Sheilla e seus ouros: bicampeã olímpica e mãe de gêmeos

Fernanda Silva - São Paulo,SP

13-05-2018 08:00:16

Em Pequim 2008, Sheila Castro ajudou a guiar a Seleção Brasileira de vôlei rumo ao lugar mais alto do pódio. Quatro anos mais tarde, repetiu o feito. Era Londres 2012 quando conquistou o bicampeonato olímpico. Se dois já era um número que marcava a carreira da atleta, agora, a soma estará ainda mais presente em sua vida pessoal. Os ouros, dessa vez, ela carrega na barriga. Isso porque, Sheila será mãe de gêmeos. Depois de se aposentar da Seleção, após o Rio 2016, não sabe quais rumos sua carreira esportiva tomará. “Eu não tenho planos rápidos de retorno depois”, destaca, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

“Pode ser que eles nasçam e eu não queira mais jogar. Pode ser que nasçam e eu queira jogar logo depois. Quero só curtir os bebes”, destacou Sheilla, que comemora, neste domingo, seu primeiro dia das mães. “Apesar de não ser com minhas criançinhas no meu colo, eles estão dentro da minha barriga, então, a emoção é enorme”, ressalta.

Mesmo estando longe das quadras, já que essa é uma gravidez "mais complicada", Sheilla não tem medo da readaptação quando retornar. “O vôlei está nas minhas veias, então não temo não”, destacou a atleta, que, apesar de ter diminuído o ritmo, treinou de agosto a novembro, no último ano.


É sério mesmo?

“Quando fizemos o ultrassom e vimos que eram dois, foi um susto gostoso. Meu marido até perguntou para a médica: ‘é sério mesmo’?”, lembra Sheilla da reação de Brenno Blasioli, técnico do Brasília Buffalos (que disputa a Liga Ouro de Basquete). No início do mês, o casal anunciou, nas redes sociais, o início da gestação, que agora está na décima semana.

Depois de perder o primeiro filho, em janeiro de 2017, o casal optou pela fertilização para a nova tentativa. A dupla ainda escolheu colocar dois embriões e sabia que havia chances de terem gêmeos. “Eu sempre disse que queria um filho, meu marido queria três, ai dois foi uma média”, brinca a atleta. “Sei que é uma gravidez mais complicada, que tenho que tomar muito cuidado, mas estamos muito felizes”.

Apesar de ainda não saber o sexo dos filhos, Sheilla tem seu forte palpite: “Acho que é um casal, não sei porque. Mas o que vier, está bom”, ressalta a atleta. “Sonho que eles sejam muito felizes e tenham muita saúde. Acho que toda mãe, no fundo, só quer isso para os filhos: saúde, felicidades e alegrias”.

Nova chance

A fertilização veio um ano após ter perdido a primeira gravidez. “Começamos a pensar nisso no final de novembro de 2017”, ressalta a atleta, que não desistiu de realizar seu sonho mesmo após algumas chances frustadas. A oportunidade chegou também como alternativa para voltar a jogar vôlei antes.

Em janeiro do último ano, ela passou por um dos momentos mais difíceis de sua vida. “Foi difícil, não é fácil. Era uma vontade muito grande que eu tinha de engravidar, já depois da olimpíada, eu tinha parado de jogar vôlei por isso e, infelizmente, a gravidez não foi para frente naquele momento, Mas não era para ser”.

Ela confessa: depois da primeira gestação, sentiu medo. Ele, entretanto, logo foi superado quando ouvi as batidas dos corações dos filhos. “Fiquei mais ansiosa, do que com medo. Depois de ver que estava tudo bem, fiquei super tranquila”, concluiu.

Mães no vôlei

No final do último ano, outra jogadora de vôlei assumiu o cargo vitalicio de ser mãe. "Antes, eu era a Brait do Osasco, agora, sou a mãe da Alice”, afirmou Camila Brait, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva. Na última semana, a líbero esteve no Programa Você Bonita, da TV Gazeta, onde comentou sobre como conciliar as duas funções:

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