COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Neste sábado, a Bélgica derrotou a Inglaterra, em São Petersburgo, e garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo da Rússia, feito que coroou o bom futebol apresentado pelos comandados de Roberto Martínez e deu a talentosa geração a marca de melhor campanha do país na competição. Nome importante da trajetória, Eden Hazard foi eleito mais uma vez o melhor em campo.

Depois de ser considerado o “cara do jogo” nas partidas contra Tunísia, na fase de grupos, e Japão, nas oitavas de final, o atleta do Chelsea voltou a jogar o fino da bola na disputa do terceiro lugar. Como de costume, Hazard se mostrou participativo e funcionou como um “motorzinho” pelo lado esquerdo de ataque da seleção belga.

Bem marcado pelo povoado sistema defensivo inglês, o jogador atuou como um armador na primeira etapa, e só finalizou uma vez, já no final do tempo, quando saiu da esquerda para dentro, mas acabou bloqueado pela zaga.

No segundo tempo, a Inglaterra foi para o ataque e deu espaços na defesa, e quando Hazard tem liberdade, é letal. Nos minutos finais do tempo regulamentar, o meia-atacante recebeu passe de De Bruyne, ganhou a frente da marcação e bateu forte, decretando a vitória belga por 2 a 0.

Três vezes melhor em campo, Hazard deixa a Rússia com três gols e duas assistências, números que ajudaram a Bélgica sair do torneio como melhor ataque, com 16 gols. Para alegria das Copas do Mundo, a Rússia não deverá ser a última lembrança do jogador na principal competição de futebol do planeta, uma vez que chegará ao Catar com 31 anos.



O técnico Roberto Martínez poderá dar adeus à Rússia como o homem responsável pelo time com o melhor ataque da Copa do Mundo. Com a vitória sobre a Inglaterra por 2 a 0 neste sábado, a Bélgica foi a 15 gols na competição e assegurou o histórico terceiro lugar, melhor resultado da equipe em Mundiais. Justamente por isso, o treinador espanhol não esconde o orgulho de seus jogadores e crê que eles deixarão um legado para as próximas gerações.

“Talvez a gente pudesse marcar mais gols, porque criamos quatro, cinco oportunidades. O desejo dos jogadores de marcarem gols, de continuarem jogando da melhor maneira possível, foi o que construiu esse resultado. Mais de dez gols marcados, temos algo para a história dessa competição. Esse legado vai permanecer conosco nos próximos anos”, disse Roberto Martínez.

Neste sábado, a Bélgica precisou de apenas três minutos para abrir o placar contra a Inglaterra. Extremamente eficiente, assim como já havia se mostrado nas quartas de final, contra o Brasil, o time liderado por Hazard não deu muitas chances para a Inglaterra, que ainda sofreu mais um gol, este marcado pelo jogador do Chelsea, para liquidar a fatura no estádio Krestovsky.

“Foi um jogo no qual começamos muito afiados, mas claro que depois a gente passa por um período em que o cansaço acaba batendo um pouco e isso pode nos afetar. Mas o jogo era contra a Inglaterra, uma boa equipe. É preciso se manter concentrado todo o tempo, e os jogadores mantiveram essa concentração de maneira incrível”, prosseguiu o treinador.

“Esses jogadores mereceram isso, porque o talento acaba te levando a algum lugar. Esses jogadores não só confiaram no talento da equipe, mas em todo o trabalho de grupo que eles realizaram até aqui para chegarem nesses resultados. O padrão de desempenho foi fantástico, eles quiseram que cada cidadão belga ficasse extremamente orgulhoso e eles conseguiram”, concluiu.



A Bélgica encerrou sua campanha na Copa do Mundo de 2018 de forma honrosa neste sábado, em São Petersburgo. Enfrentando a Inglaterra pelo terceiro lugar da competição, os Red Devils foram cirúrgicos logo no início da partida, assim como já haviam sido contra o Brasil, nas quartas de final, e acabaram vencendo os adversários por 2 a 0, graças aos gols de Meunier, aos três minutos de jogo, e Hazard, já no final do segundo tempo.

Com o resultado, o time comandado pelo técnico Roberto Martínez entrou para a história do futebol belga. Nenhuma geração do país chegou tão longe quanto essa de 2018 em uma Copa do Mundo. Em 1986, a Bélgica também foi eliminada na semifinal, porém, na disputa pelo terceiro lugar acabou derrotada pela França.

A Inglaterra, por sua vez, perdeu a grande oportunidade de fazer sua melhor campanha em Mundiais desde o título em 1966, quando sediou o torneio. Neste sábado o técnico Gareth Southgate levou a campo uma equipe sem quatro titulares e, embora tenha assegurado o comprometimento de seus jogadores no confronto com os belgas, não se esforçou muito para superar a campanha de 1990, quando os ingleses disputaram o terceiro lugar e acabaram derrotados pela Itália.

O jogo – A Bélgica iniciou a partida de maneira avassaladora neste sábado. Sem dar espaços à Inglaterra, o time do técnico Roberto Martínez foi cirúrgico em sua primeira oportunidade, logo aos três minutos, e desta maneira acabou abrindo o placar. Em contra-ataque fulminante, Chadli recebeu ótima enfiada de bola de Lukaku e cruzou na medida para Meunier, que se antecipou ao zagueiro para chegar finalizando de primeira dentro da área, sem chances para o goleiro Pickford.

Embpolgados com o gol precoce, os belgas continuaram pressionando a Inglaterra e por pouco não ampliaram aos 11 minutos, quando De Bruyne recebeu de Lukaku e bateu sem tomar distância, na tentativa de iludir o zagueiro. Antes de chegar ao gol, a bola ainda contou com desvio da defesa inglesa, mas o goleiro adversário estava esperto para fazer a defesa.

A Inglaterra só foi responder, de fato, aos 22 minutos, com seu artilheiro, Harry Kane. Sterling ajeitou para o camisa 9 na entrada da área, porém, ele não pegou bem na bola e a viu sair mascada pela linha de fundo.

Antes do intervalo, a Bélgica ainda teve mais duas oportunidades para ir ao vestiário com uma vantagem ainda maior no placar. Aos 34 minutos, Hazard recebeu bom passe de De Bruyne dentro da área e tentou a finalização, mas foi travado na hora “h” pelo zagueiro Stones. Na sequência, após cobrança de escanteio, foi a vez de Alderweireld completar a sobra do chute de Tielemans e mandar rente ao travessão, assustando o goleiro Pickford.

Segundo tempo

A Inglaterra voltou para o segundo tempo disposta a reverter o jogo. Para isso, o técnico Gareth Southgate promoveu duas alterações em sua equipe: a entrada de Lingard na vaga de Rose e Rashford no lugar de Sterling. As mudanças pareceram ter surtido efeito aos nove minutos, quando Lingard bateu cruzado dentro da área e viu Harry Kane se jogar na bola na tentativa de um desvio para o gol, o que não aconteceu.

A Bélgica, por sua vez, não deixou barato e respondeu logo em seguida. De Bruyne encontrou uma brecha mínima entre os zagueiros adversários e tocou em profundidade para Lukaku. O atacante, porém, não conseguiu dominar a bola da forma que queria e, frente a frente com Courtois, a viu escapar de seus pés, desperdiçando grande oportunidade.

Tentando correr atrás do prejuízo, a Inglaterra seguiu pressionando a Bélgica no restante da partida. Aos 24 minutos, a melhor chance dos Three Lions. Eric Dier, do Tottenham, tabelou com Jesse Lingard e saiu na cara do gol. O volante ainda tocou por cima do goleiro, mas, antes de a bola cruzar a linha, Alderweireld apareceu de forma providencial para afastar o perigo.

Se a Inglaterra não aproveitou sua grande oportunidade, a Bélgica fez o seu dever de casa. Aos 36 minutos, De Bruyne arrancou pelo meio e acionou Eden Hazard na esquerda. O atacante do Chelsea invadiu a área e tocou na saída do goleiro, estufando as redes e assegurando o histórico terceiro lugar da ótima geração belga.

FICHA TÉCNICA
BÉLGICA 2 X 0 INGLATERRA

Local: estádio Krestovsky, em São Petersburgo (RUS)
Data: 14 de julho de 2018 (sábado)
Horário: 11h (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (IRN)
Assistentes: Reza Sokhandan (IRN) e Mohammadreza Mansouri (IRN)

Gols: Meunier, aos três minutos do 1ºT; Hazard, aos 36 minutos do 2ºT (Bélgica)
Cartões amarelos: Maguire e Stones (Inglaterra); Witsel (Bélgica)

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Meunier, Witsel, Tielemans (Dembélé) e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Mertens) e Hazard
Técnico: Roberto Martínez

INGLATERRA: Pickford; Jones, Stones e Maguire; Trippier, Loftus-Cheek (Dele Alli), Dier, Delph e Rose (Lingard); Sterling (Rashford) e Kane
Técnico: Gareth Southgate



Lloris pode ser o quarto goleiro da história da Copa do Mundo a levantar a taça de campeão. Capitão francês há seis anos, o atleta, apesar de discreto, é referência de liderança e experiência entre os jovens do time. Com uma equipe nova, na média de idade, a tranquilidade do arqueiro é passada para os jogadores. Dono da faixa e do recorde de jogos com a França em Copas, Lloris falou com a imprensa antes da decisão contra a Croácia.

Lloris pode levantar a taça no domingo (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Vazado na competição apenas quatro vezes, em dois jogos dos seis que a França disputou, o goleiro dá crédito ao treinador Didier Deschamps. “Acho que é responsabilidade do técnico, ele merece os créditos desde o início. Seus planos de jogo foram se adaptando sem a necessidade de mudar jogadores. Nós tentamos achar soluções juntos e o talento dos jogadores em campo se expressou naturalmente. Eles são abnegados e o futebol de hoje, em alto nível, exige isso”, disse.

Junto com o treinador e boa parte do time titular, Lloris sofreu com a derrota para Portugal na final da Eurocopa de 2016. O trauma já foi pauta em diversas entrevistas com o elenco francês e, mais uma vez, voltou a ser comentado. “A maioria desses jogadores que estão aqui não estava presente na Euro, mas para os que estavam, claro, foi difícil digerir. Há dois anos, eu não sabia se teríamos outra oportunidade, mas estamos na final da Copa do Mundo e uma série de coisas mudam. Principalmente na preparação antes do jogo”.

Sobre o oponente da final, o goleiro fez questão de exaltar a equipe da Croácia. “Jogaremos contra um adversário de muita qualidade, que demonstrou qualidades físicas e mentais incríveis. Eles mostraram valores ao longo do torneio, passaram três vezes seguidas por prorrogações. Então há algo de muito especial nessa equipe. Além do talento individual, eles têm uma força coletiva incrível. Temos muito respeito por eles” afirmou o goleiro, que também teve de responder, obviamente, sobre a derrota de 2016″, analisou Lloris.

O capitão francês ainda falou sobre uma possível disputa de pênaltis com o time que superou duas decisões na marca do cal para chegar à final. “Teremos de estar concentrados nos 90 minutos, em 120 minutos, e se for para os pênaltis, sabemos que o Subasic já foi protagonista nesta Copa. Temos que estudar os oponentes, mas antes disso haverá uma luta, teremos que dar muita energia. A força mental é extremamente importante nessa fase do torneio. Teremos de lembrar todo o trabalho que tivemos. É hora de nos impôr e começar a partida com muito compromisso, desde o primeiro minuto”, concluiu.

França e Croácia decidem a Copa do Mundo ao meio dia (de Brasília), deste domingo (15).




Dalic e Modric: duas peças essenciais para a seleção croata  (Foto: Alexander NEMENOV/AFP)

Um dia antes do jogo mais importante da história da seleção croata, o camisa 10 Modric e o técnico Zlatko Dalic falaram com a imprensa. Focados, mas visivelmente tocados pela emoção de levar o país à final inédita, jogador e treinador se mostraram com boas expectativas em relação ao que o time pode deixar em campo contra a França. Dalic fez questão de tirar a pressão sobre o elenco no domingo.

“Agora não há pressão, não vou colocar mais pressão nos meus jogadores, o mundo inteiro está vendo, o mundo vai ver nosso futebol. Simples, esse é o melhor momento da nossa história. Acredito que esse é o maior jogo de nossas vidas. Parabéns aos meus jogadores que têm a Liga dos Campeões, mas esse título é o mais importante das carreiras deles. Vamos jogar o nosso futebol, mostrar nossa qualidade. Vamos comemorar muito se ganharmos. Se perdermos, vamos perder com dignidade e parabenizar o oponente. Vamos curtir o jogo”, disse.

O jogador do Real Madrid também comentou sobre o peso que atribuem sobre sua exibição individual ao longo da Copa e agora na final diante da França. Modric se esquivou e colocou como prioridade o sucesso da equipe. “Repeti várias vezes que estou focado apenas no sucesso da Croácia. Quando você é mencionado nesse contexto, é muito bom e um orgulho. Mas não me preocupo com isso. Quero que meu time ganhe a Copa do Mundo amanhã. O resto está fora do meu controle. Quero o sucesso do meu time. O individual não é minha prioridade. Nunca duvidei de mim mesmo. Sempre acreditei que podia chegar onde cheguei. Agora estou realizando. Essa é a motivação para mim. Estou feliz. Eu gosto de jogar futebol”, declarou.

O meia aproveitou para exaltar o trabalho do companheiro de coletiva, Dalic. “Como pode ver, estamos na final da Copa do Mundo. Isso é a influência do nosso treinador. Ele entrou em cena em um momento difícil, nossa qualificação estava em dúvida e no jogo mais importante ele disse para confiarmos em nós mesmos, que tínhamos bons jogadores, então esse primeiro jogo contra a Ucrânia foi muito importante para retormarmos a confiança. Ele teve grande influência na nossa caminhada até aqui. Estamos muito felizes por ele estar conosco, não só pelo técnico que é, mas pela pessoa”.

Elenco e treinador têm sintonia importante (Foto: Mladen ANTONOV/AFP)

O treinador mais uma vez falou sobre seu elenco e, sobre a condição física de seus jogadores, se disse despreocupado. Isso, porque a Croácia enfrentou três prorrogações e duas disputas de pênaltis para chegar à final, enquanto a França passou em todas as fases jogando apenas os 90 minutos normais.

“Amanhã é a final da Copa, simples, os jogadores não vão sentir. Uma coisa que me deixou feliz é que todos os jogadores me falaram “Eu não estou cansado, não vou perder a final da Copa”. Se eles estiverem sem condições de jogo, vão me falar. Sobre os treinos, não temos mais nada para treinar, temos que descansar, temos que conter as lesões. Todos os meus jogadores estarão prontos para jogar amanhã. Eu não estou preocupado. Tenho uma relação baseada em respeito e verdade com meus jogadores. Não temos tempo para discussões, nos respeitamos ao máximo. Eles vão seguir as regras e as instruções, não há segredos, não há mistério. Eu recebo a informação, passo para eles e tomamos as decisões. Isso nos faz mais fortes, eu tenho gente ao meu redor que me escuta, me respeita”, disse o técnico.

Por fim, Dalic falou do desejo de completar a caminhada que o país fez até agora e da união que a nação croata demonstrou ao longo da competição.”Nós podemos fazer mais, nós queremos fazer nosso país orgulhoso. Os croatas deixaram de lado todos os problemas para celebrar a Copa e ficaram orgulhosos. Os fãs e as pessoas que estão no nosso país nos motivam muito. Espero que tenhamos 4 milhões de pessoas nas ruas da Croácia amanhã celebrando uma grande festa, talvez fazendo as celebrações que fazem no Brasil e na Argentina”

Croácia e França decidem que levanta a taça do Mundo ao meio dia (de Brasília) deste domingo (15).



A Copa do Mundo chega ao fim neste domingo, porém, ainda há muita coisa a definir. Uma delas é a escolha do melhor jogador do torneio, abrilhantado por nomes como Harry Kane, Eden Hazard, Antoine Griezmann, Luka Modric e Kylian Mbappé.

Desses cinco jogadores citados acima, três disputarão a decisão no estádio Luzhniki, neste domingo, às 12h (de Brasília), em Moscou. Mbappé e Griezmann entrarão em campo na busca pelo bicampeonato da França, enquanto Modric tentará alcançar a glória máxima para o futebol de um país de 4 milhões de habitantes e com menos de 30 anos de história.

Quem corre por fora na briga são Hazard e Kane. A dupla acabou levando a pior nas semifinais, porém, teve grande desempenho ao longo da competição. O primeiro foi peça-chave na vitória histórica sobre o Brasil nas quartas de final, enquanto o segundo é o capitão da seleção inglesa e artilheiro do torneio, com seis gols marcados.



Pavard é apontado como uma das revelações da Copa do Mundo da Rússia (foto: Chirstophe Simon/AFP)

Finalista da Copa do Mundo da Rússia, a França não é feita só de Mbappé, Griezmann, Pogba, Kanté e outras estrelas. No bem-sucedido time de Didier Deschamps, há também aqueles que flertavam com o anonimato até então, como o defensor Benjamin Pavard.

“Eu acredito que você não o conheça! Ele vem do nada!”, exalta o trecho de uma música de torcedores franceses dedicada a Pavard.

O jogador de 22 anos, na verdade, vem Maubeuge, um pequeno município ao norte do país. Iniciou a carreira no US Jeumont, time do seu pai, e passou pelo Lille antes de tentar a sorte na Alemanha, a serviço do Stuttgart.

Foi na Copa do Mundo, porém, que Pavard realmente ganhou notoriedade. Ele se tornou um lateral direito improvisado a partir da contusão de Djibril Sidibé, do Monaco, e teve o ponto alto da sua carreira no confronto de oitavas de final com a Argentina. Na Arena Kazan, onde o Brasil também acabaria eliminado, acertou um forte e belo chute no princípio do segundo tempo para colaborar com a vitória por 4 a 3 da sua equipe.

“Vi a bola chegar e decidi arrematar. É claro que foi o meu gol mais bonito, até porque só marquei outros dois gols em toda a minha carreira”, divertiu-se Pavard, que havia anotado a serviço do Stuttgart anteriormente.

Agora, Pavard quer ir além. Ainda que não volte a balançar as redes, a revelação da defesa francesa espera deixar Moscou como campeão do mundo diante da Croácia.

 



Subasic se tornou herói improvável (Foto: Jewel SAMAD/AFP)

A Croácia alcançou a inédita final de Copa do Mundo com uma campanha surpreendente e improvável no torneio, cheia de tensões, viradas e personagens. Dentre os personagens principais, os craques mundialmente conhecidos, como o camisa 10 do Real Madrid, Modric; Rakitic, titular do Barcelona e o centroavante da Juventus, Mandzukic, ainda existiu espaço para um herói coadjuvante aparecer e salvar a pele croata em momentos decisivos.

O goleiro Daniel Subasic foi essencial para a seleção chegar às semifinais. Primeiro defendendo três pênaltis contra a Dinamarca, nas oitavas de final, igualando, assim, o recorde do argentino Goycochea, em 1990. Já nas quartas, contra a anfitriã Rússia, também na disputa de pênaltis, fez uma defesa que ajudou o time a superar os russos. Contra os ingleses, pela vaga na final, o arqueiro pouco trabalhou, já que o ataque adversário acertou apenas uma bola na sua meta.

Com apenas cinco gols sofridos em seis jogos, Subasic chega à final com um gol a mais que Lloris, goleiro da França. Foram 12 defesas ao longo da competição, que dão 75% de aproveitamento ao camisa 1 croata, contra 73% do francês.

Foram quatro defesas em decisões de pênaltis no torneio (Foto: Odd ANDERSEN/AFP)

Aos 33 anos, o atleta passou a defender sua seleção em 2009, e desde então compõe o elenco croata nas principais competições internacionais. Na Copa de 2014 foi reserva do experiente Stipe Pletikosa, que se aposentou em 2016. Titular desde a saída de Pletikosa, Subasicc vive o principal capítulo de sua carreira no próximo domingo, em busca do título inédito de campeão do mundo, contra a França.

Quis o destino que o jogo mais importante da vida de Subasic fosse logo contra a França, casa do goleiro há seis anos, que joga no Monaco e vive altos e baixos com o time do Principado. O croata chegou em 2012 para ser campeão da Ligue 2, segunda divisão francesa, em seu primeiro ano defendendo a meta da equipe. Anos depois, viveu seu melhor momento na temporada 2016/17, quando o Monaco foi campeão francês após quase duas décadas de jejum. Neste mesmo ano, Subasic foi eleito o melhor goleiro da Ligue 1.

Coincidentemente, o goleiro vai precisar parar o camisa 10 da seleção francesa, Mbappé, seu ex-companheiro de clube e que vem fazendo ótima apresentação no Mundial. Os dois foram campeões juntos do campeonato francês com o Monaco. A parceria, no entanto, só durou mais um ano, já que Mbappé foi emprestado para o PSG e tem poucas chances de retornar ao Principado.

Sem o jovem atacante e outras peças importantes, o Monaco se viu longe de competir frente a frente com o forte PSG no campeonato Francês. Na Liga dos Campeões fez uma campanha pífia, ficando em último lugar na fase de grupos. A temporada foi de questionamentos sobre Subasic, que teve seu pior momento com a camisa do time e foi duramente criticado pela torcida e imprensa nacional. Na única chance de ser campeão na temporada, na Taça da Liga, o goleiro foi considerado um dos culpados pela derrota na final para o Rennes, graças a um frango.

Na véspera de uma Copa do Mundo, toda a dúvida que pairava sob as atuações do goleiro pelo seu clube, no entanto, não impediram Zlatko Dalić, técnico da seleção croata, de confiar a titularidade durante a competição a Subasic. Já na fase de grupos, contra NIgéria, Argentina e Islândia, a Croácia mostrou força defensiva, sofrendo apenas um gol de pênalti e, sem falhas ou questionamentos, o goleiro foi crescendo ao longo do torneio.

Assim, Subasic se junta aos astros mundiais de sua seleção e se torna personagem principal no capítulo final do Mundial na Rússia. Contra um ataque galático, o goleiro tenta frear a geração que joga bonito pelos Bleus e fazer história no futebol, ajudando a improvável Croácia a conquistar o Mundo. O jogo acontece no domingo (25), ao meio dia (de Brasília), no Estádio Estádio Lujniki, em Moscou.

 



Sem dúvidas a presença da Croácia na decisão da Copa do Mundo de 2018 é considerada uma surpresa, no entanto, o nível técnico dos jogadores que o treinador Zlatko Dalic tem à disposição é digno de um time finalista de um Mundial. Luka Modric, Ivan Rakitic e Mario Mandzukic são apenas três dos atletas que defendem grandes clubes do futebol europeu e com a bagagem trazida dessas agremiações tentam levar o antigo território pertencente à Iugoslávia à glória máxima existente no futebol.

Camisa 10 do Real Madrid e cotado para vencer o prêmio de melhor jogador do mundo em 2018, caso a Croácia conquiste a Copa do Mundo, Luka Modric é o principal líder da equipe quadriculada. Neste Mundial, o jogador foi elementar em diversas partidas. Na vitória sobre a Argentina por 3 a 0, por exemplo, anotou um golaço de fora da área, gingando na frente de Otamendi e acertando em cheio na bola, sem chances para Caballero.

Mas a Croácia não se resume apenas a Modric. Além do camisa 10, o meio-campo da equipe também conta com outros nomes de peso. Ivan Rakitic, titular do Barcelona, Kovacic, outro atleta do Real Madrid, e Ivan Perisic, da Inter de Milão, ajudam a ditar o ritmo do time comandado por Zlatko Dalic. No ataque, Mario Mandzukic vem se mostrando tão decisivo quanto é na Juventus. Foi dos pés do grandalhão, inclusive, que saiu o gol da classificação à final, contra a Inglaterra, na prorrogação.

Até mesmo nas posições menos glamorosas a Croácia dispõe de grandes atletas. Vrsaljko, por exemplo, é lateral-direito do Atlético de Madrid. Dejan Lovren, por sua vez, é zagueiro titular do Liverpool que chegou à final da última Liga dos Campeões. Aliás, justamente por conta do desempenho croata neste Mundial, os Reds cogitam contratar outro jogador da Vatreni: Domagoj Vida, atualmente no Besiktas, da Turquia.

Independentemente do resultado da decisão do próximo domingo, esta geração croata já pode ser considerada a melhor da história. Nunca antes a seleção do país havia chegado tão longe em uma Copa do Mundo. Antes da campanha na Rússia, o melhor resultado da Croácia em Mundiais havia sido um terceiro lugar em 1998, quando venceu a Holanda após ser eliminada na semifinal para a França.