COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O princípio da partida entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod, foi promissor. Em menos de cinco minutos, cada seleção já havia marcado um gol. O placar de 1 a 1, no entanto, permaneceu inalterado até o término do segundo tempo da prorrogação. Nos pênaltis, os croatas levaram a melhor com um triunfo por 3 a 2 e avançaram às quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Foi também com uma cobrança de pênalti que a Croácia teve a grande oportunidade de decidir o jogo mais cedo. Aos oito minutos da etapa derradeira do tempo extra, Rebic foi derrubado por Mathias Jorgensen dentro da área. Modric se apresentou para a cobrança da penalidade e parou na defesa de Schmeichel, que acabaria superado pelo colega Subasic pouco depois, na acirrada disputa da marca da cal.

A próxima rival da Croácia será justamente a anfitriã do torneio, que escreveu um roteiro semelhante no outro jogo do dia. Mais cedo, em Moscou, os russos eliminaram a Espanha, uma das favoritas à conquista do título, nos pênaltis depois de outra igualdade por 1 a 1. Às 15 horas (de Brasília) do próximo sábado, em Sochi, os donos da casa medirão forças com os croatas.

Gols relâmpagos
Muitos torcedores ainda se ajeitavam em seus assentos quando a Dinamarca abriu o placar em Níjni Novgorod. Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro Subasic, encoberto, e na trave antes de entrar.

Nas arquibancadas, os dinamarqueses ainda festejavam quando a Croácia empatou. Aos três minutos, Versaljko foi beneficiado por uma boa jogada de Rebic do lado direito e chutou forte para dentro da área. Dalsgaard tentou cortar, e a bola bateu no rosto de Lovren. Mandzukic aproveitou a sobra e finalizou para a rede.

A partir de então, o panorama do jogo foi aquele que se esperava antes dos gols relâmpagos. Mais técnica, a Croácia ficava com a bola (chegou a ter 70% de posse até os 30 minutos da primeira etapa) na maior parte do tempo, mas tinha a disciplinada marcação dinamarquesa como empecilho para ser criativa.

Vez ou outra, a Dinamarca também atacava. E produzia o suficiente para levar perigo aos croatas, principalmente com os avanços de Eriksen. Aos 41 minutos, por exemplo, o camisa 10 ergueu a bola do lado direito da área, com efeito, e acertou o travessão. Antes e depois desse lance, Modric e Rakitic haviam feito Schmeichel trabalhar.

Lá e cá
A Dinamarca queria ter ainda mais protagonismo no segundo tempo. Com essa expectativa, o técnico norueguês Age Hareide substituiu Christensen por Schone no intervalo e, de fato, viu a seleção que comanda deixar a partida mais equilibrada nos minutos iniciais. Depois, trocou também Cornelius por Nicolai Jorgensen.

Apesar de não ter o seu gol ameaçado, a Croácia aceitou sem qualquer resistência a nova postura da Dinamarca e deixou de ser envolvente. O seu técnico, Zlatko Dalic, resolveu agir aos 25 minutos. Sacou Brozovic para a entrada de Kovacic com a intenção de empurrar o time dos Balcãs novamente à frente.

A Croácia, que ainda mudou Strinic por Pivaric, correspondeu. Nos minutos que antecederam a prorrogação, a equipe de Zlatko Dalic tomou a iniciativa de pressionar a Dinamarca, outra vez retraída no seu campo de defesa. Não foi o bastante, entretanto, para impedir que houvesse tempo extra em Níjni Novgorod.

Duelo de goleiros
No princípio da prorrogação, a Dinamarca voltou a ser mais incisiva do que a Croácia, também sem efetividade. Àquela altura, o cansaço já era um inimigo dos atacantes das duas equipes. Tanto que, na segunda parte do tempo extra, o jogo morno deu a entender que as seleções pareciam conformadas com a definição da vaga na disputa de pênaltis.

Aos oito minutos, porém, a história quase mudou. Modric, que estava apagado na partida, fez um lançamento entre a marcação dinamarquesa para Rebic. O seu companheiro invadiu a área, driblou o goleiro Schmeichel e foi derrubado por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Empolgado, Schmeichel encontrou um rival à altura quando a classificação foi para a definição na marca da cal. Subasic levou a melhor sobre Eriksen, Schone, Nicolai Jorgensen e só não conseguiu conter os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 1 (3) X (2) 1 DINAMARCA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 1º de julho de 2018, domingo
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)
Cartão amarelo: Mathias Jorgensen (Dinamarca)
Gols: CROÁCIA: Mandzukic, aos 3 minutos do primeiro tempo; DINAMARCA: Mathias Jorgensen, a 1 minuto do primeiro tempo
Pênaltis: CROÁCIA: Kramaric, Modric e Rakitic converteram; Badelj e Pivaric desperdiçaram; DINAMARCA: Kjaer e Krohn-Dehli converteram; Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen desperdiçaram

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic (Kovacic), Rebic, Modric e Perisic (Kramaric); Mandzukic (Badelj)
Técnico: Zlatko Dalic

DINAMARCA: Schmeichel; Kjaer, Christensen (Schone) e Mathias Jorgensen; Dalsgaard, Delaney (Krohn-Dehli), Eriksen e Knudsen; Braithwaite (Sisto), Cornelius (Nicolai Jorgensen) e Poulsen
Técnico: Age Hareide



Andres Iniesta em seu último jogo pela seleção da Espanha ( Foto: Francisco LEONG/ AFP)

Depois da eliminação para a Rússia nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, os torcedores espanhóis tiveram mais uma notícia ruim neste domingo, Logo após a partida diante dos donos da casa, que venceram os campeões de 2010 nas cobranças de pênalti, o meia Andrés Iniesta anunciou sua aposentadoria da seleção nacional.

“É uma realidade, essa é a minha última partida pela seleção. No nível individual, uma fase maravilhosa acabou e, às vezes, os finais não são como você espera ou sonha, essa é a verdade. No geral, é provavelmente o dia mais triste da minha carreira”, destacou o meia após a sua última participação em Copas do Mundo.

“Saio com um sabor bem ruim, como todo mundo, é um momento difícil que já experimentamos em outras ocasiões. Na minha opinião, as críticas são o de menos, estamos sentidos por que não fomos capazes de dar um passo adiante. Individualmente não foi a melhor despedida, mas o futebol e a vida tem dessas coisas, temos que aceitar”, finalizou o craque espanhol autor do gol do título da Copa disputada na África do Sul.

Pela seleção da Espanha, Iniesta se mostrou um dos maiores nomes da história do país, sendo convocado por 12 anos para defender a camisa vermelha e branca. Foram duas Eurocopas conquistadas, em 2008 e 2012, e uma Copa do Mundo, quando chegou no seu ápice na carreira já que foi um dos melhores da competição e marcou o gol do título diante da Holanda.

A situação deve ser ainda mais tristes para os torcedores do Barcelona, já que o jogador também anunciou, antes da Copa do Mundo, que não jogaria mais pelo time catalão. Foram 22 anos pelo clube (considerando também as categorias de base), mais de 650 jogos disputados e dezenas de títulos conquistados, entre eles quatro Liga dos Campeões.




Capitão Sérgio Ramos chora no gramado após eliminação na Rússia (Foto: Juan Mabromata / AFP)

A Espanha está eliminada da Copa do Mundo. Considerada uma das principais candidatas ao título, a Fúria acabou sendo superada na cobrança de pênaltis para a anfitriã Rússia e deixa o mundial nas oitavas de final. Visivelmente abalado com a derrota, o capitão Sérgio Ramos afirmou estar orgulhoso de sua equipe e lamentou a derrota.

“Muito difícil de superar isso, mas realmente nos sentimos muito orgulhosos de sermos espanhóis. O futebol é assim, ás vezes se faz tudo para ganhar, mas perde-se nos detalhes. Nós lutamos contra o país-sede e eles conseguiram chegar aos pênaltis. Foi um jogo difícil. Nós dominamos e deixamos nossa alma em campo. A Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador e isso nos traz muita dor”, afirmou.

Aos 32 anos, o jogador afirma não pensar ainda se estará em campo na próxima Copa do Mundo, em 2022 no Catar, e refirmou que deixa a Rússia de cabeça erguida.

“Qualquer espanhol viu que deixamos nosso coração em campo. Todos estão orgulhosos e eu, como capitão, sei que estamos que estar com a cabeça alta. Nós voltaremos e conseguiremos nos levantar. Esperamos a próxima Copa e temos quatro anos para a recuperação. Foi um golpe forte, mas iremos nos recuperar”, completou.

Cotada como uma das principais favoritas antes do início da competição, a Espanha acabou sofrendo um forte baque poucos dias antes de iniciar a Copa do Mundo. O seu antigo treinador, Julen Lopetegui, acabou sendo anunciado pelo Real Madrid e deixou o cargo de treinador da Fúria há dois dias da estreia para a Copa do Mundo.

A Espanha dá adeus a Copa do Mundo com um vitória, sobre o Irã, e três empates, diante de Portugal, Marrocos e Rússia. Diante dos donos da casa, a desclassificação veio nas penalidades, quando Koke e Thiago Aspas perderam as suas chances.-



Igor Akinfeev defendeu dois pênaltis na decisão contra a Espanha (Foto: Mladen ANTONOV / AFP)

Grande personagem da partida entre Rússia e Espanha, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo e que garantiu a classificação dos russos à próxima fase do Mundial, o goleiro Igor Akinfeev não teve medo de esconder, em entrevista pós-duelo, que a estratégia dos comandados de Stanislav Cherchesov era de, realmente, levar o jogo para a decisão nas penalidades máximas.

“Nós nos esforçamos muito, tentamos nos defender e conseguimos. Aguardamos os pênaltis e conseguimos o resultado”, admitiu o arqueiro.

Akinfeev também destacou a união do elenco da Rússia. “(Continuidade da Rússia na Copa) Acho que essa pergunta não é adequada agora. Ganhamos e queremos agradecer pelo apoio, comentei antes do jogo para nós nos unirmos. Acredito que os russos e os estrangeiros viram que nós queremos e gostamos de jogar futebol”, concluiu.

O país-sede da Copa do Mundo agora aguarda o resultado da partida entre Croácia e Dinamarca, às 15h00 (horário de Brasília) deste domingo, para conhecer seu adversário nas quartas de final do Mundial.



Akinfeev foi o herói russo da classificação para as quartas (Foto: Juan Mabromata / AFP)

Antes da bola rolar para Espanha e Rússia, poucos acreditavam que a equipe da casa teria condições de bater a campeã mundial de 2010. Com o gol espanhol marcado nos primeiros minutos da primeira etapa, a chance russa diminuiu ainda mais. No entanto, os anfitriões foram valentes e conseguiram igualar a partida e levar o confronto para a cobrança de pênaltis.

No momento de definição cresceu a imagem do grande personagem da partida: o goleiro Igor Akinfeev. Além de realizar algumas defesas importantes durante os 120 minutos, o arqueiro russo de 32 anos garantiu a Rússia nas quartas de final após realizar duas defesas na disputa de pênalti.

Durante a partida com bola rolando, a Rússia conseguiu neutralizar grande parte da pressão espanhola. E nos raros momentos que alguma finalização chegava a sua meta, Akinfeev fez uma partida bastante segura e fez defesas importantes. A principal delas aconteceu aos 39 minutos, quando Iniesta arriscou da entrada da área e o goleiro fez uma linda defesa.

Nos pênaltis, o goleiro cresceu ainda mais e foi um gigante nas cobranças. Na terceira finalização, O arqueiro acertou o lado e fez uma defesa teoricamente tranquila. Na quinta tentativa espanhola, Akinfeev caiu para o seu canto direito, e a bola foi cobrada no meio do gol. O goleiro conseguiu esticar as pernas e garantir a Rússia nas quartas de final.

Agora a Rússia espera o vencedor de Croácia e Dinamarca para saber o seu adversário da próxima fase da Copa do Mundo.



Denis Cheryshev comemora um dos gols de pênalti da Rússia diante da Espanha (Foto: Francisco Leong/ AFP)

Uma das seleções favoritas para o título da Copa do Mundo, a Espanha não poderá mais ganhar o bicampeonato mundial em 2018. A equipe comandada pelo técnico Fernando Hierro não conseguiu se classificar para as quartas de final, mesmo sendo superiores que os russos em praticamente todos os quesitos da partida.

O jogo foi marcado por uma Rússia que tinha uma proposta claríssima: ficar com todos os jogadores no sistema defensivo, esperando que a Espanha errasse algum passe para que os rápidos atacantes russos buscassem o gol com os espaços deixados pela defesa espanhola. Durante toda a partida, a estratégia do técnico Stanislav Cherchesov foi muito eficiente e dificultou a vida dos adversários.

Por isso, os espanhóis conseguirem ter um controle de bola ainda maior do que se espera do time campeão do mundo em 2010. Durante mais de 100 minutos, a Espanha teve a bola, deixou seus jogadores no campo de ataque e conseguiu 75% de posse de bola, marca que demonstra como os russos não queriam a posse de bola e sim achar pequenos momentos de desatenção do time comandado por Hierro.

Outra estatística que os espanhóis foram superiores foram no quesito chutes no gol: oito contra apenas uma da Rússia, curiosamente, na cobrança de pênalti em que Dzyuba cobrou a favor dos donos da casa. Ao todo, foram 25 chutes da Espanha contra 6 dos russos, que mostraram que a eficiência pode se equiparar ou ser superior ao talento nato dos rivais.

Agora, os espanhóis voltam para casa buscando reformulação, já que mesmo com um resultado melhor que em 2014, a equipe novamente decepcionou em um Mundial após o título inédito de 2010. Pelo lado russo, a expectativa fica ainda mais alta para que o time faça ainda mais história na Copa do Mundo.

 



Antoine Griezmann avalia próximo confronto e elogia Cavani (Foto: AFP)

Neste domingo, aliviado pela classificação francesa diante da Argentina, o atacante Antoine Griezmann começou a analisar seu próximo adversário nas quartas de final, o Uruguai, que passou por cima de Portugal. Além de poder encontrar seu companheiro de Atlético de Madrid, Diego Godín, o francês aproveitou para alertar sobre Edinson Cavani.

“Para mim, ele é o melhor atacante. Ele trabalha pela equipe, faz dez mil tabelas em campo e entrega tudo o que tem. Se estiver machucado, o cenário muda enormemente, é um jogador importante, mas Suárez também é um atacante chato”, avaliou em coletiva de imprensa.

Cavani marcou os dois gols da vitória do Uruguai em cima de Portugal (Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP)

Sobre Godín, o jogador de 27 anos disse que possui grande amizade e considera possuir “raízes uruguaias” pelo estilo de jogo. “Diego é um grande amigo, ficamos juntos dentro e fora do vestiário todos os dias, até por isso ele é o padrinho da minha filha. Será um jogo de grande emoção”, revelou. “Sou um pouco uruguaio e me identifico com o estilo de jogo do Uruguai, como de Cavani e Diego. Eles dão tudo pela equipe! É uma nacionalidade que eu adoro, um país que eu adoro. Vai ser (um confronto) muito forte emocionalmente”.

Além de falar sobre o próximo compromisso, Griezmann aproveitou para rasgar elogios ao seu companheiro Kylian Mbappé, o jovem de 19 anos que fez uma ótima partida, sofreu um pênalti e marcou dois gols.

“Ele confirma o que pensamos dele, impressiona pela velocidade e também tranquilidade. No vestiário e no túnel do estádio, ele fica sempre quieto e demonstra estar feliz por jogar futebol. Com certeza o Uruguai vai mudar a forma de jogar por causa dele… Cabe a nós ajudarmos a colocá-lo sempre em grandes condições”, finalizou.

França e Uruguai se encontram na próxima sexta-feira, às 11h (de Brasília), no Estádio de Níjni Novgorod, abrindo as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. O vencedor desse confronto enfrentará o Brasil em uma eventual semifinal – se a Seleção Brasileira chegar até lá.



O domingo de Copa do Mundo começou com um duelo emociante entre Espanha e Rússia no estádio Lujniki, em Moscou. Após um empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, a definição precisou ser feita nas cobranças de pênaltis, onde a anfitriã se deu melhor graças ao seu goleiro Ankinfeev, que defendeu duas cobranças e garantiu as donas da casa nas quartas de final da Copa do Mundo.

Logo no começo da primeira etapa, o zagueiro Ignashevich marcava Sérgio Ramos num cruzamento para a área e acabou marcando contra a sua própria meta. Ainda no primeiro tempo, Piqué acabou vacilando e batendo a mão na bola dentro da área. A arbitragem assinalou o pênalti e Dzyuba empatou a partida, resultado que persistiu até o final dos 120 minutos.

Nos pênaltis, todos os cobradores russos converteram, enquanto os meias Koke e Thiago Aspas acabaram desperdiçando as suas penalidades, garantindo a classificação russa pra próxima fase. Com a classificação assegurada, a expectativa agora é para a partida desta tarde, quando Croácia e Dinamarca duelam para saber quem avança para as quartas de final do torneio.

O jogo – A partida teve um inicio bem parecido com o que era esperado para o jogo. Com muita técnica espalhada pelo lado espanhol, a equipe tinha total posse de bola e procurava espaços na forte defesa russa, formada por uma linha de cinco defensores mais quatro meio-campistas a frente da área.

Para conseguir chegar dentro da área, a Espanha precisou esperar o momento certo. A primeira oportunidade para colocar a bola dentro da área ocorreu a partir de uma falta ocorrida na ponta direita do campo. Na cobrança, Asensio tentou achar Sérgio Ramos na segunda trave. A marcação sobre o defensor era feita por Ignashevich, que para tentar impedir a subida do capitão espanhol ficou de costas para o lance. Após uma queda dos dois jogadores a bola bateu no calcanhar do marcador russo e morreu no fundo do gol  abrindo o placar cedo para a Fúria.

Sérgio Ramos abriu o placar para a Espanha no duelo das oitavas (Foto: YURI CORTEZ / AFP)

Após o gol o prognóstico da partida mudou muito pouco. A Espanha seguia com uma posse de bola muito superior que a das donas da casa, no entanto os passes espanhóis eram muito pouco objetivos. Por outro lado os russos não eram tão pressionados na defesa após sofrer o primeiro gol, mas também não incomodava na frente quando raramente tinha a bola.

Aos 35 minutos, a Rússia chegou pela primeira vez no gol com perigo. Após boa troca de passes ofensiva, a bola sobrou na ponta direita com Golovin. A finalização do meia, no entanto, passou rente a trave esquerda de De Gea.

O lance parece ter animado os russos, que tentaram pressionar a Espanha nos minutos finais, Aos 39 minutos, a bola foi jogada na área espanhola após uma cobrança de escanteio pelo lado direito. Pelo alto, o ataque russo vence a disputa e vê Pique resvalar o braço na bola. O árbitro nem precisou do auxílio de vídeo para marcar a penalidade. Na cobrança, Dzyuba tirou bem de De Gea e empatou a partida.

Nos cinco minutos finais a Espanha seguiu com maior posse de bola, só que não era mais uma posse pouco objetiva. Numa pressão final, a bola acabou chegando para Diego Costa na ponta direita da área. O atacante finalizou forte porém viu o goleiro Akinfeev fazer boa defesa e impedir o gol pouco antes do intervalo.

Dzyuba igualou o confronto para a Rússia no final do primeiro tempo (Foto: Juan Mabromata / AFP)

A segunda etapa começou com o mesmo ritmo que encerrou o primeiro tempo. Com uma posse de bola bastante superior, a Espanha agora buscava agredir a defesa adversária com os seus toques rápidos. No entanto a defesa russa estava bem postada e conseguia proteger bem a meta do goleiro Akinfeev.

No entanto a troca de passes não gerava nenhum tipo de perigo a meta adversária. A dificuldade para entrar na área era muito grande. Para tentar mudar esse prognóstico, o técnico Hierro optou pela entrada de Iniesta no meio de campo espanhol.

Mesmo com a entrada do ex-jogador do Barcelona a dificuldade para criar uma jogada clara de gol era enorme. A melhor chance de todo o segundo tempo saiu apenas aos 39 minutos, quando Iniesta decidiu arriscar de primeira da entrada da área para uma linda defesa de Akinfeev. No rebote, Thiago Aspas acabou errando a finalização do rebote.

Com o empate persistindo no placar, a partida seguiu para ser decidida na prorrogação. E partida seguia com o ataque contra defesa feito pela seleção espanhola sobre a Rússia. Tentando de todas as formas penetrar na área adversária, as melhores chances construída pela Fúria partiam mesmo de chutes de fora da área.  Aos 09 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Asensio finalizou da entrada da área e exigiu uma nova boa defesa do goleiro russo.

No inicio da segunda etapa, o brasileiro naturalizado espanhol Rodrigo fez uma linda jogada pela direita. Após relaizar um lindo drible de corpo, o camisa 9 entrou na área e chutou forte, obrigando o goleiro Akinfeev fazer mais uma linda defesa. No rebote, Carvajal veio chutando de primeira, mas a bola passou por cima do gol.

Com o apito final do árbitro, a decisão da vaga para as quartas de final foi decida nos pênaltis. Enquanto todos os russos converteram (Smolov, Ignashevich, Golovin, Cheryshev), a Espanha acertou apenas três penalidades (Iniesta, Piqué e Sérgio Ramos) e dois erros, com Koke e Thiago Aspas.

FICHA TÉCNICA
ESPANHA X RÚSSIA

Local: Estadio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 1 de julho de 2018 (Domingo)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (HOL)
Assistentes: Sander Van Roekel (HOL) e Clement Turpin (HOL)
Gols: Espanha: Sergei Ignashevich, contra, aos 11 minutos do primeiro tempo. Rússia: Dzyuba, de pênalti, aos 40 minutos do primeiro tempo
Cartões: Piqué (Espanha) Kutepov e Zobnin (Rússia)
Pênaltis:
Espanha: Iniesta, Piqué, Sérgio Ramos (certos) Koke e Thiago Aspas (errados)
Rússia: Smolov, Ignashevich, Golovin, Cheryshev (certos)

ESPANHA: David de Gea, Nacho Fernández (Carvajal), Gerard Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Sergio Busquets, Koke Alcântara, Marco Asensio (Rodrigo), David Silva(Iniesta) e Isco; Diego Costa (Thiago Aspas)
Técnico: Fernando Hierro

RÚSSIA: Akinfeev; Ignashevich, Kutepov e Kudriashov; Mario Fernandes, Samedov (Cheryshev), Zobnin, Kuziaev (Erokhin), Golovin e Zhirkov (Granat); Dzyuba (Smolov)
Técnico: Stanislav Cherchesov



Juan Carlos Osorio reconheceu as qualidades do Brasil, mas mostrou ousadia (Foto: Emmanuel DUNAND/AFP)

O técnico Juan Carlos Osorio planeja surpreender a Seleção Brasileira na próxima segunda-feira, em Samara, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Neste domingo, o treinador da seleção mexicana concedeu entrevista coletiva e assegurou que sua equipe não irá se limitar a apenas defender contra um adversário teoricamente mais forte na briga por uma vaga na próxima fase do torneio.

Após vencer a Alemanha na estreia e superar a Coreia do Sul, o México assegurou sua classificação somente nos últimos minutos da terceira rodada, graças aos gols dos sul-coreanos, que venceram os alemães e, consequentemente, fizeram os mexicanos avançarem mesmo com a derrota sofrida para a Suécia por 3 a 0.

“Não vamos sentar e esperar, os atacantes do Brasil são muito bons para esse ser o plano certo. Vamos continuar com a nossa ideia de ter ao menos quatro ou cinco jogadores de ataque”, afirmou Osorio.

O ímpeto dos mexicanos colocará à prova a Seleção Brasileira, que até agora sofreu apenas um gol nesta Copa do Mundo e seis desde que Tite assumiu o comando, há dois anos. Tido como um time extremamente equilibrado e forte defensivamente, o Brasil terá de frear a grande fase de Carlos Vela e Chicharito Hernández, dupla que vem fazendo a diferença para o México neste Mundial.

“Acho que o Brasil é uma grande equipe, me atreveria dizer que é a melhor do mundo, porque coletivamente todos os jogadores têm a capacidade de controlar e passar muito bem a bola. Tem comportamento coletivo como Espanha, Alemanha. Paulinho e Coutinho são fundamentais. Tem três, quatro, cinco atacantes de alto nível: Neymar, Willian, Coutinho, Gabriel Jesus e Douglas Costa. Então, é uma super equipe e os defensores têm grande futebol aéreo, os laterais apoiam como poucos e há o treinador Tite, que é de alto nível. À parte de saber mesclar muito bem seus jogadores, sempre há uma solidez defensiva com os meio-campistas”, completou Osorio.