Em uma das imagens mais marcantes do Palmeiras em 2016, o atacante Dudu levantou a taça do Campeonato Brasileiro e ficou eternizado na foto do título nacional após um jejum de 22 anos. No entanto, poderia ser o goleiro Fernando Prass a erguer o troféu, não fosse uma lesão sofrida às vésperas da disputa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro pela Seleção Brasileira, e que fez com que o então técnico Cuca escolhesse o camisa 7 alviverde para ostentar a faixa.
Mesmo assim, Fernando Prass não se preocupa em não ser mais o capitão do Palmeiras. O técnico Eduardo Baptista confirmou que a faixa seguirá com Dudu e o goleiro minimizou a questão, ressaltando, porém, que o posto fez bem ao atacante.
“Ele não conversou comigo sobre isso. Sinceramente, obvio que quando eu usei a faixa me senti muito honrado, mas a questão do capitão é muito mais uma imagem para quem está de fora ver. O capitão, ao menos no Palmeiras, não tem nenhuma atribuição a mais que os outros jogadores. Representa o time no sorteio apenas. Claro que, para alguns jogadores ajuda bastante, como o Dudu. A faixa deu um senso de responsabilidade maior para ele, e ele viu que tinha que servir de exemplo para outros jogadores”, afirmou Prass à ESPN.
Fernando Prass acredita que a faixa de capitão fez bem para Dudu (Foto: Fernando Dantas/GazetaPress)
Recuperado da lesão no cotovelo, o goleiro de 38 anos está em sua última temporada em contrato com o Palmeiras. Prass, porém, pensa em renovar seu vínculo e, para isso, quer jogar o maior número de partidas possíveis. O arqueiro falou ainda sobre a disputa pela titularidade com Jailson, apesar de Eduardo Baptista já o ter confirmado como arqueiro principal neste início de temporada.
“Difícil falar de justiça, tem que jogar quem o treinador achar que está no melhor momento. A gente trabalha para jogar todas as competições. Eu este ano vou trabalhar pra jogar o maior número de jogos possíveis. Meu contrato acaba no final do ano, então vou fazer de tudo para jogar bastante pelo Palmeiras neste ano”.
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“Olha, ser goleiro do Palmeiras é uma constante cobrança e posso citar inúmeras fases que passei aqui. Quando cheguei aqui, vivi a sombra do Marcos, com muitas perguntas sobre isso. Depois, foi o Aranha, o Vagner, e sempre as perguntas sobre essa concorrência. Claro que o que se fez no passado conta, mas você precisa provar no dia a dia. Nunca me considerei titular do Palmeiras, sempre disse que estava titular, não sou”, finalizou.