Carille deixa polêmica de arbitragem de lado e vê título merecido

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Após ser brindado por alguns dos seus comandados com um banho de água e isotônico, enquanto concedia entrevista coletiva, o técnico Fábio Carille enxugou o rosto com as mãos para falar sobre a partida que sacramentou a conquista do seu segundo título paulista pelo Corinthians. Sorridente, só adotou um tom de seriedade quando o assunto era a polêmica que marcou a vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, com triunfo por 4 a 3 nos pênaltis, neste domingo.

“Não vi as imagens ainda”, adiantou Carille, sobre o pênalti que o árbitro Marcelo Aparecido marcou e desmarcou no segundo tempo, quando o volante Ralf se encontrou com o atacante Dudu dentro da área. “Vou falar o que me falaram: o Ralf pega primeiro na bola. Depois, posso ver as imagens e até ter outra opinião”, continuou.

O que Carille não queria era valorizar demasiadamente a controvérsia. “Isso não diminui em nada a nossa conquista. Se o árbitro voltou atrás para fazer o certo... Ficaria sujo para o Palmeiras ganhar com um pênalti que não foi? Poderíamos até estar chateados se tivesse sido pênalti, mas, se o árbitro fez o certo, não se deve diminuir nada”, bradou o treinador, ao saber que o presidente palmeirense Maurício Galliotte considerava o campeonato “manchado”.

Carille preferiu enaltecer as adversidades que o Corinthians precisou superar para ser campeão paulista de 2018. O seu time ficou em desvantagem em todos os confrontos de mata-mata, contra Bragantino, São Paulo e, por fim, Palmeiras. No último deles, perdeu por 1 a 0 em casa no jogo de ida e teve que reverter o resultado em um Allianz Parque com torcida única.

“Estávamos nos preparando para jogos a cada dois dias, sempre correndo atrás. Foi desgastante demais. Depois que perdemos para o Palmeiras, fiz questão de dar dois dias de folga para o elenco viajar, esfriar a cabeça, fazer o que quisesse. Era necessário. Graças a Deus, as coisas caminharam de uma forma muito merecida. O Corinthians é merecedor porque lutou bastante”, disse Carille.

Para o técnico, o Corinthians passou a contabilizar 40% de chances de ser campeão depois que foi derrotado pelo Palmeiras em Itaquera. “Antes, era 50% para cada lado. Vamos parar de falar um pouquinho em quem investiu mais. Um pode investir mais, outro menos, um pode ser ofensivo, outro defensivo, mas, quando é clássico, não existe favoritismo”, concluiu o bicampeão paulista Fábio Carille, elogiando o seu colega vice-campeão. “O Roger, com três meses de trabalho, tem uma equipe pronta e chegou a uma final”, defendeu.

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