A demissão de Alexandre Gallo do comando da Seleção Brasileira olímpica foi considerada arriscada até mesmo por quem participou da decisão, o coordenador Gilmar Rinaldi. Com a saída do antigo comandante, o técnico Dunga acumulará a equipe principal com a sub-23 e, assim, estará à frente do Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro. A partir de agora, o ex-volante quer usar mais garotos no grupo de cima
“A princípio, em jogos amistosos, teremos mais jogadores da Seleção olímpica para mesclar o mais rápido possível. É um bom caminho, porque é diferente das outras Olimpíadas, já que muitos jogadores estão jogando como titulares em seus times. Isso vai facilitar a mescla com a Seleção principal”, afirmou o treinador, em entrevista à TV Globo.
Dunga reconhece que ficou surpreso com a saída de Gallo neste momento e confirmou que a CBF vai tentar negociar com o Barcelona para Neymar ser um dos jogadores acima de 23 anos a defender o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.
A demissão de Gallo foi anunciada pela CBF na noite de sexta-feira, mesmo depois de o treinador ter definido a lista de convocados para o Mundial sub-20. Gilmar Rinaldi entende que era o momento de mudar, mesmo sabendo do desgaste que isso pode causar.
Dunga acumula agora Seleção principal com a olímpica depois da demissão de Gallo - Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press
“No futebol, você não pode ter medo de errar. Quando está convencido de que tem que fazer alguma coisa, você tem que agir. Sabemos que é um pouco arriscado e do desgaste que tem isso, mas tínhamos também a consciência de que era o momento de mudar um pouco a diretriz. O trabalho do Gallo foi muito bom, a gente vai usar muita coisa do que foi feito, mas esse era o momento de definir algumas coisas que o presidente Marco Polo (Del Nero) deixou muito claro. Ele quer algumas coisas novas no futebol e com uma abertura muito maior. E é o que a gente começou a fazer”, comentou o dirigente, ao Sportv.
Enquanto Dunga comandará o time olímpico, a Seleção sub-20 ficará sob a responsabilidade de Rogério Micalle, que deixou a base do Atlético-MG e já comandará a equipe verde e amarela no Mundial da categoria da Nova Zelândia.