Apelação da promotoria por pena maior a Pistorius é negada na África do Sul

Imagem ilustrativa para a matéria
South African chief state prosecutor Gerrie Nel addresses the judge during the state appeal hearing at the high court in Johannesburg, on August 26, 2016 as the State challenges a ruling against convicted murderer Paralympian Oscar Pistorius who received six years for the murder of his girlfriend, Reeva Steenkamp. Thokozile Masipa -- the same judge who imposed the sentence last month -- rejected the state's appeal seeking a longer jail sentence, saying that she was not persuaded there was a "reasonable prospect of success on appeal". / AFP PHOTO / POOL / Themba Hadebe
South African chief state prosecutor Gerrie Nel addresses the judge during the state appeal hearing at the high court in Johannesburg, on August 26, 2016 as the State challenges a ruling against convicted murderer Paralympian Oscar Pistorius who received six years for the murder of his girlfriend, Reeva Steenkamp.  Thokozile Masipa -- the same judge who imposed the sentence last month -- rejected the state's appeal seeking a longer jail sentence, saying that she was not persuaded there was a "reasonable prospect of success on appeal".  / AFP PHOTO / POOL / Themba Hadebe

Promotor Gerrie Nel teve seu pedido de apelação negado pela justiça sul-africana (Foto: Themba Hadebe/AFP)

A promotoria sul-africana considera que os seis anos de prisão impostos ao ex-recordista paralímpico Oscar Pistorius é muito pequena. Uma apelação do órgão contra tal pena, contudo, foi rejeitada pela justiça do país nesta sexta-feira.

Thokozile Masipa, juíza do tribunal de Johannesburgo, capital do país, acredita que a promotoria não terá sucesso em sua apelação. “O pedido de apelação é rejeitado. Não estou convencido de que a apelação tenha uma possibilidade de êxito e de que outro tribunal possa chegar a conclusões diferentes”, afirmou sobre seu veredicto.

“Esta pena de seis anos é escandalosamente clemente e imprópria. A Corte de Apelações poderia razoavelmente estimar que este tribunal se equivocou com a pena aplicada”, protestou o promotor Gerrie Nel.

Em julho deste ano, Pistorius foi condenado a seis anos reclusos pelo assassinato de Reeva Steenkamp, então sua namorada, com quatro tiros em 2013. Até 2015, o sul-africano havia sido condenado por “homicídio culposo” – quando não há intenção de matar -, mas tal acusação foi reclassificada para “assassinato” pela Suprema Corte após ação da promotoria.

Pistorius foi o primeiro atleta paralímpico a competir lado a lado com atletas não deficientes. O sul-africano foi o detentor dos recordes mundiais nas provas de velocidade dos 100 e 200m, ambos quebrados pelo brasileiro Alan Fonteles.

Conteúdo Patrocinado