivemos o controle de bola e sabíamos que o time da Suécia é muito bom, mas foi uma apresentação muito boa da nossa equipe também”, avaliou o defensor.

Essa é apenas a terceira vez que a equipe avança para ficar entre os quatro primeiros do torneio, repetindo os feitos de 1966, quando foi campeã, e 1990, quando parou na campeã Alemanha na semifinal. Tudo isso com jogador que atuam no campeonato local e, tirando o centroavante Harry Kane, não são os grandes destaques dos seus times.

O time agora encara a Croácia, que derrotou a Rússia nos pênaltis após empate por 2 a 2 entre tempo normal e prorrogação. O encontro que definirá um finalista está marcado para a cidade de Moscou, na quarta-feira, às 15h (de Brasília), no estádio Luzhniki.



Henderson deu o passe para Dele Ali fazer o segundo gol inglês neste sábado (Foto: Manan VATSYAYANA/AFP)

A Inglaterra venceu a Suécia com dois gols de bola aérea, mas foi pelo toque de bola e pela atuação consistente no meio de campo do time da Rainha que Jordan Henderson levou o título de “cara do jogo” neste sábado. O camisa 14 contribuiu para que a equipe comandada por Garreth Southgate comandasse as ações da partida, não sofresse nenhum tipo de surpresa por parte da seleção nórdica e se classificasse às semifinais da Copa do Mundo da Rússia.

Embora atue à frente da linha de três zagueiros do English Team, Henderson não é um jogador com características predominantemente defensivas. Contra os suecos, o que se viu foi uma tremenda facilidade para se aproximar dos defensores britânicos, dar fluidez à saída de bola do time e conectar a zaga à linha mais avançada do meio-campo, composta por Jesse Lingard e Dele Ali, assim como aos alas Ashley Young e Kieran Trippier.

Coube ao volante dar a assistência para o segundo gol da Inglaterra na Arena Samara. Pela direita, o camisa 14 recebeu próximo ao bico da área e, com a perna direita, levantou de primeira na segunda trave. Dele Ali apareceu livre para escorar de cabeça e carimbar a passagem dos britânicos à semifinal da Copa.

Henderson é um dos trunfos de uma seleção inglesa que se propõe a jogar um futebol diferente do apresentado por gerações anteriores. Como visto neste Mundial, a dependência da bola parada, das jogadas aéreas, ainda é grande, muito em função da alta estatura do time e do perigo que representam jogadores como Kane, Stones, Walker e Maguire na área adversária. Porém, não deixa de ser uma equipe que tenta apostar no toque de bola e na velocidade de seus jovens talentos para chegar à vitória.

Na semifinal, a Inglaterra enfrentará o vencedor do confronto entre Croácia e Rússia, o último válido pelas quartas. A partida será disputada a partir das 15h da próxima quarta-feira, no Estádio Luzhniki, na capital Moscou. Quem perder dará adeus à Copa do Mundo da Rússia, enquanto que, quem ganhar, enfrentará quem passar de França x Bélgica na grande decisão do torneio.

 



A Inglaterra está de volta a uma semifinal de Copa do Mundo após 28 anos. Marcada por muitas frustrações de esquadrões com jogadores de renome, a humilde equipe inglesa, se comparada às anteriores, passou na manhã deste sábado pela Suécia, nas quartas de final do torneio, vencendo por 2 a 0. Os gols foram marcados pelo zagueiro Maguire e o meia Dele Alli.

Essa é apenas a terceira vez que a equipe avança para ficar entre os quatro primeiros do torneio, repetindo os feitos de 1966, quando foi campeã, e 1990, quando parou na campeã Alemanha na semifinal. Tudo isso com jogador que atuam no campeonato local e, tirando o centroavante Harry Kane, não são os grandes destaques dos seus times.

O time agora encara a Croácia, que derrotou a Rússia nos pênaltis após empate por 2 a 2 entre tempo normal e prorrogação. O encontro que definirá um finalista está marcado para a cidade de Moscou, na quarta-feira, às 15h (de Brasília), no estádio Luzhniki.

Inglaterra domina e perde chance de definir

A Inglaterra fez talvez o seu melhor primeiro tempo na Copa do Mundo diante dos suecos. Bem postada defensivamente, a equipe sofreu apenas um susto, quando Claesson arriscou de longe e mandou a bola por cima do gol de Pickford. Depois disso, o domínio foi total por parte dos britânicos.

O lance que começou a traduzir o domínio em oportunidades de gol veio quando Sterling brigou pela bola coma a defesa e acabou ajeitando para Kane. De fora da área, o camisa 9 chutou forte e mandou a bola à esquerda do gol de Olsen. Foi o primeiro chute do artilheiro da Copa que não terminou em gol.

Sem deixar os suecos saírem do seu campo de defesa, a Inglaterra não tardou a conseguir abrir o placar. E no melhor jeito inglês. Ashley Young cobrou escanteio na marca do pênalti e o impressionante jogo aéreo de Maguire voltou a dar suas caras: o zagueiro ganhou fácil de Forsberg e cabeceou sem chances para Olsen.

O gol bagunçou a até então organizada Suécia, que passou a dar mais espaço na sua defesa. Sterling saiu livre duas vezes nas costas da defesa. Impedido na primeira, ele foi bem na segunda ao dominar lançamento de Henderson, tentou driblar Olsen e foi desarmado parcialmente pelo arqueiro. Depois, teve a chance de rolar para Kane, mas buscou o lance individual e foi travado na hora do chute.

Pickford salva e time, enfim, decide

Depois das diversas oportunidades desperdiçadas na etapa inicial, a Inglaterra quase foi penalizada no primeiro minuto do segundo tempo. Após cruzamento da esquerda, Berg subiu mais alto do que Young e cabeceou forte, no canto, mas parou em grande defesa de Pickford.

Talvez “ligada” pelo susto, a Inglaterra não demorou a transformar seu domínio em uma vantagem maior. Depois de a bola ronda a área sueca, Henderson cruzou na segunda trave e três ingleses apareceram livres. Coube a Dele Alli, mais bem posicionado, testar para vencer Olsen e abrir 2 a 0.

Os ingleses pareceram relaxar com o segundo tento e quase foram surpreendidos com a jogada plasticamente mais bonita da partida. Claesson pedalou para cima da marcação e passou por Young. O meia, então, abriu para Toivonen, que cruzou rasteiro para Berg. O centroavante só rolou para Claesson, na marca do pênalti, chutar rasteiro e parar em outra ótima intervenção de Pickford.

Os suecos seguiram tentando ameaçar na base da pressão, mas não conseguiram construir outra chance daquela. Com o contra-ataque à disposição, Kane segurou bem a bola e distribuiu para Sterling e Lingard. Os companheiros, no entanto, não conseguiram consagrar a boa partida do centroavante.

FICHA TÉCNICA
SUÉCIA 0 X 2 INGLATERRA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 7 de julho de 2018 (Sábado)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: San Van Roekel (Holanda) e Erwin Zeinstra (Holanda)
Cartões amarelos: Larsson e Guidetti (Suécia); Maguire (Inglaterra)
Gols:
INGLATERRA: Maguire, aos 30 minutos do primeiro, e Dele Alli, aos 14 minutos do segundo tempo

SUÉCIA: Olsen; Krafth (Jansson), Lindelöf, Granqvist e Augustinsson; Claesson, Larsson, Ekdal e Forsberg (Olsson); Toivonen (Guidetti) e Berg
Técnico: Janne Andersson

INGLATERRA: Pickford; Walker, Stones e Maguire; Trippier, Lingard, Henderson (Dier) e Young; Dele Alli (Delph); Sterling (Rashford) e Kane
Técnico: Gareth Southgate



Neste sábado, Neymar se manifestou pela primeira vez após a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo da Rússia, que aconteceu nesta sexta-feira, com a derrota por 2 a 1 para a Bélgica. Pouco depois de deixar o hotel onde a delegação verde e amarela se hospedou para a partida na cidade de Kazan, o camisa 10 usou as redes sociais para publicar uma foto e escrever uma mensagem sobre o revés. Segundo ele, trata-se do “momento mais triste da carreira”.

“Posso dizer que é o momento mais triste da minha carreira, a dor é muito grande porque sabíamos que poderíamos chegar, sabíamos que tínhamos condições de ir mais além, de fazer história… mas não foi dessa vez. Difícil encontrar forças pra querer voltar a jogar futebol, mas tenho certeza que Deus me dará força suficiente pra enfrentar qualquer coisa, por isso nunca deixarei de te agradecer, Deus, até mesmo na derrota… porque eu sei que o teu caminho é muito melhor do que o meu”, escreveu. “Muito feliz em fazer parte desse time, estou orgulhoso de todos, interromperam nosso sonho mas não tiraram da nossa cabeça e nem dos nossos corações”, completou.

 

Grande aposta da Amarelinha em busca pelo hexacampeonato, Neymar conviveu com duras críticas a respeito de sua postura, tanto dentro quanto fora de campo, no último mês. Vale lembrar que jogador do Paris Saint-Germain passou os três meses antecedentes à Copa em recuperação de uma lesão sofrida no pé direito, o que, inclusive, gerou questionamentos a respeito de sua condição física para o torneio.

O camisa 10 se despede do Mundial com dois gols anotados e um desempenho abaixo do esperado. As atuações diante da Sérvia, na fase de grupos, e do México, nas oitavas de final, foram as que mais se aproximaram do futebol que já o levou ao posto de terceiro melhor jogador do mundo. Contudo, uma aparição sem brilho diante da Bélgica, nas quartas, acabou por coroar de forma negativa a passagem do atacante pela Rússia.

A próxima chance de Neymar conquistar o título de uma Copa do Mundo e levar o hexacampeonato para o Brasil será em 2022, no Qatar, quando já terá 30 anos de idade.



A segunda derrota da Seleção Brasileira sob o comando de Tite, sofrida na tarde de sexta-feira, custou a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. O atacante Willian lamentou o revés sofrido em Kazan diante da Bélgica, mas valorizou os prós da equipe armada pelo treinador.

“Sem dúvida, acho que tem mais pontos positivos do que negativos. Sempre procuramos trabalhar forte e o time vinha muito bem, crescendo do primeiro jogo até agora. Infelizmente, erramos alguns lances que não costumamos errar e acabamos tomando os gols”, analisou Willian.

Escolhido pelo técnico para substituir o suspenso Casemiro, Fernandinho marcou contra após cobrança de escanteio. Ainda no primeiro tempo, em jogada de contra-ataque, De Bruyne aumentou a vantagem belga. Renato Augusto, já na etapa complementar, anotou o único gol do Brasil.

“É difícil falar o que faltou. Fizemos de tudo para conquistar a vitória e acho que o time jogou bem. Quando encaixamos nosso jogo, conseguimos pressionar bastante e finalizar várias vezes. Empenho, não faltou. É continuar trabalhando, de cabeça erguida, e saber que tem mais pontos positivos do que negativos”, reiterou Willian.

Sob o comando do técnico Tite, a Seleção Brasileira acumula uma sequência de 20 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, com 55 gols marcados e oito sofridos. Diante da Bélgica, o time nacional foi vazado duas vezes no mesmo jogo pela única vez.

“Vencemos várias partidas. Essa era a confiança que tínhamos. Sabíamos que o time era consistente e não tomava muitos gols. No primeiro tempo, acabamos tomando dois. É difícil falar. Quando perde, perde todo o mundo. Quando ganha, ganha todo o mundo. Então, vamos continuar de cabeça erguida”, pediu Willian.