Análise: Corinthians muda peças e forma de jogar, mas não se encontra em Limeira

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(Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians)

Por Marina Bufon

O Corinthians não conseguiu sua primeira vitória fora de casa na temporada. Contra a Inter de Limeira, no Major Levy Sobrinho, ficou no 0 a 0 com uma equipe bastante modificada em campo.

Fernando Lázaro não pôde contar novamente com Fausto e poupou Maycon, que está fazendo controle de carga. Paulinho, segundo o treinador em sua coletiva de apresentação, deve estar à disposição em breve.

Além disso, Lázaro optou por iniciar com Rafael Ramos e Matheus Bidu nas laterais, além de colocar Du Queiroz como primeiro volante, Cantillo e Giuliano mais à frente e, no ataque, Romero, Róger Guedes e Yuri Alberto.

Com o 4-3-3 pela primeira vez no ano, a equipe teve dificuldades de criação muito claras, com uma lentidão acima do normal e pouca aproximação entre os jogadores, que se viam, muitas vezes, isolados e sem opções para toque.

Com isso, a melhor forma de se chegar ao ataque foi com bolas longas. A única chance, no primeiro tempo, foi com Róger Guedes, que recebeu pela esquerda e chutou colocado, para fora.

Já do outro lado, a Inter, acostumada ao pesado gramado e, aparentemente, mais ligada ao jogo, teve três chances claras de abrir o placar nos 15 primeiros minutos, a principal delas pelas costas de Rafael Ramos, em chute de Iago Teles. Cássio fez uma grande defesa, como de praxe.

A partir do momento em que Cantillo foi recuado e Du foi para um lugar mais confortável, um pouco à frente, o Corinthians passou a ter mais a posse de bola e controlar mais o duelo, porém, ainda sem levar nenhum perigo.

Mesmo com essa dificuldade principal, o time voltou sem alterações para a etapa complementar e apresentando os mesmos problemas, ainda que com um pouco mais de "intenção" - Guedes novamente apareceu com chute venenoso e Giuliano cabeceou para fora. Depois, Romero chutou mascado dentro da área, com perigo.

Entraram, em diferentes momentos, Roni, Renato Augusto, Fagner, Adson e Fábio Santos, mas, mesmo com alguns "titulares" em campo, pouco se viu de diferente. O time controlava o jogo, mas não dominava, ainda mais com uma Inter de Limeira totalmente fechada.

Com Renato e Adson em campo, o esquema mudou para uma espécie de 4-2-3-1, mas a bola quase nunca chegou em Yuri, que sofreu várias faltas e, por isso (ou pelo esquema ou pelo gramado), ficou apagado. Bem apagado.

Os melhores, portanto, foram Cássio e Róger Guedes. O camisa 10, aliás, esteve bastante móvel, flutuou pelos lados do campo e também pelo meio, voltou para buscar a bola e protagonizou os lances que já comentamos. É seu terceiro jogo seguido.

Quase ia me esquecendo: dois lances polêmicos aconteceram. No primeiro, Giuliano sofreu uma solada de Léo Duarte dentro da área e, no segundo, Romero foi segurado antes de finalizar. Para mim, foi penalidade no caso do atacante, mas não do meia. Porém, nem árbitro e nem VAR (comandado por Thiago Duarte Peixoto...) viram infrações e o jogo seguiu.

Se são apenas três partidas na temporada e ainda é difícil fazer uma avaliação do trabalho (ainda mais porque as escalações de quarta e sábado foram diferentes), nunca é tarde para acender a luz de alerta quando se fala em "jogos fora de casa", uma verdadeira pedra no sapato do Corinthians na temporada passada.

Independentemente se é início ou não de ano e/ou de trabalho, longe dos seus domínios e contra uma equipe tecnicamente inferior, o time deveria ter sido bem mais agudo no ataque (foi apenas uma finalização certa, a cabeçada de Gil nas mãos do goleiro) e ter sofrido bem menos na defesa (Cássio salvou gol de Iago).

Porém, sim, vamos dar tempo ao tempo, o ritmo de competição ainda está chegando, mas o entrosamento... Esse precisa estar em dia, afinal, somente dois atletas novos chegaram até agora. E mesmo com escalações tão diferentes.

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