O mandato de Andres Rueda no Santos ficou marcado pela grande troca de técnicos. Em três anos, foram oito comandantes diferentes.
O primeiro contratado foi Ariel Holan. Na sequência, passaram pelo clube Fernando Diniz, Fábio Carille, Fabián Bustos, Lisca, Odair Hellmann, Paulo Turra e Diego Aguirre.
Destes, o mais duradouro foi Odair Hellmann, que disputou 34 partidas, com 11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas, gerando um aproveitamento de 44,1% de aproveitamento. O que menos durou foi Diego Aguirre, com somente cinco jogos.
Com o uruguaio, o Peixe somou quatro derrotas e apenas uma vitória - diante do Grêmio, por 2 a 1 - com um total de 12 gols sofridos e apenas dois marcados. Ou seja, a equipe teve apenas 20% de aproveitamento.
Com isso, ele obteve os piores números entre todos os treinadores do clube desde que Andres Rueda assumiu a presidência, em janeiro de 2021.
Já os melhores números foram de Fernando Diniz e Fábio Carille. Ambos somaram 27 compromissos e obtiveram 45,6% de aproveitamento.
Isso sem contar com Marcelo Fernandes. O auxiliar esteve na beira do campo em 29 oportunidades nos três anos de Rueda. E foi justamente ele quem teve o melhor rendimento. Em 29 jogos, foram 12 vitórias, sete empates e 10 derrotas. Ou seja, 49,4% de aproveitamento
Em 2023, o Santos teve três técnicos diferentes. A constante troca vai em contrapartida ao que disse Rueda em abril deste ano. Em entrevista coletiva, ele alegou que prezava por trabalhos a longo prazo. Na época, Odair estava à frente do elenco.
"Esse foi um dos grandes erros da nossa gestão (demissões). Eu tinha essa ideia desde antes de assumir, mas quando você senta na cadeira é diferente. Talvez tenha sido nosso grande erro no futebol, mas aí você é pressionado pelos resultados, pela torcida, e precisamos mexer. Mas eu acredito no projeto a médio/longo prazo com treinadores. Você tem que dar tempo, como tudo na vida", disse.
Com Andres Rueda, o Santos teve um técnico diferente a cada 4,5 meses.
Agora, o Peixe terá Marcelo Teixeira como presidente. O novo mandatário, que assume a partir de 2024, encaminhou a contratação de Thiago Carpini para o comando técnico.
Confira o aproveitamento geral de cada técnico na gestão Rueda
Ariel Holan – 12 jogos (4 vitórias, 3 empates e 5 derrotas) / 41,6% de aproveitamento
Fernando Diniz – 27 jogos (10 vitórias, sete empates e 10 derrotas) / 45,6% de aproveitamento
Fábio Carille – 27 jogos (com 9 vitórias, 10 empates e 8 derrotas) / 45,6% de aproveitamento
Fabián Bustos – 28 jogos (oito vitórias, 12 empates e oito derrotas) / 42,8 de aproveitamento
Lisca – 8 jogos (2 vitórias, 3 empates e 3 derrotas) / 37,5% de aproveitamento
Odair Hellmann – 34 jogos (11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas) / 44,1% de aproveitamento
Paulo Turra – 7 jogos (1 vitória, 3 empates e 3 derrotas) / 28,5% de aproveitamento
Diego Aguirre - 5 jogos (1 vitória - 0 empates e 4 derrotas) / 20% de aproveitamento
Marcelo Fernandes (auxiliar) - 29 jogos (12 vitórias, 7 empates e 10 derrotas) / 49,4% de aproveitamento