Diretor do Corinthians fala em baixar folha salarial por 2019 "muito bom"

Tomás Rosolino - São Paulo,SP

15-06-2018 07:48:21

Diretor espera uma nova entrada de receitas em 2019 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O Corinthians vive uma expectativa por reforços e mudanças na péssima impressão deixada sob o comando de Osmar Loss antes da Copa do Mundo, mas o torcedor alvinegro pode ver a equipe perder ainda mais forças no segundo semestre. De acordo com palavras do diretor de marketing da equipe, Luis Paulo Rosenberg, a folha salarial segue alta e, para sanar as finanças do Timão, seria necessário baixá-la desde já.

"Não há nada que se possa fazer para evitar essas saídas. Nossa folha salarial é das mais invejáveis do país. Nesse processo de reestruturação financeira, pelo menos por um ano, é essencial baixar ela um pouco. Mas o Corinthians não vai vender jogador para pagar despesa", analisou Rosenberg, presente ao evento de apresentação de uma parceria com a Spott, que visa a aumentar a interatividade do clube com o seu torcedor.

Uma explicação para isso poder ser, por exemplo, o déficit do primeiro trimestre deste ano, que registrou o clube com R$ 2,6 milhões a mais de despesas do que de dívidas, principalmente por causa da sede social. No total, já são R$ 475,9 de dívidas totais do Corinthians.

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"Se você for analisar o financeiro, que não é minha área, esse é um segundo semestre difícil pela frente. Aí o primeiro de 2019 vai ser de transição e o segundo vai ser muito bom", continuou Rosenberg, justificando o otimismo por 2019 devido a um polpudo novo contrato com a televisão. Além disso, ele espera resolver até lá o novo patrocínio master e os já míticos naming rights da Arena. O objetivo: ser grande no mercado.

"Quando o Corinthians vai poder entrar na disputa pelo Cristiano Ronaldo? A meta é o marketing faturar 1 bilhão de reais por ano. Estamos na metade. Se continuar com bons times, a base revelando craques... um clube forte de um país emergente tem que ter essa geração de talentos como um complemento importante", observou, lembrando alguns movimentos já registrados por ele.

"Temos que ter um bom apoio na geração da base, transformando o Corinthians em um time cada vez mais rico, você vai ver com que naturalidade você vai passar de supridor para também consumidor. Quando buscamos o Ronaldo ele já era um jogador em fim de carreira. O Pato, não, já era um cara que pensávamos que poderíamos fazer dinheiro depois. Essa é a estratégia", concluiu.


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