COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Schmeichel defendeu três pênaltis neste domingo e, ainda assim, acabou eliminado (foto: Martin Bernetti/AFP)

O goleiro Kasper Schmeichel quase deu sobrevida à Dinamarca na Copa do Mundo da Rússia. Nas oitavas de final contra a Croácia, neste domingo, em Níjni Novgorod, ele defendeu um pênalti de Modric no segundo tempo da prorrogação e outros de Badelj e Pivaric na disputa da marca da cal. Ainda assim, acabou eliminado.

“É uma sensação estranha”, comentou Schmeichel, após o empate por 1 a 1 com derrota por 3 a 2 nos pênaltis. “Existe uma decepção enorme, mas também um grande orgulho da nossa performance. Tivemos chances, e acho que formos melhores no segundo tempo. É difícil descrever todas as nossas emoções neste momento”, acrescentou.

De fato, a Dinamarca entusiasmou os seus torcedores diante dos croatas. Abriu o placar logo no primeiro minuto de partida, com gol de Mathias Jorgensen, mas levou a virada em seguida, vazada por Mandzukic. Após ficar pouco tempo com a bola nos pés no restante do primeiro tempo, melhorou consideravelmente a partir da etapa complementar.

O orgulho de Kasper Schmeichel, filho do renomado goleiro Peter Schmeichel, é ainda maior se toda a campanha da Dinamarca for levada em consideração. A sua seleção se despediu invicta da Copa do Mundo. Antes, pelo grupo C, tinha derrotado o Peru por 1 a 0 e empatado por 1 a 1 com a Austrália e por 0 a 0 com a França.



Subasic fez a alegria de Modric, que havia desperdiçado um pênalti na prorrogação (foto: Martin Bernetti/AFP)

Tudo indicava que o dinamarquês Kasper Schmeichel, filho do renomado Peter Schmeichel, seria eleito o craque do jogo entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod – foi assim para os internautas participantes da votação da Fifa, encerrada antes do término da partida. No final, porém, quem destoou foi outro goleiro: o croata Danijel Subasic.

O jogo começou mal para Subasic. Com menos de um minuto, Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro, que estava encoberto, e entrou.

A Croácia reagiu rapidamente, com um gol de Mandzukic, e viu o seu goleiro ter uma atuação segura no restante da partida. No segundo tempo da prorrogação, inclusive, os croatas criaram uma grande chance para assegurar a classificação. Rebic foi derrubado dentro da área por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Àquela altura, Kasper Schmeichel se credenciava a ser o maior destaque do último jogo da Copa do Mundo da Rússia deste fim de semana. As câmeras focalizavam o seu pai, Peter Schmeichel, em êxtase em um camarote do estádio. Eram o goleiro dinamarquês e os seus companheiros que iniciariam a disputa de pênaltis com a confiança em alta.

Subasic, contudo, saiu-se ainda melhor do que Schmeichel. Ele conteve as cobranças da marca da cal de Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen e só não conseguiu segurar os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.

Ao término da partida, Danijel Subasic se tornou o centro das atenções. Enquanto Schmeichel lamentava porque as suas defesas não haviam sido suficientes para a sobrevivência da Dinamarca no Mundial, o goleiro croata de 33 anos, com passagens por Zadar e Hajduk Split antes de se transferir para o francês Monaco, era muito festejado por seus compatriotas como o verdadeiro craque do jogo.



Croatas comemoram gol de empate em tempo normal. Partida foi para os pênaltis e a Croácia saiu classificada (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

O relógio marcava 55 segundos quando a Dinamarca abriu o placar contra a Croácia, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o 13º gol mais rápido da história. Dois minutos e cinco segundos depois, Mandzukic deixou tudo igual, e a partir daí a pressão croata tentava decidir a partida no tempo normal, mas os dinamarqueses equilibraram as estatísticas e a decisão foi levada para a prorrogação e, posteriormente, para os pênaltis.

Falando do início do jogo, somente em outras duas oportunidades na história das Copas dois gols foram marcados antes dos quatro minutos. A primeira foi em 1954, em partida entre Áustria e Tchecoslováquia (2 a 0), e a segunda foi no Mundial de 2014, em jogo entre Argentina e Nigéria (1 a 1).

Nos 90 minutos mais a prorrogação, o que se viu no Estádio Nizhny Novgorod foi um primeiro tempo mais ofensivo aos croatas e uma segunda etapa com uma Dinamarca mais agressiva. Mesmo assim, a Croácia teve uma leve superioridade nas estatísticas: 53% da posse de bola, 81% na exatidão dos passes (contra 78%) e cinco escanteios (contra quatro). Somente nos chutes a gol a diferença foi bem maior: 22 tentativas contra 15 dos dinamarqueses.

Perisic, Mandzukic e Modric foram os croatas que mais finalizaram, enquanto Eriksen foi o jogador que se destacou pela Dinamarca. Na parte defensiva, uma estatística chama a atenção: 19 faltas foram cometidas pelos dinamarqueses, enquanto os croatas tiveram apenas cinco em toda a partida.

Nos pênaltis, a Croácia se saiu melhor ao acertar três cobranças e passou para as quartas de final, quando enfrentará a anfitriã Rússia. A partida acontece no próximo sábado, dia 7 de julho, às 15h (de Brasília).



O princípio da partida entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod, foi promissor. Em menos de cinco minutos, cada seleção já havia marcado um gol. O placar de 1 a 1, no entanto, permaneceu inalterado até o término do segundo tempo da prorrogação. Nos pênaltis, os croatas levaram a melhor com um triunfo por 3 a 2 e avançaram às quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Foi também com uma cobrança de pênalti que a Croácia teve a grande oportunidade de decidir o jogo mais cedo. Aos oito minutos da etapa derradeira do tempo extra, Rebic foi derrubado por Mathias Jorgensen dentro da área. Modric se apresentou para a cobrança da penalidade e parou na defesa de Schmeichel, que acabaria superado pelo colega Subasic pouco depois, na acirrada disputa da marca da cal.

A próxima rival da Croácia será justamente a anfitriã do torneio, que escreveu um roteiro semelhante no outro jogo do dia. Mais cedo, em Moscou, os russos eliminaram a Espanha, uma das favoritas à conquista do título, nos pênaltis depois de outra igualdade por 1 a 1. Às 15 horas (de Brasília) do próximo sábado, em Sochi, os donos da casa medirão forças com os croatas.

Gols relâmpagos
Muitos torcedores ainda se ajeitavam em seus assentos quando a Dinamarca abriu o placar em Níjni Novgorod. Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro Subasic, encoberto, e na trave antes de entrar.

Nas arquibancadas, os dinamarqueses ainda festejavam quando a Croácia empatou. Aos três minutos, Versaljko foi beneficiado por uma boa jogada de Rebic do lado direito e chutou forte para dentro da área. Dalsgaard tentou cortar, e a bola bateu no rosto de Lovren. Mandzukic aproveitou a sobra e finalizou para a rede.

A partir de então, o panorama do jogo foi aquele que se esperava antes dos gols relâmpagos. Mais técnica, a Croácia ficava com a bola (chegou a ter 70% de posse até os 30 minutos da primeira etapa) na maior parte do tempo, mas tinha a disciplinada marcação dinamarquesa como empecilho para ser criativa.

Vez ou outra, a Dinamarca também atacava. E produzia o suficiente para levar perigo aos croatas, principalmente com os avanços de Eriksen. Aos 41 minutos, por exemplo, o camisa 10 ergueu a bola do lado direito da área, com efeito, e acertou o travessão. Antes e depois desse lance, Modric e Rakitic haviam feito Schmeichel trabalhar.

Lá e cá
A Dinamarca queria ter ainda mais protagonismo no segundo tempo. Com essa expectativa, o técnico norueguês Age Hareide substituiu Christensen por Schone no intervalo e, de fato, viu a seleção que comanda deixar a partida mais equilibrada nos minutos iniciais. Depois, trocou também Cornelius por Nicolai Jorgensen.

Apesar de não ter o seu gol ameaçado, a Croácia aceitou sem qualquer resistência a nova postura da Dinamarca e deixou de ser envolvente. O seu técnico, Zlatko Dalic, resolveu agir aos 25 minutos. Sacou Brozovic para a entrada de Kovacic com a intenção de empurrar o time dos Balcãs novamente à frente.

A Croácia, que ainda mudou Strinic por Pivaric, correspondeu. Nos minutos que antecederam a prorrogação, a equipe de Zlatko Dalic tomou a iniciativa de pressionar a Dinamarca, outra vez retraída no seu campo de defesa. Não foi o bastante, entretanto, para impedir que houvesse tempo extra em Níjni Novgorod.

Duelo de goleiros
No princípio da prorrogação, a Dinamarca voltou a ser mais incisiva do que a Croácia, também sem efetividade. Àquela altura, o cansaço já era um inimigo dos atacantes das duas equipes. Tanto que, na segunda parte do tempo extra, o jogo morno deu a entender que as seleções pareciam conformadas com a definição da vaga na disputa de pênaltis.

Aos oito minutos, porém, a história quase mudou. Modric, que estava apagado na partida, fez um lançamento entre a marcação dinamarquesa para Rebic. O seu companheiro invadiu a área, driblou o goleiro Schmeichel e foi derrubado por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Empolgado, Schmeichel encontrou um rival à altura quando a classificação foi para a definição na marca da cal. Subasic levou a melhor sobre Eriksen, Schone, Nicolai Jorgensen e só não conseguiu conter os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 1 (3) X (2) 1 DINAMARCA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 1º de julho de 2018, domingo
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)
Cartão amarelo: Mathias Jorgensen (Dinamarca)
Gols: CROÁCIA: Mandzukic, aos 3 minutos do primeiro tempo; DINAMARCA: Mathias Jorgensen, a 1 minuto do primeiro tempo
Pênaltis: CROÁCIA: Kramaric, Modric e Rakitic converteram; Badelj e Pivaric desperdiçaram; DINAMARCA: Kjaer e Krohn-Dehli converteram; Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen desperdiçaram

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic (Kovacic), Rebic, Modric e Perisic (Kramaric); Mandzukic (Badelj)
Técnico: Zlatko Dalic

DINAMARCA: Schmeichel; Kjaer, Christensen (Schone) e Mathias Jorgensen; Dalsgaard, Delaney (Krohn-Dehli), Eriksen e Knudsen; Braithwaite (Sisto), Cornelius (Nicolai Jorgensen) e Poulsen
Técnico: Age Hareide



Andres Iniesta em seu último jogo pela seleção da Espanha ( Foto: Francisco LEONG/ AFP)

Depois da eliminação para a Rússia nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, os torcedores espanhóis tiveram mais uma notícia ruim neste domingo, Logo após a partida diante dos donos da casa, que venceram os campeões de 2010 nas cobranças de pênalti, o meia Andrés Iniesta anunciou sua aposentadoria da seleção nacional.

“É uma realidade, essa é a minha última partida pela seleção. No nível individual, uma fase maravilhosa acabou e, às vezes, os finais não são como você espera ou sonha, essa é a verdade. No geral, é provavelmente o dia mais triste da minha carreira”, destacou o meia após a sua última participação em Copas do Mundo.

“Saio com um sabor bem ruim, como todo mundo, é um momento difícil que já experimentamos em outras ocasiões. Na minha opinião, as críticas são o de menos, estamos sentidos por que não fomos capazes de dar um passo adiante. Individualmente não foi a melhor despedida, mas o futebol e a vida tem dessas coisas, temos que aceitar”, finalizou o craque espanhol autor do gol do título da Copa disputada na África do Sul.

Pela seleção da Espanha, Iniesta se mostrou um dos maiores nomes da história do país, sendo convocado por 12 anos para defender a camisa vermelha e branca. Foram duas Eurocopas conquistadas, em 2008 e 2012, e uma Copa do Mundo, quando chegou no seu ápice na carreira já que foi um dos melhores da competição e marcou o gol do título diante da Holanda.

A situação deve ser ainda mais tristes para os torcedores do Barcelona, já que o jogador também anunciou, antes da Copa do Mundo, que não jogaria mais pelo time catalão. Foram 22 anos pelo clube (considerando também as categorias de base), mais de 650 jogos disputados e dezenas de títulos conquistados, entre eles quatro Liga dos Campeões.




Capitão Sérgio Ramos chora no gramado após eliminação na Rússia (Foto: Juan Mabromata / AFP)

A Espanha está eliminada da Copa do Mundo. Considerada uma das principais candidatas ao título, a Fúria acabou sendo superada na cobrança de pênaltis para a anfitriã Rússia e deixa o mundial nas oitavas de final. Visivelmente abalado com a derrota, o capitão Sérgio Ramos afirmou estar orgulhoso de sua equipe e lamentou a derrota.

“Muito difícil de superar isso, mas realmente nos sentimos muito orgulhosos de sermos espanhóis. O futebol é assim, ás vezes se faz tudo para ganhar, mas perde-se nos detalhes. Nós lutamos contra o país-sede e eles conseguiram chegar aos pênaltis. Foi um jogo difícil. Nós dominamos e deixamos nossa alma em campo. A Copa do Mundo é o sonho de qualquer jogador e isso nos traz muita dor”, afirmou.

Aos 32 anos, o jogador afirma não pensar ainda se estará em campo na próxima Copa do Mundo, em 2022 no Catar, e refirmou que deixa a Rússia de cabeça erguida.

“Qualquer espanhol viu que deixamos nosso coração em campo. Todos estão orgulhosos e eu, como capitão, sei que estamos que estar com a cabeça alta. Nós voltaremos e conseguiremos nos levantar. Esperamos a próxima Copa e temos quatro anos para a recuperação. Foi um golpe forte, mas iremos nos recuperar”, completou.

Cotada como uma das principais favoritas antes do início da competição, a Espanha acabou sofrendo um forte baque poucos dias antes de iniciar a Copa do Mundo. O seu antigo treinador, Julen Lopetegui, acabou sendo anunciado pelo Real Madrid e deixou o cargo de treinador da Fúria há dois dias da estreia para a Copa do Mundo.

A Espanha dá adeus a Copa do Mundo com um vitória, sobre o Irã, e três empates, diante de Portugal, Marrocos e Rússia. Diante dos donos da casa, a desclassificação veio nas penalidades, quando Koke e Thiago Aspas perderam as suas chances.-



Igor Akinfeev defendeu dois pênaltis na decisão contra a Espanha (Foto: Mladen ANTONOV / AFP)

Grande personagem da partida entre Rússia e Espanha, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo e que garantiu a classificação dos russos à próxima fase do Mundial, o goleiro Igor Akinfeev não teve medo de esconder, em entrevista pós-duelo, que a estratégia dos comandados de Stanislav Cherchesov era de, realmente, levar o jogo para a decisão nas penalidades máximas.

“Nós nos esforçamos muito, tentamos nos defender e conseguimos. Aguardamos os pênaltis e conseguimos o resultado”, admitiu o arqueiro.

Akinfeev também destacou a união do elenco da Rússia. “(Continuidade da Rússia na Copa) Acho que essa pergunta não é adequada agora. Ganhamos e queremos agradecer pelo apoio, comentei antes do jogo para nós nos unirmos. Acredito que os russos e os estrangeiros viram que nós queremos e gostamos de jogar futebol”, concluiu.

O país-sede da Copa do Mundo agora aguarda o resultado da partida entre Croácia e Dinamarca, às 15h00 (horário de Brasília) deste domingo, para conhecer seu adversário nas quartas de final do Mundial.



Akinfeev foi o herói russo da classificação para as quartas (Foto: Juan Mabromata / AFP)

Antes da bola rolar para Espanha e Rússia, poucos acreditavam que a equipe da casa teria condições de bater a campeã mundial de 2010. Com o gol espanhol marcado nos primeiros minutos da primeira etapa, a chance russa diminuiu ainda mais. No entanto, os anfitriões foram valentes e conseguiram igualar a partida e levar o confronto para a cobrança de pênaltis.

No momento de definição cresceu a imagem do grande personagem da partida: o goleiro Igor Akinfeev. Além de realizar algumas defesas importantes durante os 120 minutos, o arqueiro russo de 32 anos garantiu a Rússia nas quartas de final após realizar duas defesas na disputa de pênalti.

Durante a partida com bola rolando, a Rússia conseguiu neutralizar grande parte da pressão espanhola. E nos raros momentos que alguma finalização chegava a sua meta, Akinfeev fez uma partida bastante segura e fez defesas importantes. A principal delas aconteceu aos 39 minutos, quando Iniesta arriscou da entrada da área e o goleiro fez uma linda defesa.

Nos pênaltis, o goleiro cresceu ainda mais e foi um gigante nas cobranças. Na terceira finalização, O arqueiro acertou o lado e fez uma defesa teoricamente tranquila. Na quinta tentativa espanhola, Akinfeev caiu para o seu canto direito, e a bola foi cobrada no meio do gol. O goleiro conseguiu esticar as pernas e garantir a Rússia nas quartas de final.

Agora a Rússia espera o vencedor de Croácia e Dinamarca para saber o seu adversário da próxima fase da Copa do Mundo.



Denis Cheryshev comemora um dos gols de pênalti da Rússia diante da Espanha (Foto: Francisco Leong/ AFP)

Uma das seleções favoritas para o título da Copa do Mundo, a Espanha não poderá mais ganhar o bicampeonato mundial em 2018. A equipe comandada pelo técnico Fernando Hierro não conseguiu se classificar para as quartas de final, mesmo sendo superiores que os russos em praticamente todos os quesitos da partida.

O jogo foi marcado por uma Rússia que tinha uma proposta claríssima: ficar com todos os jogadores no sistema defensivo, esperando que a Espanha errasse algum passe para que os rápidos atacantes russos buscassem o gol com os espaços deixados pela defesa espanhola. Durante toda a partida, a estratégia do técnico Stanislav Cherchesov foi muito eficiente e dificultou a vida dos adversários.

Por isso, os espanhóis conseguirem ter um controle de bola ainda maior do que se espera do time campeão do mundo em 2010. Durante mais de 100 minutos, a Espanha teve a bola, deixou seus jogadores no campo de ataque e conseguiu 75% de posse de bola, marca que demonstra como os russos não queriam a posse de bola e sim achar pequenos momentos de desatenção do time comandado por Hierro.

Outra estatística que os espanhóis foram superiores foram no quesito chutes no gol: oito contra apenas uma da Rússia, curiosamente, na cobrança de pênalti em que Dzyuba cobrou a favor dos donos da casa. Ao todo, foram 25 chutes da Espanha contra 6 dos russos, que mostraram que a eficiência pode se equiparar ou ser superior ao talento nato dos rivais.

Agora, os espanhóis voltam para casa buscando reformulação, já que mesmo com um resultado melhor que em 2014, a equipe novamente decepcionou em um Mundial após o título inédito de 2010. Pelo lado russo, a expectativa fica ainda mais alta para que o time faça ainda mais história na Copa do Mundo.