COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
(Foto: Reprodução/Instagram)

Zlatan Ibrahimovic ficou de fora da convocação do técnico Jan Andersson para a Copa do Mundo, mas nem por isso deixou de apoiar a seleção sueca. Nesta sexta-feira, o atacante de Los Angeles Galaxy demonstrou confiança no potencial da equipe nórdica, garantindo que os jogadores são capazes de vencer a toda poderosa Alemanha.

“Mais uma vitória. Podemos fazer isso”, escreveu Ibrahimovic em uma foto postada em uma de suas redes sociais em que aparece vestindo artigos azuis e amarelos em alusão às cores da Suécia.

Após vencer a Coreia do Sul na estreia por 1 a 0, a seleção sueca pode garantir sua classificação caso vença a Alemanha neste sábado, às 15h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi. Até então, o time nórdico vem dividindo a liderança do Grupo F ao lado do México, que bateu os alemães na primeira rodada.



A Bélgica mede forças com a Tunísia neste sábado, às 9h(de Brasília), na Arena Spartak, em Moscou, na Rússia, em choque válido pela segunda rodada do Grupo G da Copa do Mundo. Os belgas estrearam com o pé direito, atropelando o Panamá com um triunfo por 3 a 0, e somam três pontos, dividindo a liderança com a Inglaterra, que bateu os tunisianos por 2 a 1 no primeiro jogo. Assim, em caso de triunfo, a Bélgica vai praticamente carimbar a vaga nas oitavas.

A Bélgica venceu o Panamá na estreia (Foto: Patrik Stollarz/AFP)

Roberto Martínez, treinador da Bélgica, acredita que sua equipe vai encontrar dificuldades diante dos tunisianos, que só levaram o segundo gol da Inglaterra no fim do jogo, depois de terem perdido inclusive a chance de ficarem em vantagem no marcador.

“A Inglaterra sofreu para vencer a Tunísia e não jogou mal. Os tunisianos é que mostraram um bom nível, algo que não surpreende pelo trabalho que estão realizando. Vamos precisar ficar atentos e fazermos um grande jogo, pois esta Copa do Mundo está sendo marcada pelo equilíbrio entre os times “, disse Martínez.

A Bélgica vai repetir a escalação da estreia. O zagueiro Thomas Vermaelen, se recuperando de lesão muscular na coxa direita, só deve ficar à disposição para a última rodada, contra a Inglaterra. Seu companheiro de zaga, Vincent Kompany, com lesão na panturrilha direita, também segue de fora. Assim, o trio de defensores diante dos tunisianos continuará sendo Toby Alderweireld, Dedryck Boyata e Jan Vertonghen.

A Tunísia perdeu para a Inglaterra na estreia (Foto: Patrik Stollarz/AFP)

Pelo lado da Tunísia, o técnico Nabil Maaloul alertou seus companheiros sobre a necessidade deles manterem o nível de concentração em alta ao longo dos noventa minutos. A derrota no fim do jogo contra a Inglaterra ainda incomoda.

“No futebol um minuto, um segundo que você se descuide e a partida vai embora, assim como o trabalho da semana e até mesmo de anos. Contra a Bélgica temos que ficar atentos. Nos fecharmos bem e tentarmos explorar os contra-ataques”, disse Nabil Maaloul.

A Tunísia perdeu para este jogo e para o restante da Copa do Mundo, por conta de uma luxação no ombro esquerdo, o goleiro Mouez Hassen, cortado da delegação. Ben Mustapha assume o posto no time africano.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
BÉLGICA X TUNÍSIA

Local: Arena Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 23 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 9h(de Brasília)
Árbitro: Jair Marrufo (Estados Unidos)
Assistentes: Corey Rockwell (Estados Unidos) e Juan Zumba (Eslovênia)

BÉLGICA: Thibaut Courtois, Toby Alternierend, Dedryck Boyata e Jan Vertonghen; Thomas Meunier, Axel Witsel, Kevin De Bruyne e Yannick Ferreira-Carrasco; Dries Mertens, Eden Hazard e Romelu Lukaku
Técnico: Roberto Martínez

TUNÍSIA: Ben Mustapha, Dylan Bronn, Syam Ben Youssef, Yassine Meriah e Ali Maàloul; Ellyes Skhiri, Fakhreddine Ben Youssef, Ferjani Sassi, Anice Badri e Naim Sliti; Wahbi Khazr
Técnico: Nabil Maaloul



Neymar e Coutinho fizeram os gols, mas Fagner também foi importante para a vitória (foto: Christophe Simon/AFP)

Muitos torcedores do Corinthians viram na titularidade de Fagner um motivo a mais para apoiar a Seleção Brasileira na partida contra a Costa Rica, pela segunda rodada do grupo E da Copa do Mundo. E o lateral direito, que substituiu o lesionado Danilo, não decepcionou – teve uma atuação segura na suada vitória por 2 a 0 em São Petersburgo.

Segundo dados do Footstats, Fagner conseguiu quatro desarmes, acertou 84 dos seus 86 passes, fez seis cruzamentos e teve 11% da posse de bola da Seleção Brasileira. Foi dele ainda o levantamento na área em que o centroavante Gabriel Jesus cabeceou a bola no travessão no princípio do segundo tempo.

A boa atuação serviu para muitos corintianos extravasarem nas redes sociais, já que a entrada de Fagner, tido como um atleta violento, era vista com temor por torcedores de outros clubes. “Aceitem! Fagner é monstro”, comentou, por exemplo, uma fã. Outros, no entanto, mostraram-se receosos com a possibilidade de o atleta despertar interesse em clubes do exterior.

Havia preocupação em relação ao desempenho de Fagner também em função do período de inatividade do jogador. Ele não entrava em campo desde 29 de abril, quando lesionou a coxa direita na derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro.

A contusão fez com que Fagner saísse atrás de Danilo na disputa pela vaga aberta por Daniel Alves, que sofreu uma lesão ligamentar no joelho direito às vésperas da convocação do técnico Tite, defendendo o Paris Saint-Germain na final da Copa da França.

Agora, Fagner vive a expectativa de ganhar uma sequência como lateral direito titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Danilo, com contusão muscular na região direita do quadril, continua sob os cuidados do departamento médico e ainda não sabe se estará apto a enfrentar a Sérvia na quarta-feira, em Moscou.

De qualquer forma, Fagner já começa a colocar uma dúvida no velho conhecido Tite também em virtude do seu bom rendimento. O Corinthians não tinha um jogador titular do Brasil em um Mundial desde a sólida campanha do goleiro Carlos em 1986, no México.

Veja alguns comentários sobre Fagner no Twitter:



Alemanha tem time misto entre veteranos, como Muller, e jovens como Werner (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Após começar a defesa do título mundial com uma derrota por 1 a 0 para o México, a Alemanha entra em campo pressionada neste sábado, às 15h (de Brasília), para enfrentar a Suécia no Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi, pela segunda rodada do Grupo F. Os suecos, por sua vez, estão embalados pelo triunfo de 1 a 0 sobre a Coréia do Sul e dividem a liderança com os mexicanos, ambos com três pontos.

Joachim Löw, treinador da Alemanha, se mostrou incomodado com a pressão e com a má atuação nos últimos jogos, incluindo os amistosos de preparação. Ele fechou os treinos da semana e diminuiu o ritmo de entrevistas, se limitando àquelas que são obrigações com a Fifa. Perguntado se teme terminar na segunda colocação a chave e ter problemas a partir das oitavas, ele deu uma resposta que irritou ainda mais os torcedores.

“A minha preocupação é encontrar uma melhor maneira de vencer a Suécia, que eliminou a Itália na repescagem das Eliminatórias e vem embalada por uma vitória na estreia. Temos que primeiro passar por eles para pensarmos em classificação”, pontuou.

Os jogadores, por sua vez, preferem a tradicional auto-confiança do povo alemão. “Vale lembrar que ganhamos a última Copa do Mundo e a Copa das Confederações. Ainda é muito cedo para se menosprezar o futebol alemão. Nós merecemos um voto de confiança pelo que fizemos até aqui”, disse o meia Thomas Müller.

O mau momento da Alemanha também repercutiu na Suécia, mas foi minimizado pelo técnico Jan Olof Andersson. “Só espero ainda mais dificuldades do que se a Alemanha tivesse conseguido uma goleada na estreia. Eles vão entrar ainda mais motivados por conta das críticas. São atletas de excelência”, explicou. o treinador, que vai repetir a escalação do primeiro jogo.

Já pelo lado da Alemanha, Joachim Löw vem mantendo o time que vai a campo fechado a sete chaves. Porém, mudanças vão acontecer por conta da insatisfação pelo mau desempenho contra o México. De fora da última Copa do Mundo por conta de lesão, o meia Marco Reus entrou no segundo tempo contra o México e melhorou a produção. Deve começar entre os titulares, provavelmente na vaga de Sami Khedira.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

(Créditos: Maria-Cecilia REZENDE/AFP)

FICHA TÉCNICA
ALEMANHA X SUÉCIA

Local: Estádio Olímpico de Fisht, em Sochi (Rússia)
Data: 23 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)
Assistentes: Pawel Sokolnicki (Polônia) e Tomasz Listkiewicz (Polônia)

ALEMANHA: Manuel Neuer, Joshua Kimmich, Mats Hummels (Süle), Jérôme Boateng e Marvin Platternhart (Hector); Sami Khedira (Marco Reus), Toni Kroos, Thomas Müller, Mesut Özil e Julian Draxler; Timo Werner
Técnico: Joachim Löw

SUÉCIA: Robin Olsen, Mikael Lustig, Lindelöf (Pontus Jansson), Andreas Granqvist e Ludwig Augustinsson; Viktor Claesson, Sebastian Larsson, Albin Ekdal e Emil Forsberg; Marcus Berg e Ola Toivonen
Técnico: Jan Olof Andersson



Crédito: Simon Malfatto, Laurence Saubadu, Maria-Cecilia Rezende/AFP

Embalado pela vitória surpreendente por 1 a 0 sobre a Alemanha na estreia, o México tenta manter o embalo neste sábado, quando pega a Coreia do Sul a partir das 12 horas (de Brasília), na Arena Rostov, em Rostov, na Rússia, em choque válido pela segunda rodada do Grupo F da Copa do Mundo. Os mexicanos lideram com três pontos, ao lado da Suécia, que também pela contagem mínima bateu os sul-coreanos no começo da caminhada.

O bom resultado da estreia trouxe ao México não apenas benefícios, mas também um problema. O técnico Juan Carlos Osorio entende que o time está mais visado e por isso mesmo precisa ficar atento e não se deixar levar pela euforia dos torcedores.

“Nós não podemos ficar pensando no que aconteceu no jogo passado, pois ele já acontreceu e temos uma Coreia do Sul perigosa pela frente, acostumada a jogar Copas do Mundo e que já foi semifinalista. Não é um time qualquer, com grande consistência defensiva. Vamos precisar jogar ainda mais bola, pois estamos visados”, disse Osorio.

Com Chicharito no comando do ataque, o México tenta sua segunda vitória na Copa (Foto: Khaled Desouki/AFP)

O treinador da Coreia do Sul, Tae-Young Shin, tratou com bom humor a necessidade de uma vitória sobre o México para evitar uma eliminação precoce.

“O que posso dizer é que vamos ter que dar um jeito de ganharmos do México e depois da Alemanha. Mas como a tarefa não pode ser considerada tranquila, vamos pensar em uma de cada vez”, brincou o sul-coreano.

Em termos de escalação, a Coreia do Sul perdeu para este compromisso o lateral-esquerdo Park Joo-ho, vetado com lesão na coxa direita. Kim Min-Woo assume a vaga.

Já a Coreia do Sul tenta sua primeira vitória no Mundial após derrota para a Suécia (Foto: Pascal Guyot/AFP)

Já no México, como não pçoderia deixar de ser, Osorio vai repetir a escalação da estreia, que teve os lances mais perigosos da partida e que só não fez mais gols porque seu ataque cansou de desperdiçar oportunidades.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
COREIA DO SUL X MÉXICO

Local: Arena Rostov, em Rostov (Rússia)
Data: 23 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)
Assistentes: Milovan Ristic (Sérvia) e Dalibor Djurdjevic (Sérvia)

COREIA DO SUL: Cho Hyun-Woo; Lee Young, Jang Hyun-Soo, Kim Young-Gwon e Kim Min-Woo; Lee Jae-Sung, Ki Sung-yueng e Jung Woo-Young (Koo Ja-Cheol); Hwang Hee-Chan, Lee Seung-Woo (Kim Shin-Wook) e Son Heung-Min
Técnico: Tae-Young Shin

MÉXICO: Guillermo Ochoa; Carlos Salcedo, Hugo Ayala, Héctor Moreno e Jesús Gallardo; Héctor Herrera, Andrés Guardado, Miguel Layún e Carlos Vela; Hirving Lozano e Javier Chicharito Hernández
Técnico: Juan Carlos Osorio



Gols suíços provocaram euforia em um bar de Pristina, em Kosovo (foto: Armend Nimani/AFP)

Uma provocação política marcou as comemorações dos gols da vitória da Suíça sobre a Sérvia, por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira. Os meias Xakha e Shaqiri cruzaram as mãos para fazer uma referência à águia negra de duas cabeças da bandeira da Albânia – tratava-se de uma homenagem a Kosovo, região cuja maior parte da população é de origem albanesa.

Kosovo declarou independência da Sérvia de forma unilateral em 2008, em ato reconhecido por mais de 100 países – entre eles, não está o Brasil. Xhaka nasceu na Basileia, mas é filho de pais kosovares, enquanto Shaqiri, natural da região, da cidade de Gjilan, emigrou para a Suíça ainda na infância.

Após a partida, Shaqiri, que decorou um pé da sua chuteira com a bandeira de Kosovo, evitou o tema político. “Prefiro não falar sobre isso”, avisou o meia, declarando ainda que estava com as emoções afloradas ao marcar um gol decisivo aos 44 minutos do segundo tempo. Ele chegou a tirar a camisa enquanto festejava e foi punido com um cartão amarelo.

Durante a partida, os torcedores sérvios vaiaram bastante Xakha, Shaqiri e Dzemaili e Behrami, outros dois suíços nascidos em Kosovo.



Suíça e Sérvia fizeram bom confronto na segunda rodada do Mundial (Foto: Ozan Kose/AFP)

Apesar da Suíça ter derrotado a Sérvia por 2 a 1, em Kaliningrado, em jogo válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, as estatísticas mostraram um grande equilíbrio entre as seleções na tarde desta sexta-feira

Os suíços, que chutaram 20 vezes, conseguiram acertar o alvo em apenas cinco vezes, número muito próximo aos sérvios, que finalizaram 12 vezes, mas alcançaram o gol apenas três vezes. A posse de bola também mostrou a igualdade da partida: 58% para a Suíça e 42% para a Sérvia.

Mesmo com mais toques na bola se comparado ao adversário, 547 a 309, o time de Vladimir Petkovic teve uma precisão melhor, com 87%. O de Mladen Krstajic teve apenas 78% de eficiência.

No quesito defensivo as duas seleções apresentaram bons números. No total, apenas 29 faltas foram cometidas, 17 pelos sérvios e 13 pelos suíços. Além disso, a Sérvia recuperou a bola em 44 oportunidades e a Suíça em 40.

Na última rodada, a Suíça enfrenta a Costa Rica nesta quarta-feira, às 15h (de Brasília), no Nizhny Novgorod Stadium. Já a Sérvia enfrenta o Brasil, no mesmo dia e horário, mas no Spartak Stadium.



Mladen Krstajic admite que a Sérvia está em situação complicada no grupo E (foto: Attila Kisbenedek/AFP)

A derrota por 2 a 1 para a Suíça complicou a Sérvia no grupo E da Copa do Mundo da Rússia. Antes na liderança da chave, os sérvios permaneceram com os 3 pontos conquistados na esteia, quando venceram a Costa Rica por 1 a 0, e acabaram ultrapassados por brasileiros e suíços, com 4 cada.

Para assegurar classificação às oitavas de final, a Sérvia depende de uma vitória sobre o Brasil na quarta-feira para seguir viva no Mundial. Se empatar, passará a contar com uma improvável vitória da Costa Rica em cima da Suíça por mais de um gol de diferença.

“Desde o dia do sorteio, muitos acreditavam que o Brasil era o favorito do grupo e também para a conquista da Copa do Mundo. Estamos em uma situação em que precisamos de uma vitória sobre o Brasil no jogo final. Faremos tudo o que pudermos para conseguir isso. Na vida, nada é impossível”, comentou Mladen Krstajic, técnico da Sérvia.

O time de Krstajic teve chances de estar em uma posição mais favorável. Afinal, largou em vantagem contra a Suíça, com o gol de cabeça de Mitrovic logo aos quatro minutos. No segundo tempo, porém, foi vazado por Xhaka, aos seis, e Shaqiri, já aos 44.

“É claro que o empate da Suíça nos perturbou. Talvez eles tivessem mais posse de bola, mas, quando ficou 1 a 1, tentamos atacar. Substituímos um meio-campista defensivo por um meia ofensivo, mas, infelizmente, tomamos o gol no final. Isso é futebol. Não convertemos as nossas chances, mas os jogadores deram o máximo de si”, concluiu Mladen Krstajic.



Shaqiri, nascido em Kosovo, foi fundamental para a virada sobre a Sérvia (foto: Patrick Hertzog/AFP)

O meia Xherdan Shaqiri se mostrou decisivo para a vitória da Suíça sobre a Sérvia, por 2 a 1, nesta sexta-feira, em Kaliningrado. Foi do jogador do Stoke City, da Inglaterra, o gol que assegurou a virada da sua seleção, aos 44 minutos do segundo tempo.

Atuando na ponta direita, Shaqiri teve outros bons momentos na partida. No primeiro gol da Suíça, ele carimbou a marcação em um chute cruzado, e a bola sobrou para Xhaka acertar um belo chute de longa distância. Pouco depois, fez jogada individual e mandou a bola na trave ao buscar o ângulo na conclusão.

O grande momento de Shaqiri, no entanto, ocorreu mesmo quando o jogo já se aproximava do final. Lançado por Xhaka (seu grande concorrente pelo status de “o cara do jogo”), o jogador carregou a bola e completou na saída do goleiro Stojkovic.

Na comemoração, Shaqiri, assim como Xhaka, fez um gesto em referência à águia da bandeira da Albânia. O atleta é natural de Gjilan, cidade do Kosovo, região que declarou independência da Sérvia de forma unilateral em 2008.

Morando na Suíça desde a infância, Shaqiri iniciou a carreira no Basel e passou por Bayern de Munique, da Alemanha, e Internazionale, da Itália, antes de chegar ao Stoke City. Na Copa do Mundo de 2014, ele foi o destaque das vitórias do seu país por 2 a 1 sobre o Equador e por 3 a 0 sobre Honduras.



A Seleção Brasileira fez o seu dever de casa e saiu de campo com a importantíssima vitória sobre a Costa Rica nesta sexta-feira, em São Petersburgo, por 2 a 0. Agora com quatro pontos na tabela, o time do técnico Tite decidirá a primeira colocação do Grupo E com a Sérvia na última rodada, marcada para a próxima quarta, porém, o treinador assegura que avançar à frente do último rival de sua chave não é a prioridade.

Nesta sexta-feira, a Sérvia enfrentou a Suíça e não conseguiu se manter na ponta da tabela. Considerados mais fortes, os suíços foram além das expectativas contra o Brasil e, embora tenham tido algumas dificuldades diante de Matic e companhia, confirmaram o bom momento com a vitória de virada sobre os rivais do Leste Europeu. Mitrovic marcou para os sérvios, enquanto Xhaka e Shaqiri garantiram o triunfo da Suíça.

“A busca de ser primeiro [do grupo] não está em pauta. Vejo a equipe se consolidar e crescer. Às vezes, ela vai se construindo dentro da própria competição. Eu, enquanto técnico, tenho que observar para oportunizar esse crescimento da equipe. Em termos criativos e de construção, está devendo. Precisa ser um pouco mais equilibrada”, afirmou Tite.

Com quatro pontos, a Suíça terá de vencer a Costa Rica na última rodada por ao menos dois gols de diferença e torcer para o Brasil empatar com a Sérvia para terminar a primeira fase na primeira colocação. Para encerrar as disputas do Grupo E em primeiro,o Brasil terá de manter seu saldo de gols superior aos suíços com uma vitória, caso eles também vençam.

Se o Brasil terminar a última rodada na segunda colocação do grupo, o time não avançará ao mata-mata da Copa do Mundo na liderança de sua chave pela primeira vez desde 1978. No Mundial da Argentina, a Seleção se classificou atrás da Áustria no Grupo 3, que também contava com Espanha e Suécia.