Campeão paulista de 2018, Fábio Carille já não queria pensar no problema que tanto o perturbou nos últimos meses, a falta de um goleador desde a venda de Jô para o Nagoya Grampus, do Japão. “Deixa eu curtir agora”, sorriu o treinador, no domingo, com uma faixa no peito e já pensando em conquistar outras.
“Vamos buscar as coisas do nosso jeito, quietinhos, trabalhando bastante”, avisou Carille, que conviveu com o estigma de quarta força do futebol paulista em 2017, quando conquistou os títulos paulista e brasileiro. Em 2018, as contestações voltaram graças às carências do seu elenco – e ele já conquistou novamente o Estadual.
Para Carille, o diferencial do muitas vezes desacreditado Corinthians é contar com um “grupo maravilhoso, que compra a ideia e sabe das suas limitações”. Ao tocar no assunto, ele citou o meia Rodriguinho, que já reclamou publicamente de ter que atuar mais adiantado no esquema tático sem um centroavante.
“É isso. Às vezes, o Rodriguinho é prejudicado. Seria necessário que tivéssemos um jogador mais adiante e não temos, mas ele se doa do mesmo jeito, mesmo com uma marcação mais forte”, elogiou Carille.
Mesmo satisfeito com o empenho de Rodriguinho e dos demais campeões paulistas, o técnico do Corinthians ainda espera que o presidente Andrés Sanchez encontre um novo atacante de referência no mercado. Com ou sem esse jogador, porém, continuará a buscar as coisas do seu jeito.
“Independentemente do que falam, nós nos fechamos no CT e trabalhamos muito. Temos uma linha e procuramos segui-la o tempo todo”, concluiu Fábio Carille.