Presidente do Corinthians explica escolha da comissão técnica e desistência por Rodrigo Santana

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(Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

O Corinthians se reapresentou nesta manhã, no CT Dr. Joaquim Grava, para dar início à pré-temporada, sob comando do treinador Fernando Lázaro. Em coletiva, o presidente Duilio Monteiro Alves explicou como se deu a escolha da comissão técnica, que, até agora, é formanda pelos auxiliares Thiago Larghi e Luciano Dias e pelo preparador físico Flávio Oliveira.

"O Fernando é o treinador do Corinthians e ele tem total condição e direito de escolher a comissão técnica dele, demos todos o apoio necessário e esteve junto com ele nas suas escolhas, e ele escolheu os profissionais que ele entende que vão ajudar e completar no dia a dia. Nós, como Corinthians, validamos tudo, entendemos que realmente são bons profissionais, que podem entregar o que se espera deles e, por isso, a comissão foi formada dessa forma", iniciou, depois de ter falado sobre Vítor Pereira e outros assuntos.

Quando questionado mais especificamente sobre Rodrigo Santana, que chegou a ser anunciado como auxiliar, mas após um dia, acabou desligado por conta de defender atos antidemocráticos, o mandatário se alongou mais e reconheceu a necessidade de ter mais cuidado com as contratações.

"É até legal esclarecer isso. O Corinthians é um clube, não preciso falar, democrático, que sempre lutou pela democracia e levantou essa bandeira, e isso vai sempre continuar, pela sua história e fundação. Para mim, é a maior conquista que o Brasil já teve e não existe pensar em um Brasil não democrático. O que eu queria separar bem é que a gente não está discutindo que se fulano ou siclano votou nesse ou naquele, de direita, centro, esquerda, isso é democracia, isso é o que a gente defende. O Corinthians jamais vai deixar de contratar um profissional por escolhas A, B ou C", falou.

"O que a gente tem muito claro, neste caso, é que o que estava sendo defendido pelo profissional era um golpe militar, o fim da democracia, e isso a gente tem a opção de contratar ou não, a nossa opção foi não contratar. Não tem problema nenhum ele defender isso e quer continuar defendendo, é um direito dele, que a democracia permite. O Corinthians optou por não trazer esse profissional, não pela escolha política, mas sim por estar defendendo um golpe, e também porque isso traria um problema diário para a comissão técnica que está começando, para o dia a dia do clube, a gente não quer começar com questionamentos".

"A gente teve conhecimento (sobre o fato) quando passamos a vocês (imprensa) e aos nossos torcedores, de que a contratação não seria mais feita. Existe o compliance no clube, que vem sendo implantado há dois anos, mas não é simples, são muitas áreas que ele atua, é terceirizado, um órgão separado. Mas, sim, temos que chegar ao ponto de checar para evitar chegar a esse ponto, de trazer um profissional e depois não concretizar. Temos que estar mais prontos para isso, e o trabalho para tal está sendo feito", finalizou.

Vale lembrar que, recentemente, um conselheiro do clube, Jacinto Antônio Ribeiro, o Jaça, foi alvo de reclamações e críticas de torcedores por disseminar fake news e pedir intervenção militar. Ele não tem cargo dentro do Corinthians, mas é influente nos bastidores. Ao portal Meu Timão, ele afirmou que as postagens foram "sem querer" por "não ter prática nas redes sociais".

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