Futebol

Vital pede desculpas ao Vasco e admite que já previa ‘lei do ex’

Tiago Salazar - São Paulo , SP
17/11/2018 23:00:25

Em: Brasileiro Série A, Corinthians, Escolha do editor, Futebol, Notícias

Mateus Vital foi o nome do Corinthians nesse sábado. Escalado na vaga de Romero, desfalque por estar com a seleção do Paraguai, o meia marcou o gol da vitória corintiana em cima do Vasco. A derrota deixou o clube carioca em situação bastante complicada na luta pela permanência na Série A, e Vital não negou que ficou sentido pelo ex-clube.

“Feliz pelo gol, mas triste pela situação do Vasco. Como eu sempre digo, aprendi a amar esse clube. Desde que eu cheguei a torcida me abraçou de uma força inexplicável, esse grupo maravilhoso e a diretoria me dando total confiança para que eu pudesse exercer meu melhor jogo”, disse, sem deixar de valorizar seu momento na equipe do parque São Jorge.

“Eu tenho um respeito enorme pelo Vasco. É o clube que me criou, cheguei lá com cinco anos de idade e saí com 19. Me formei, o Vasco me deu o que comer, me deu estudo. Desde a quinta série eu estudava no Vasco. É difícil, fico triste pela situação que o Vasco se encontra, mas a gente também precisava dos três pontos. E aprendi a amar esse clube (Corinthians) e essa torcida maravilhosa também, todo o esforço é válido para eles”.

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Questionado sobre as críticas de alguns torcedores sobre o fato de não ter comemorado o gol, Mateus Vital nãos e mostrou preocupado, e aproveitou para revelar que já esperava marcar um gol nesse sábado, justamente por se tratar de um confronto contra seu ex-clube.

“Paciência. Cada um comemora da maneira que bem entende. Hoje eu preferi não comemorar. Antes do jogo eu estava até pensando, eu estava sentindo que eu ia fazer o gol. Até o Pedrão, o zagueiro, falou que eu ia fazer o gol, que ia funcionar a lei do ex. E eu estava pensando: ‘comemoro ou não comemoro?’. No momento eu senti uma vontade de não comemorar, até meio que pedi uma desculpa para a torcida (do Vasco)”, contou.

“A gente vê no Instagram, a lei do ex que funciona no Brasil, aquela coisa toda. E funciona mesmo. A gente vê diversos jogadores sair de um clube para o outro. Essa lei funciona”.

O gol que garantiu o triunfo do Timão também chamou atenção por ter sido marcado de cabeça. Vital, que não balançava as redes há 29 jogos, nunca havia anotado um tento dessa forma em toda a carreira.

“Difícil imaginar eu fazendo gol de cabeça, né? Até no treino é difícil eu cabecear. Quando a bola veio alçada pelo Fagner, acho que ele procurou o Danilo, e o Danilo fez a movimentação correta, o zagueiro ficou preocupado com ele, e eu vi que o Raul não me viu atrás, achando que ele estava só. Eu consegui pegar o tempo da bola correto e empurrar para a rede”.

Na véspera do confronto direto pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, algumas das principais organizadas do Corinthians foram ao CT protestar, ameaçar e, no fim, tiveram uma reunião com os jogadores, dirigentes e o técnico Jair Ventura. Para Vital, o ato não prejudicou em nada o clima interno.

“Acho que não foi só protesto. Teve o apoio. Os torcedores conversaram com a gente, apoiaram. Eles estão totalmente (no direito deles), ainda mais essa torcida, que nos apoia os 90 minutos. Não tem nem o que reclamar. É só entender o que eles querem, e graças a Deus hoje funcionou”, opinou o jovem, sem esconder que será diferente encarar o Atlético-PR, quarta, em Curitiba, depois do triunfo sobre o Vasco.

“Jogar com aquele pensamento de ‘tem que fazer o gol, tem que vencer’… Isso te trava algumas vezes. Então, jogar amis leve é bem mais tranquilo e melhor”, reconheceu.

Para encarrar, o jogador explicou o motivo de ter pedido substituição pouco depois do gol marcado.

“Senti ela meio embolada, a posterior da coxa direita, e na hora que fui chutar a bola para frente, levantei demais a perna ali, e embolou. O médico preferiu que eu deixasse o campo”, concluiu.

 




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