COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Modric comemorou a classificação na companhia dos filhos (foto: Martin Bernetti/AFP)

Camisa 10 e jogador mais renomado da Croácia, Luka Modric poderia ter saído do Estádio de Níjni Novgorod como vilão neste domingo. O meio-campista do Real Madrid ganhou a chance de definir a partida contra a Dinamarca, empatada por 1 a 1, no segundo tempo da prorrogação, mas teve um pênalti defendido pelo goleiro Kasper Schmeichel. Na disputa da marca da cal, porém, ele bateu no meio do gol, converteu a sua cobrança e colaborou com a suada vitória por 3 a 2.

“Estava muito quente, e muito difícil para correr. Perder o pênalti foi difícil para mim porque passei toda a manhã estudando como marcar o gol contra o Schmeichel”, contou Modric, que esteve apagado em campo na maior parte do tempo. Foi dele, contudo, o bom lançamento para Rebic, que resultou na penalidade sofrida pelo companheiro durante a prorrogação.

Aliviado após a partida, Modric comemorou bastante com outro goleiro, o compatriota Danijel Subasic, que defendeu os pênaltis cobrados por Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen e assegurou a classificação da Croácia às quartas de final da Copa do Mundo. Depois, buscou os seus filhos na arquibancada e continuou a festejar com eles em campo.

Do lado da Dinamarca, ao contrário, o sentimento era de frustração. “Os nossos três melhores cobradores de pênalti perderam”, lamentou o técnico Age Hareide, que é norueguês, antes de se referir a Kasper Schmeichel. “Sinto muito pelo Kasper e por todo o time. Mas é isso que pode acontecer nos pênaltis. Essa é a brutalidade do futebol”, acrescentou, ponderando que a sua seleção teve o controle do jogo a partir do segundo tempo, mesmo enfrentando “o melhor time na Europa para contra-atacar”.



Philippe Coutinho e Hirving Lozano são os grandes destaques de Brasil e México na Copa (Arte: Gazeta Esportiva)

Desde que Brasil e México foram sorteados nos grupos E e F, respectivamente, da Copa do Mundo da Rússia, um possível confronto entre as duas seleções nas oitavas de final era considerado um cenário natural e até mesmo plausível de ser concretizado. Pois então, nesta segunda-feira, na Arena Samara, os times comandados por Tite e Juan Carlos Osorio medem forças com destaques individuais que, anterior e teoricamente, seriam apenas coadjuvantes: Philippe Coutinho e Hirving ‘Chucky’ Lozano.

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Antes do Mundial, um “confronto” particular entre as duas principais estrelas das seleções Canarinho e La Tri (Tricolor) reservaria um comparativo de Neymar com Javier ‘Chicharito’ Hernandez. Porém, a dupla de mais alarde e badalada acabou ofuscada pelas atuações de seus respectivos companheiros, autores de gols importantes e de atuações consistentes para ajudar em ambas a alcançar as classificações.

Apesar do protagonismo que Philippe Coutinho e Hirving Lozano têm mostrado em suas seleções, são jogadores de características diferentes e isso fica evidente no posicionamento de cada um. Mesmo com variações, ambos os times tem tido o 4-2-3-1 como alternativa, algo que para o Brasil é mais natural, mas não para o México, que pouco atuou dessa forma nas Eliminatórias. Enquanto Coutinho joga pelo meio, teoricamente atrás do centroavante, Lozano é um típico jogador de lado de campo, que possui a velocidade e o drible como pontos fortes.

Philippe Coutinho

Posição: meia
Camisa: 11
Altura: 1,72m
Data nascimento: 12/06/1992 (26 anos)
Clubes: Vasco da Gama, Internazionale, Espanyol, Liverpool, Barcelona

Depois de três rodadas e a fase de grupos findada com seus respectivos classificados, é quase unânime a opinião de que Philippe Coutinho é o melhor jogador da Seleção Brasileira em solo russo e um dos melhores da competição. Além das boas atuações, o camisa 11 tem se tornado um desafogo nos momentos mais difíceis do time, seja com gols ou com assistências.

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Na estreia diante da Suíça, o meia fez o primeiro gol da Amarelinha no Mundial. Depois, contra a Costa Rica, abriu o placar da vitória por 2 a 0 em um jogo que se desenhou difícil. Na partida derradeira contra a Sérvia, o Brasil precisava vencer para garantir uma vaga nas oitavas de final e, no momento em que o adversário começava a esboçar uma reação, o jogador revelado no Vasco da Gama assistiu Paulinho com um passe preciso em profundidade, que o volante colocou para o fundo da rede.

Não só nos lances decisivos e que culminaram em gols que o meia do Barcelona apareceu de forma efetiva. Apesar da camisa 11 às costas, Coutinho faz a função de “10” no time de Tite, atuando centralizado em uma linha de três ao lado de Neymar e Willian, e atrás de Gabriel Jesus. Mesmo assim, no momento defensivo, desempenha uma função de dar os primeiros combates e equilibrar as linhas.

Esse posicionamento, porém, é uma novidade para Philippe Coutinho na Seleção. Durante boa parte das Eliminatórias, ele foi concorrente de Willian por um lugar no flanco direito do campo, já que Tite escalava o time com uma trinca de meio-campo formada por Casemiro, Renato Augusto e Paulinho. Diante da condição física de Renato na Rússia, o meia foi deslocado para essa função, na qual tem se destacado ao ponto de tomar para si o protagonismo de uma seleção estrelada e pentacampeã.

Hirving Lozano

Posição: meia-atacante
Camisa: 22
Altura: 1,76m
Data nascimento: 20/07/1995 (22 anos)
Clubes: Pachuca-MEX, PSV Eindhoven

Nas últimas Copas do Mundo, o México teve em Javier Hernandez sua principal referência técnica e esperança para um possível sucesso. Em 2018, na Rússia, o momento instável de ‘Chicharito’ se tornou uma preocupação em relação a quem “levaria” o time comandado por Juan Carlos Osorio. Coube ao treinador, aliás, confiar seu desempenho a um jovem de 22 anos, considerado a grande promessa do país: Hirving ‘Chucky’ Lozano.

O cartão de visitas do camisa 22 foi o melhor possível diante de um cenário que se desenhava hostil. Contra a Alemanha, a seleção mexicana fez uma partida que saltou aos olhos pela forma como a qual conseguiu conter a atual campeã mundial e se armar nos contra-ataques. E na pessoa de Lozano conseguiu não apenas jogar bem, como vencer. Aos 34 minutos do primeiro tempo, o meia-atacante cortou Hummels e furou a meta de Neuer.

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A primeira partida deixou clara a função de ‘Chucky’, apelido dado ainda na infância, no time mexicano: com sua velocidade, ser a principal válvula de escape nos contra-ataques que chamaram atenção pela forma com a qual são desempenhados. Tanto que na vitória sobre a Coreia do Sul, na segunda rodada, foi Lozano quem puxou o contra-golpe que ‘Chicharito’ completou para mercar o segundo gol.

Retomando alguns pontos da partida especificamente contra a Alemanha pode-se ter uma ideia de qual deve ser o local de atuação do meia-atacante contra o Brasil. Na estreia, Osorio colocou Lozano justamente para atuar nas costas do lateral direito Kimmich, que demorava a conseguir recompor. Ao mesmo tempo, o camisa 22 não só conteve os avanços do adversário, como soube utilizar as costas do alemão para disparar nos principais contra-ataques.

O desempenho expressivo de Hirving Lozano não é uma novidade, haja visto a temporada de sucesso e a participação efetiva que teve na campanha do título holandês do PSV Eindhoven. Em 33 jogos, foram 19 gols marcados pelo meia-atacante formado nas categorias de base do Pachuca, do México, que agora já começa a despertar o interesse dos principais times da Europa.

 





Schmeichel defendeu três pênaltis neste domingo e, ainda assim, acabou eliminado (foto: Martin Bernetti/AFP)

O goleiro Kasper Schmeichel quase deu sobrevida à Dinamarca na Copa do Mundo da Rússia. Nas oitavas de final contra a Croácia, neste domingo, em Níjni Novgorod, ele defendeu um pênalti de Modric no segundo tempo da prorrogação e outros de Badelj e Pivaric na disputa da marca da cal. Ainda assim, acabou eliminado.

“É uma sensação estranha”, comentou Schmeichel, após o empate por 1 a 1 com derrota por 3 a 2 nos pênaltis. “Existe uma decepção enorme, mas também um grande orgulho da nossa performance. Tivemos chances, e acho que formos melhores no segundo tempo. É difícil descrever todas as nossas emoções neste momento”, acrescentou.

De fato, a Dinamarca entusiasmou os seus torcedores diante dos croatas. Abriu o placar logo no primeiro minuto de partida, com gol de Mathias Jorgensen, mas levou a virada em seguida, vazada por Mandzukic. Após ficar pouco tempo com a bola nos pés no restante do primeiro tempo, melhorou consideravelmente a partir da etapa complementar.

O orgulho de Kasper Schmeichel, filho do renomado goleiro Peter Schmeichel, é ainda maior se toda a campanha da Dinamarca for levada em consideração. A sua seleção se despediu invicta da Copa do Mundo. Antes, pelo grupo C, tinha derrotado o Peru por 1 a 0 e empatado por 1 a 1 com a Austrália e por 0 a 0 com a França.



Subasic fez a alegria de Modric, que havia desperdiçado um pênalti na prorrogação (foto: Martin Bernetti/AFP)

Tudo indicava que o dinamarquês Kasper Schmeichel, filho do renomado Peter Schmeichel, seria eleito o craque do jogo entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod – foi assim para os internautas participantes da votação da Fifa, encerrada antes do término da partida. No final, porém, quem destoou foi outro goleiro: o croata Danijel Subasic.

O jogo começou mal para Subasic. Com menos de um minuto, Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro, que estava encoberto, e entrou.

A Croácia reagiu rapidamente, com um gol de Mandzukic, e viu o seu goleiro ter uma atuação segura no restante da partida. No segundo tempo da prorrogação, inclusive, os croatas criaram uma grande chance para assegurar a classificação. Rebic foi derrubado dentro da área por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Àquela altura, Kasper Schmeichel se credenciava a ser o maior destaque do último jogo da Copa do Mundo da Rússia deste fim de semana. As câmeras focalizavam o seu pai, Peter Schmeichel, em êxtase em um camarote do estádio. Eram o goleiro dinamarquês e os seus companheiros que iniciariam a disputa de pênaltis com a confiança em alta.

Subasic, contudo, saiu-se ainda melhor do que Schmeichel. Ele conteve as cobranças da marca da cal de Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen e só não conseguiu segurar os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.

Ao término da partida, Danijel Subasic se tornou o centro das atenções. Enquanto Schmeichel lamentava porque as suas defesas não haviam sido suficientes para a sobrevivência da Dinamarca no Mundial, o goleiro croata de 33 anos, com passagens por Zadar e Hajduk Split antes de se transferir para o francês Monaco, era muito festejado por seus compatriotas como o verdadeiro craque do jogo.



Croatas comemoram gol de empate em tempo normal. Partida foi para os pênaltis e a Croácia saiu classificada (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

O relógio marcava 55 segundos quando a Dinamarca abriu o placar contra a Croácia, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o 13º gol mais rápido da história. Dois minutos e cinco segundos depois, Mandzukic deixou tudo igual, e a partir daí a pressão croata tentava decidir a partida no tempo normal, mas os dinamarqueses equilibraram as estatísticas e a decisão foi levada para a prorrogação e, posteriormente, para os pênaltis.

Falando do início do jogo, somente em outras duas oportunidades na história das Copas dois gols foram marcados antes dos quatro minutos. A primeira foi em 1954, em partida entre Áustria e Tchecoslováquia (2 a 0), e a segunda foi no Mundial de 2014, em jogo entre Argentina e Nigéria (1 a 1).

Nos 90 minutos mais a prorrogação, o que se viu no Estádio Nizhny Novgorod foi um primeiro tempo mais ofensivo aos croatas e uma segunda etapa com uma Dinamarca mais agressiva. Mesmo assim, a Croácia teve uma leve superioridade nas estatísticas: 53% da posse de bola, 81% na exatidão dos passes (contra 78%) e cinco escanteios (contra quatro). Somente nos chutes a gol a diferença foi bem maior: 22 tentativas contra 15 dos dinamarqueses.

Perisic, Mandzukic e Modric foram os croatas que mais finalizaram, enquanto Eriksen foi o jogador que se destacou pela Dinamarca. Na parte defensiva, uma estatística chama a atenção: 19 faltas foram cometidas pelos dinamarqueses, enquanto os croatas tiveram apenas cinco em toda a partida.

Nos pênaltis, a Croácia se saiu melhor ao acertar três cobranças e passou para as quartas de final, quando enfrentará a anfitriã Rússia. A partida acontece no próximo sábado, dia 7 de julho, às 15h (de Brasília).



O princípio da partida entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod, foi promissor. Em menos de cinco minutos, cada seleção já havia marcado um gol. O placar de 1 a 1, no entanto, permaneceu inalterado até o término do segundo tempo da prorrogação. Nos pênaltis, os croatas levaram a melhor com um triunfo por 3 a 2 e avançaram às quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Foi também com uma cobrança de pênalti que a Croácia teve a grande oportunidade de decidir o jogo mais cedo. Aos oito minutos da etapa derradeira do tempo extra, Rebic foi derrubado por Mathias Jorgensen dentro da área. Modric se apresentou para a cobrança da penalidade e parou na defesa de Schmeichel, que acabaria superado pelo colega Subasic pouco depois, na acirrada disputa da marca da cal.

A próxima rival da Croácia será justamente a anfitriã do torneio, que escreveu um roteiro semelhante no outro jogo do dia. Mais cedo, em Moscou, os russos eliminaram a Espanha, uma das favoritas à conquista do título, nos pênaltis depois de outra igualdade por 1 a 1. Às 15 horas (de Brasília) do próximo sábado, em Sochi, os donos da casa medirão forças com os croatas.

Gols relâmpagos
Muitos torcedores ainda se ajeitavam em seus assentos quando a Dinamarca abriu o placar em Níjni Novgorod. Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro Subasic, encoberto, e na trave antes de entrar.

Nas arquibancadas, os dinamarqueses ainda festejavam quando a Croácia empatou. Aos três minutos, Versaljko foi beneficiado por uma boa jogada de Rebic do lado direito e chutou forte para dentro da área. Dalsgaard tentou cortar, e a bola bateu no rosto de Lovren. Mandzukic aproveitou a sobra e finalizou para a rede.

A partir de então, o panorama do jogo foi aquele que se esperava antes dos gols relâmpagos. Mais técnica, a Croácia ficava com a bola (chegou a ter 70% de posse até os 30 minutos da primeira etapa) na maior parte do tempo, mas tinha a disciplinada marcação dinamarquesa como empecilho para ser criativa.

Vez ou outra, a Dinamarca também atacava. E produzia o suficiente para levar perigo aos croatas, principalmente com os avanços de Eriksen. Aos 41 minutos, por exemplo, o camisa 10 ergueu a bola do lado direito da área, com efeito, e acertou o travessão. Antes e depois desse lance, Modric e Rakitic haviam feito Schmeichel trabalhar.

Lá e cá
A Dinamarca queria ter ainda mais protagonismo no segundo tempo. Com essa expectativa, o técnico norueguês Age Hareide substituiu Christensen por Schone no intervalo e, de fato, viu a seleção que comanda deixar a partida mais equilibrada nos minutos iniciais. Depois, trocou também Cornelius por Nicolai Jorgensen.

Apesar de não ter o seu gol ameaçado, a Croácia aceitou sem qualquer resistência a nova postura da Dinamarca e deixou de ser envolvente. O seu técnico, Zlatko Dalic, resolveu agir aos 25 minutos. Sacou Brozovic para a entrada de Kovacic com a intenção de empurrar o time dos Balcãs novamente à frente.

A Croácia, que ainda mudou Strinic por Pivaric, correspondeu. Nos minutos que antecederam a prorrogação, a equipe de Zlatko Dalic tomou a iniciativa de pressionar a Dinamarca, outra vez retraída no seu campo de defesa. Não foi o bastante, entretanto, para impedir que houvesse tempo extra em Níjni Novgorod.

Duelo de goleiros
No princípio da prorrogação, a Dinamarca voltou a ser mais incisiva do que a Croácia, também sem efetividade. Àquela altura, o cansaço já era um inimigo dos atacantes das duas equipes. Tanto que, na segunda parte do tempo extra, o jogo morno deu a entender que as seleções pareciam conformadas com a definição da vaga na disputa de pênaltis.

Aos oito minutos, porém, a história quase mudou. Modric, que estava apagado na partida, fez um lançamento entre a marcação dinamarquesa para Rebic. O seu companheiro invadiu a área, driblou o goleiro Schmeichel e foi derrubado por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Empolgado, Schmeichel encontrou um rival à altura quando a classificação foi para a definição na marca da cal. Subasic levou a melhor sobre Eriksen, Schone, Nicolai Jorgensen e só não conseguiu conter os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 1 (3) X (2) 1 DINAMARCA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 1º de julho de 2018, domingo
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)
Cartão amarelo: Mathias Jorgensen (Dinamarca)
Gols: CROÁCIA: Mandzukic, aos 3 minutos do primeiro tempo; DINAMARCA: Mathias Jorgensen, a 1 minuto do primeiro tempo
Pênaltis: CROÁCIA: Kramaric, Modric e Rakitic converteram; Badelj e Pivaric desperdiçaram; DINAMARCA: Kjaer e Krohn-Dehli converteram; Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen desperdiçaram

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic (Kovacic), Rebic, Modric e Perisic (Kramaric); Mandzukic (Badelj)
Técnico: Zlatko Dalic

DINAMARCA: Schmeichel; Kjaer, Christensen (Schone) e Mathias Jorgensen; Dalsgaard, Delaney (Krohn-Dehli), Eriksen e Knudsen; Braithwaite (Sisto), Cornelius (Nicolai Jorgensen) e Poulsen
Técnico: Age Hareide



Andres Iniesta em seu último jogo pela seleção da Espanha ( Foto: Francisco LEONG/ AFP)

Depois da eliminação para a Rússia nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, os torcedores espanhóis tiveram mais uma notícia ruim neste domingo, Logo após a partida diante dos donos da casa, que venceram os campeões de 2010 nas cobranças de pênalti, o meia Andrés Iniesta anunciou sua aposentadoria da seleção nacional.

“É uma realidade, essa é a minha última partida pela seleção. No nível individual, uma fase maravilhosa acabou e, às vezes, os finais não são como você espera ou sonha, essa é a verdade. No geral, é provavelmente o dia mais triste da minha carreira”, destacou o meia após a sua última participação em Copas do Mundo.

“Saio com um sabor bem ruim, como todo mundo, é um momento difícil que já experimentamos em outras ocasiões. Na minha opinião, as críticas são o de menos, estamos sentidos por que não fomos capazes de dar um passo adiante. Individualmente não foi a melhor despedida, mas o futebol e a vida tem dessas coisas, temos que aceitar”, finalizou o craque espanhol autor do gol do título da Copa disputada na África do Sul.

Pela seleção da Espanha, Iniesta se mostrou um dos maiores nomes da história do país, sendo convocado por 12 anos para defender a camisa vermelha e branca. Foram duas Eurocopas conquistadas, em 2008 e 2012, e uma Copa do Mundo, quando chegou no seu ápice na carreira já que foi um dos melhores da competição e marcou o gol do título diante da Holanda.

A situação deve ser ainda mais tristes para os torcedores do Barcelona, já que o jogador também anunciou, antes da Copa do Mundo, que não jogaria mais pelo time catalão. Foram 22 anos pelo clube (considerando também as categorias de base), mais de 650 jogos disputados e dezenas de títulos conquistados, entre eles quatro Liga dos Campeões.