Danilo Avelar mergulha em tema racial e pede segunda chance no Corinthians: "Vou conquistar essas pessoas"

Tiago Salazar - São Paulo,SP

22-09-2021 18:58:19

No dia 23 de junho, Danilo Avelar se viu envolvido em uma polêmica que transcende o futebol. A injúria racial cometida pelo jogador de 32 anos em uma sala de bate-papo de gamers do jogo Counter-Strike colocou sua carreira em xeque, e fez o Corinthians decidir por uma ruptura.

A um dia daquele ato completar três meses, Danilo Avelar falou à Gazeta Esportiva, com exclusividade, sobre como tudo acorreu e de que maneira ele resolveu agir a partir disso, mergulhando no tema e assumindo o erro.

Ciente de que as inscrições no Campeonato Brasileiro se encerram na próxima sexta-feira, Danilo Avelar pede uma segunda chance, e tem esperança de que pode acontecer.

À reportagem, o presidente Duilio Monteiro Alves afirmou, em agosto, que nada havia mudado. E, nesta quarta-feira, a assessoria de imprensa corintiana reforçou o posicionamento que já havia tido o início de setembro. Portanto, Avelar tem pouco tempo para convencer a diretoria alvinegra à reconsiderar.

O lateral/zagueiro tem contrato com o Timão até o fim de 2022, não pensa em ir embora e está prestes a ser liberado pelos departamentos médico e físico depois de ter rompimento o ligamento cruzado anterior do joelho direito, em outubro de 2020.

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Leia a entrevista exclusiva com Danilo Avelar:

Eu queria começar te agradecendo por você ter topado falar com a gente e, como você está há tanto tempo se falar com a imprensa, eu queria saber como você está?

"Eu estou recuperando fisicamente e mentalmente, espiritualmente, acho que esse é meu foco principal, estou querendo evoluir como ser humano, acho que por isso esse silêncio nesse tempo todo, no qual eu tive que entender muitos pontos, muitas coisas, buscar forças e evoluir. Ficar parado, sentado, com os braços cruzados não é meu perfil. Então, fui em busca de ajuda, de informações, em busca de estudos, para conseguir passar para as pessoas informações importantes no qual eu nunca tive, para eu não cometer o mesmo erro e tentar, de alguma forma, minimizar o erro das pessoas".

Para irmos por uma ordem cronológica, quando você comete a injúria racial, eu queria que você explicasse por que aquilo aconteceu, qual foi a circunstância, por que você tomou àquela atitude?

"Eu estava em um jogo online, e quem joga esses jogos sabe que é um ambiente bem turbulento em termos de nível de estresse, de xingamentos, e eu tive a infelicidade de cometer um ato em um momento que eu não estava sob controle. Eu estava jogando contra um estrangeiro, no qual ele tem essa tendência de que brasileiro sempre é macaco, favelado, pobre. Quem joga vai saber muito bem o que estou falando, é constante essas acusações do pessoal estrangeiro quando encontra brasileiro em jogos online. Foi o que aconteceu comigo. Durante esse jogo, que durou em média 45 minutos, teve isso. Quando eles viram que éramos brasileiros, sem saber foto, sem saber nome, simplesmente pelo fato de... você tem uma sigla que mostra que você é do Brasil, todo momento xingando, falando que somos pobres, favelados, racistas, macacos, isso e àquilo, e aquilo vai te deixando com raiva, nervoso, e é o que eles querem. Não estou jogando a culpa para outra pessoas, quero deixar bem claro, assumo minhas responsabilidades, mas em um momento errado eu cometi o erro de querer responder na mesma moeda. Eu tive uma expressão muito infeliz, com essa injúria racial, que no momento eu não percebi, e aí acabou o jogo, fui me deitar e teve a toda repercussão, porque printaram a minha escrita. Não tinha minha imagem, não tinha minha voz, não tinha meu áudio, nada. Era simplesmente a minha escrita, mas as pessoas sabiam que era meu codinome, meu nick, dentro do jogo. E quando eu vi que teve esse fato, comecei a analisar, entender e, em nenhum momento, eu quis fugir as minhas possibilidades. Eu entendi o erro, não sabia o por que isso aconteceu, mas eu encarei de frente, como estou encarando, para poder, com o meu erro, evoluir e melhorar".

Eu recebi a informação de que você foi pego de surpresa com a atitude do Corinthians, que decidiu que você não defenderia mais o clube. Eu queria que você revelasse essa conversa: como ela ocorreu, como foi esse papo e o que você acha que pode ser uma solução?

"Obviamente, analisando agora, depois de um tempo, eu consigo ter uma noção de que não é fácil você lidar com essa situação, porque ninguém está preparado. A gente não cresceu preparado, a gente tem uma falha educacional muito grande em um tema muito importante no qual a gente não tomou conhecimento, a gente não teve instruções, eu não tive instruções, de como lidar com um ato deste sentido, como lidar com uma falha grotesca que eu tive. E acho que da parte do clube também, de ter um funcionário de uma instituição gigantesca cometendo algo grave. Acho que todo mundo é pego de surpresa. E você tem uma repercussão pública que te faz acelerar uma decisão onde se precisa de tempo, porque é um fato delicado. E só estando na situação e no lugar da pessoa para você entender que não é uma coisa que você resolve no calor do momento. Existem coisas que, talvez, sim, mas esse caso precisa e precisou de um tempo para se entender, analisar. Porque você passa uma mensagem. Além de ter coisas burocráticas, coisa contratual, aspectos morais, mas você sempre vai passar uma mensagem para uma grande massa com aquilo que você, como instituição, vai fazer. E eu senti esse ponto de interrogação, que é supernormal. Cai no colo uma situação turbulenta, várias pessoas cobrando e você tem de ter uma atitude rápida. Entendo, entendi, porém, internamente, a gente teve um outro papo, uma outra conversa, uma coisa que vai ficar entre a gente até tudo se resolver perfeitamente, porque quem está ao meu redor e está no meu dia-a-dia, que são essas pessoas, diretoria, atletas, funcionários, família, amigos, eles me conhecem muito bem, mas muito bem, e sabem a pessoa que eu sou. Nunca houve uma dúvida ou um desconfiômetro, ou um ponto de interrogação sobre a minha pessoa. Por isso que as coisas foram conduzidas de uma outra forma, talvez mais fria, em um momento que estava muito quente.

Te pegou de surpresa?

"Me pegou de surpresa, mas, internamente, a gente se entendeu. A gente sabia que alguma coisa tinha de ser feita e só o tempo vai poder melhorar essas cicatrizes. Acho que precisei desse tempo, clube precisou desse tempo também, que já vai dar três meses, o clube precisou desse tempo também para as coisas se estabelecerem da melhor maneira. Fiz questão de buscar muitas informações antes de falar qualquer coisa no dia, na semana, nos outros dias, porque não é uma coisa que você aprende da noite para o dia, não é uma coisa que você vai aprender da noite para o dia. É a vida inteira".

Você não emitiu uma nota e assume o seu erro. Eu sei que você foi atrás de buscar conhecimento, in loco, entender a realidade e por que tanta gente se ofendeu. Onde você foi, com quem conversou e o que absorveu dessa experiência?

"Eu fui buscar, sim, informação. Quando eu entendi, quando eu vi a repercussão, quando eu vi o que eu cometi, eu me assustei com a minha atitude, que não é digna daquilo que eu fiz, e as pessoas que estão ao meu redor também se assustaram, eu falei 'pera aí, alguma coisa está errada'. Ninguém faz nada por acaso, entende? E eu fui buscar o por que dessa atitude, sendo que eu nunca me senti algo nesse sentido. E aí eu fui. Eu tenho um coach, o Angelo, a gente conversou e ele me ajudou, falou 'vamos em busca de informações, vamos sair da bolha'. E eu 100% disposto de sair da minha bolha, da minha realidade e buscar informações. Fui junto com o pessoal da Cufa (Central Única Das Favelas), eles estenderam a mão pra mim, eles entendem que você precisa resgatar uma alma, e não jogar ela no lixo. Porque jogar ela no lixo, como muitos queriam, não é o exemplo que você passa e não é a causa que vai ser resolvida. Então, eles estenderam a mão pra mim. Fui na Cufa em Heliópolis, fui no Parque Santo Antônio, fui conhecer comunidade, pessoas, fui estudar, fiz cursos com eles, fiz ações com eles, fui entender por que as pessoas têm esse desabafo que eu tive no jogo, errado, muito errado. Por que existem essas diferenças sociais, que está atrelada totalmente à parte racial também, há uma questão institucional e estrutural do nosso país. Então, fui absorvendo muitas coisas interessantes e, paralelo a isso, fazendo cursos com a Winnie Bueno, ativista inteligentíssima, que está me ajudando muito na causa e vai me ajudar muito daqui para frente, junto com a Cufa e outras instituições, que entenderam que eu preciso entender o que aconteceu, entender o que é o racismo, que vem lá da parte da escravidão, entender que nós brancos temos um privilégio, que está na nossa frente e a gente não enxerga, porque há uma falha educacional muito grande que a gente teve, e tem. Porque precisa ter uma conduta mais séria sobre a causa, se não a gente nunca vai conseguir combater isso. E silenciar o tema, ou você achar que 'não sou racista e é isso'... Isso não adianta. O silêncio não adianta, ele pode evitar, mas ele não adianta. Você precisa fazer algo para combater o racismo, e é isso que eu gostaria de convidar as pessoas, para buscarem informações para tentarem entender o por que existe essa diferença tão grande em um país que a maioria é considerada negra e a gente tem uma diferença gigantesca em parte social e racial, e não deveria ser assim. Direitos iguais".


Eu não tenho dúvida que as pessoas podem concordar com você, mas, certamente vão se indagar: o Danilo Avelar, com a condição de vida que ele tem, ele não sabia disso? Ele não teve acesso a uma boa educação, ele está descobrindo isso agora?  Como você explica para essas pessoas que o Danilo Avelar, apesar de ter uma condição de vida bacana e ser jogador de futebol, tem uma experiência que foge disso?

"Sem dúvida. Essa questão educacional que eu falo, ela serve para qualquer tipo de classe. Eu, sim, fui um cara privilegiado por ter uma condição familiar excepcional para eu poder ter sucesso na minha carreira, mas isso não me faz melhor ou pior que ninguém. Todo mundo é falho, e eu fui falho. Isso mostra que a gente não está preparado, ou não foi preparado para entender certas situações. E eu fui pego nisso. Eu sempre fui um cara que passei uma posição para as pessoas que estão ao me redor de exemplo, sempre prezei isso, a minha vida inteira, e é o que eu quero passar para o meu filho. Então, quando eu me vi nessa situação, eu me assustei. 'Cara, o que eu vou mostrar para o meu filho, se eu cometi um ato que eu não percebi?'. Então, ele está muito mais fundo, muito mais enraizado na nossa sociedade do que a gente imagina. E eu não imaginava isso. Pra mim, soava natural, porque eu nunca fui instruído a ter essas informações que eu tive agora. E isso é corriqueiro na nossa sociedade. Por isso me fez esse alerta e me espanta. Por que eu não aprendi isso antes? Por que eu não fui buscar essa informação antes? Tive de errar para aprender? Tive de errar para aprender. Mas, por que não, agora, com o meu erro, eu convocar as pessoas para aprenderem também, e não esperar as pessoas errarem para aprender? Eu me sinto nesse papel, nessa função, de passar para frente essa mensagem, com a minha experiência, com a minha situação. Pode custar muito caro, tenho ciência disso, mas não vou ficar de mãos atadas esperando a vida me dar uma outra oportunidade. Eu vou buscar outra oportunidade, eu quero buscar uma outra segunda chance. Eu quero melhorar, buscar evoluir para passar isso para as pessoas, de algo que eu não sabia. Nunca me senti racista. Nunca, nunca, nunca! Mas, eu cometi um erro. Quantas pessoas não se sentem racistas? Mas, o que elas fazem para evitar isso? Talvez, nada? é um assunto muito profundo, e importante, que eu não tinha conhecimento, e agora estou tendo, e acho que é o único caminho para a gente melhorar essa desigualdade no país e no mundo".

Eu quero entrar no assunto da sua família. Você acabou de ser pai, um momento especial na tua vida e, de repente, deve ter sido um baque. Como foi, como vocês trabalharam isso?

"Eu costumo falar assim: se as coisas caíssem só sobre o meu colo, tranquilo, porque eu consigo absorver toda responsabilidade, todo peso e toda a consequência, porque tive uma estrutura forte para isso. Mas, quando afeta família e envolta, você não tem o controle disso, e aí machuca. Eu sempre procurei ser positivo, dizer 'vocês me conhecem, sabem quem eu sou'. Muita gente estendeu a mão, muita gente me deu apoio, porque sabe da pessoa que eu sou, mas não posso ficar por isso. Eu tenho de levar isso à frente, que é o que eu já estou fazendo. Eu não sabia, mas tem muitos...por exemplo, meu filho tem sete meses, graças a Deus ele ainda não entende toda a repercussão que aconteceu, então, eu tenho tempo de poder ensinar ele. Talvez, Deus prepare as coisas que a gente não entende. Eu tive de errar para evoluir, e não só eu, mas quem está ao meu redor também. Então, meu filho pequeno, hoje, a gente já consegue instruir ele de uma melhor maneira, consegue colocar desenhos que têm inclusão racial e social, que fazer as crianças terem uma coisa visual, coisa que eu não tive. E a gente precisa ter essa parte educacional desde a base para as novas gerações terem uma assertividade muito maior, e não terem as falhas que eu tive, por exemplo, que muita gente tem e não percebe".

Você acha que essas suas atitudes serão suficientes para fazer o Corinthians mudar de ideia? Te pergunto no sentido de saber se você tem alguma informação. Eu estive com o Duilio em agosto e ele disse que nada havia mudado. Muito tempo se passou. Algo mudou? Até sexta pode inscrever jogador no Campeonato Brasileiro. Você tem essa esperança?

"Sem dúvida. Não é à toa que fui buscar evoluir. Repito, minha primeira preocupação foi... eu tive que evoluir como pessoas, tive de evoluir como ser humano, porque de nada adiantaria eu fazer uma boa figura na semana seguinte só para garantir o meu emprego. Acho que isso não vai mudar o mundo, não vai mudar o país e nem vai me mudar. Então, eu tive que silenciar, por os pés no chão e buscar informações, buscar o fato e entender, de fato. Paralelo a isso, segui me recuperando normalmente, estou treinando normalmente, existem muitos pontos de interrogações internos, e aí cabe a eles. Eu sou um funcionário do clube, eu amo esse clube, sempre deixei bem claro minha paixão pelo clube, minha vontade de jogar aqui, realizei meu sonho e espero manter meu sonho sempre ativo".

Mas, não houve uma manifestação para você, direta?

"Ainda não teve, porque a rotina ali é tão intensa, de treinos, tudo, viagens, que a gente não sentou para conversar. Eu estou treinando, estou em recuperação e preciso, até por lei contratual, quando um atleta é lesionado jogando por um clube, ele tem de voltar 100% para se ter uma decisão, então, eu estou nessa fase de recuperação de uma lesão que é gravíssima, que exige muito tempo, paciência e calma. Então, estou treinando já bem forte, sem dores e, talvez, essa conversa pode ser que seja o mais rápido possível, justamente pelo o que você citou, de sexta-feira ter a lista"

Sobre a recuperação, você já está naquela fase de transição física ou já está treinando com os caras, com bola?

"Bola. Intercala um pouco, porque não somos uma máquina, o joelho ele responde, às vezes, de uma forma boa e em outras, não. Então, é uma fase de readaptação, é quase um ano longe, tem toda a questão física, de impacto, músculo, cuidados com o corpo, para ter um resultado, uma performance muito alta. Tenho tido bastante treinos em campo, com bola, dando carrinho, voadora, cabeceio, chutando e, em outros (treinos), que a gente fica mais na fisioterapia, recuperação, musculação, pra fazer uma coisa harmônica e não acelerar um processo e ter um problema lá na frente, e piorar de novo".

Pensando em você, em carreira, independentemente de estar certo ou errado, eu me pergunto se seria bom para você continuar no Corinthians, porque não sabemos como será a reação, o público vai voltar daqui a pouco. Você teme por isso? Você entende que é possível dar a volta por cima dentro do Corinthians, convencendo essa galera que te quer fora do Corinthians? Você está disposto a encarar isso?

"Sem dúvida. Óbvio que em devidas proporções, não foi a primeira turbulência que eu tive no Corinthians. Em 2018, quando eu cheguei, a grande maioria me queria fora do clube. Eu entendia o questionamento, o tempo, mas estávamos falando de parte profissional, técnica. e eu insisti, persisti e mostrei que é possível dar a volta por cima, e eu dei a volta por cima em 2019. A gente foi campeão, eu fui eleito o melhor lateral e a gente teve bons resultados. E o mais importante, a torcida enxergou que eu visto a camisa, e sempre vou vestir, entendo o que é ser corintiano, já xinguei muito jogador quando eu assistia pela televisão e eu era moleque, superentendo a cobrança da torcida, e não vai ser diferente agora. Mas, da mesma maneira que eu provei que eu tenho superação, força de vontade para melhorar, eu vou provar novamente. E é isso que eu gostaria de passar para as pessoas: errei, mas não vou ficar quieto. Eu vou evoluir. Eu estou evoluindo como ser humano, como todo mundo deveria, independente da situação, mas eu aprendi com meu erro, que foi um erro grave, e eu espero uma segunda chance, porque eu tenho um carinho com a torcida, e a torcida sabe da minha representatividade, sabe o que eu entrego em campo, que é importantíssimo, e é isso que eu quero voltar a fazer. Entrar em campo com meu filho é meu próximo sonho, mostrar pra ele o que é essa torcida, que é maravilhosa, que é calorosa e ensinar ele o que é ser corintiano".

Você acha que vai estar pronto para entrar em campo quando?

"Isso é muito difícil de responder, porque depende muito da reação do corpo. Eu tenho tido um sucesso absurdo, que está me deixando muito feliz, pela evolução. Porém, não se trata simplesmente de 'está pronto? Vai e joga'. Eu acho que tratando todo dia, tendo o trabalho, sem nenhuma intercorrência, sem nenhuma dorzinha daqui e dali, o que é um pouco difícil (risos), eu acredito que, não sei, três semanas, 15 dias, 20 dias, um mês... depende muito da evolução e da necessidade. Uma coisa coisa é você treinar, outra coisa é o jogo. E no jogo você não pode vacilar. Você entra na Arena ali, não tem como não entregar suor e sangue. Eu não posso me permitir não estar 100%, porque quando estiver lá tem de estar 200%".

Se você não tiver sucesso no convencimento à diretoria do Corinthians, o que você pretende fazer da sua carreira? Você pensa em planos B? O que você em fazer se esse Plano A, de ficar no Corinthians, não der certo?

"Olha, o plano A é ficar no Corinthians e o Plano B é tentar ficar no Corinthians. Sempre deixei muito bem claro isso. Não vou medir esforços para ficar, porém, tenho respeitar certas decisões, caso isso não aconteça. Tenho contrato até o ano que vem ainda e espero cumpri-lo perfeitamente e prorrogar mais ainda, porque não me vejo em outro lugar. Porém, tenho de ser profissional. Se, por força maior, isso acontecer, Deus vai guiar meus próximos passos, mas eu tenho convicção, tenho certeza, que tem muita gente me esperando em campo, eu sei disso. E tem muita gente que não me quer em campo, mas essas pessoas eu vou conquistar, de alguma forma. Assim como eu conquistei, em 2019, algumas pessoas que me criticaram e dei a volta por cima, não vou medir esforços para ter essa segunda chance, porque acho que todo mundo merece uma segunda chance. Então, espero aqui, de coração, que esse meu erro possa se refletir nas pessoas, para as pessoas não cometerem o mesmo erro que eu e entenderem que eu estou evoluindo, vou evoluir e sou uma pessoa muito disposta a voltar a jogar e dar o melhor de mim.

 

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