Maruca quer levar mais jogos do Santos a São Paulo e descarta Mattos em caso de eleição

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(Foto: Murilo Gomes/Gazeta Esportiva)

Candidato à presidência do Santos, Maurício Maruca pretende aumentar o número de partidas do clube na cidade de São Paulo caso seja eleito no fim deste ano. Durante o lançamento da chapa Aliança Santista, nesta terça-feira, o cartola defendeu uma divisão planejada dos mandos entre a Vila Belmiro e a capital paulista. A continuidade do diretor executivo Alexandre Mattos, por outro lado, não está nos planos do grupo.

Maruca lançou oficialmente sua candidatura ao lado de Rodrigo Marino, candidato a vice-presidente. A dupla apresentou as principais propostas da chapa durante evento realizado no Hotel Mercure, na Bela Vista, em São Paulo.

Um dos assuntos abordados foi a utilização da Vila Belmiro. Maruca afirmou que não pretende demolir o estádio, mas entende que o Santos precisa aproveitar melhor a quantidade de torcedores que possui na capital paulista.

“Vamos ter que fazer Vila Belmiro e São Paulo, fazer essa mescla. Se tiver vontade, vai jogar”, afirmou.

A proposta é diferente de simplesmente transferir partidas pontuais para a capital. A chapa pretende definir ainda no início de cada temporada quais compromissos poderão ser realizados fora de Santos, levando em consideração calendário, potencial de público e arrecadação.

Maruca fala em acordo com clubes da capital

Uma das alternativas apresentadas por Maruca passa pela cessão da Vila Belmiro para equipes da capital em troca da possibilidade de o Santos utilizar outros estádios em São Paulo.

“Cessão da Vila Belmiro para colegas da capital. Vai ter que ter a recíproca. Se fizer planejamento de início de temporada, respeitando o calendário desde o início e se ajustando a todos os times, pode encaixar jogos do Santos em São Paulo. Os times querem faturamento que o Santos vai levar”, explicou.

O assunto, inclusive, está presente no cotidiano do clube. O São Paulo procurou o Santos recentemente para discutir a utilização da Vila Belmiro no clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, devido à indisponibilidade do Morumbis.

Para Maruca, a estratégia de jogar na capital precisa fazer parte de um planejamento permanente. A intenção é ampliar o contato com a parcela da torcida que vive em São Paulo e explorar partidas com maior potencial de público e receita.

Apesar disso, o candidato reforçou que pretende preservar a Vila Belmiro. Maruca classificou o estádio como um “monumento” da história do Santos e disse que a estrutura precisa receber maior atenção.


“Vila merece respeito. Esse respeito passa por deixá-la em condições de oferecer mais ao torcedor. Hoje ela está bastante deteriorada por falta de atenção das últimas gestões. Tem que ter mais atenção com a Vila. De minha parte, não penso em demolir a Vila, é um monumento que tem que ser preservado com dignidade”, declarou.

Mattos não está nos planos

A chapa também foi questionada sobre o futuro do departamento de futebol e, especificamente, sobre Alexandre Mattos. O executivo chegou ao Santos durante a atual administração de Marcelo Teixeira.

Ao ser perguntado se Mattos faria parte do projeto em caso de vitória nas eleições, Rodrigo Marino foi direto:

“Espero que nem esteja mais quando a gente assumir”, respondeu o candidato a vice-presidente.

Durante o lançamento da candidatura, Maruca defendeu uma reformulação no modelo de gestão do futebol. A proposta da Aliança Santista é montar uma estrutura profissionalizada, com maior utilização de scout, análise de desempenho e dados na tomada de decisões.

O candidato evitou apresentar nomes para comandar o departamento em uma eventual gestão, mas deixou claro o perfil desejado.

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A intenção é reduzir decisões baseadas em avaliações individuais e estabelecer processos que permaneçam no clube independentemente das mudanças políticas. O projeto também prevê maior restrição ao ambiente do CT Rei Pelé e separação mais clara entre as funções políticas e executivas.

Maruca concorre novamente à presidência depois de terminar a eleição de 2023 na segunda colocação. Marino, agora seu vice, ficou em terceiro naquele pleito. A aproximação entre os dois foi construída nos últimos anos e resultou na formação da Aliança Santista para a eleição de 2026.

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