A derrota por 1 a 0 para a Argentina coloca o Uruguai em posição desconfortável no grupo B da Copa América, mas não o elimina. A Celeste foi subjugada na última terça-feira e pouco conseguiu fazer para driblar a superioridade da seleção rival, ainda assim o técnico Oscar Tabárez não vê a terra arrasada.
“A primeira grande comprovação é que nossa equipe, mesmo sem alguns jogadores, não deixa o fogo apagar”, constata o treinador, que nesta Copa América sofre desfalque de atletas do quilate de Luis Suárez.
Tabárez admite a superioridade da Argentina, mas não entende o revés como um golpe tão contundente. “Sabíamos que enfrentávamos um rival muito poderoso, que joga muito bem com a bola. Não controlamos tudo da forma como queríamos. Eles nos empurraram para trás, mas nossa equipe pelo menos evitou que este domínio se convertesse em situações de gol”, pondera o treinador, exaltando a determinação de seus comandados.
Não fosse essa entrega, somada a certa incompetência dos argentinos em ampliar o placar, a derrota do Uruguai seria bem maior. Muito por conta de Lionel Messi, que segundo Tabárez foi o fator de desequilíbrio para a Albiceleste. “Não se pode saber o que ele vai fazer, ele antecipa mentalmente os movimentos do defensor”, elogia. “O mais perigoso é quando leva a bola para a perna esquerda ou faz combinações com o Agüero.”
O desafio derradeiro do Uruguai na fase de grupos da Copa América é às 16 horas (de Brasília) deste sábado, quando precisa vencer o Paraguai para garantir classificação às quartas. Um tropeço faz a Celeste depender do desempenho de outras seleções para possivelmente avançar no critério técnico, como um dos melhores terceiros de cada chave.
