Candidato à presidência do Santos, Maurício Maruca pretende aumentar o número de partidas do clube na cidade de São Paulo caso seja eleito no fim deste ano. Durante o lançamento da chapa Aliança Santista, nesta terça-feira, o cartola defendeu uma divisão planejada dos mandos entre a Vila Belmiro e a capital paulista. A continuidade do diretor executivo Alexandre Mattos, por outro lado, não está nos planos do grupo.
Maruca lançou oficialmente sua candidatura ao lado de Rodrigo Marino, candidato a vice-presidente. A dupla apresentou as principais propostas da chapa durante evento realizado no Hotel Mercure, na Bela Vista, em São Paulo.
Um dos assuntos abordados foi a utilização da Vila Belmiro. Maruca afirmou que não pretende demolir o estádio, mas entende que o Santos precisa aproveitar melhor a quantidade de torcedores que possui na capital paulista.
“Vamos ter que fazer Vila Belmiro e São Paulo, fazer essa mescla. Se tiver vontade, vai jogar”, afirmou.
A proposta é diferente de simplesmente transferir partidas pontuais para a capital. A chapa pretende definir ainda no início de cada temporada quais compromissos poderão ser realizados fora de Santos, levando em consideração calendário, potencial de público e arrecadação.
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— Santos FC (@SantosFC) August 11, 2026
Maruca fala em acordo com clubes da capital
Uma das alternativas apresentadas por Maruca passa pela cessão da Vila Belmiro para equipes da capital em troca da possibilidade de o Santos utilizar outros estádios em São Paulo.
“Cessão da Vila Belmiro para colegas da capital. Vai ter que ter a recíproca. Se fizer planejamento de início de temporada, respeitando o calendário desde o início e se ajustando a todos os times, pode encaixar jogos do Santos em São Paulo. Os times querem faturamento que o Santos vai levar”, explicou.
O assunto, inclusive, está presente no cotidiano do clube. O São Paulo procurou o Santos recentemente para discutir a utilização da Vila Belmiro no clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, devido à indisponibilidade do Morumbis.
Para Maruca, a estratégia de jogar na capital precisa fazer parte de um planejamento permanente. A intenção é ampliar o contato com a parcela da torcida que vive em São Paulo e explorar partidas com maior potencial de público e receita.
Apesar disso, o candidato reforçou que pretende preservar a Vila Belmiro. Maruca classificou o estádio como um “monumento” da história do Santos e disse que a estrutura precisa receber maior atenção.
“Vila merece respeito. Esse respeito passa por deixá-la em condições de oferecer mais ao torcedor. Hoje ela está bastante deteriorada por falta de atenção das últimas gestões. Tem que ter mais atenção com a Vila. De minha parte, não penso em demolir a Vila, é um monumento que tem que ser preservado com dignidade”, declarou.
Mattos não está nos planos
A chapa também foi questionada sobre o futuro do departamento de futebol e, especificamente, sobre Alexandre Mattos. O executivo chegou ao Santos durante a atual administração de Marcelo Teixeira.
Ao ser perguntado se Mattos faria parte do projeto em caso de vitória nas eleições, Rodrigo Marino foi direto:
“Espero que nem esteja mais quando a gente assumir”, respondeu o candidato a vice-presidente.
Durante o lançamento da candidatura, Maruca defendeu uma reformulação no modelo de gestão do futebol. A proposta da Aliança Santista é montar uma estrutura profissionalizada, com maior utilização de scout, análise de desempenho e dados na tomada de decisões.
O candidato evitou apresentar nomes para comandar o departamento em uma eventual gestão, mas deixou claro o perfil desejado.
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A intenção é reduzir decisões baseadas em avaliações individuais e estabelecer processos que permaneçam no clube independentemente das mudanças políticas. O projeto também prevê maior restrição ao ambiente do CT Rei Pelé e separação mais clara entre as funções políticas e executivas.
Maruca concorre novamente à presidência depois de terminar a eleição de 2023 na segunda colocação. Marino, agora seu vice, ficou em terceiro naquele pleito. A aproximação entre os dois foi construída nos últimos anos e resultou na formação da Aliança Santista para a eleição de 2026.