Com títulos de simples e duplas, Argentina domina Brasil Open de 2019

Fernanda Lucki Zalcman* - São Paulo,SP

04-03-2019 08:00:51


A Argentina reinou soberana na edição de 2019 do Brasil Open. Em pleno Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, Guido Pella foi o grande campeão da chave de simples, enquanto Federico Delbonis e Máximo Gonzales faturaram o troféu de duplas pelo segundo ano consecutivo.

Ao todo, o torneio contou com oito "hermanos", alguns jogando tanto a chave de simples, quanto a de duplas. Este foi o terceiro título argentino de simples na história do Brasil Open, sendo o segundo deles vencido em São Paulo; o outro foi conquistado na Costa do Sauípe – onde o torneio foi disputado de 2001 a 2011.

Nas duplas, um bicampeonato não acontecia desde os anos de 2006 e 2007, quando os tchecos Lukas Dlouhy e Pavel Vizner faturaram dois títulos seguidos na Costa do Sauípe.

Além dos argentinos, o Chile vem merecendo destaque no ATP 250 de São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo, um atleta do país alcançou a grande final e acabou terminando com o vice-campeonato. Em 2018, foi Nicolás Jarry e este ano, Christian Garin. Assim, o país segue sem conquistar títulos de ATP desde 2009, quando Fernando Gonzales foi campeão em Viña del Mar.


Os brasileiros, por sua vez, não conseguiram encerrar o jejum de 15 anos sem títulos em casa na chave de simples. O último a conquistar o feito foi Guga, em 2004, lembrado que ele já havia sido campeão dois anos antes.

Este ano, o país sede foi representado por dois atletas na simples: Thiago Monteiro, que caiu logo na estreia do torneio para o norueguês semifinalista, Casper Ruud; e o jovem Thiago Wild, que foi eliminado nas oitavas de final pelo argentino Marco Trungelitti.

Nas duplas, o desempenho verde e amarelo foi e vem sendo melhor. Em 2017, André Sá e Rogério Dutra Silva foram os grandes campeões, e Bruno Soares é ainda o maior vencedor do torneio, com três taças (2011, 2012 e 2013).

Em 2019, o Ginásio do Ibirapuera recebeu três duplas contendo brasileiros. A jovem parceria formada por Igor Marcondes e Rafael Matos, que caíram ainda na primeira rodada, assim como Marcelo Demoliner, que foi eliminado ao lado do dinamarquês Frederic Nielsen.

Além deles, quem marcou presença foi a dupla sensação formada entre Thomaz Bellucci e Rogerinho. Os dois foram vice-campeões no Rio Open e chegaram até a semifinal do torneio em São Paulo.

Nova geração e mistura de nacionalidades


O torneio foi também da nova geração. Para se ter uma ideia, a média de idade da semifinal foi de 23 anos, sendo que o mais velho foi Guido Pella, de 28. Enquanto a torcida pode presenciar a eliminação de veteranos favoritos, como o tricampeão Pablo Cuevas e o cabeça de chave número um, João Sousa, foi possível ver também jovens despontando como grandes promessas.

Foi o caso do canadense Felix Auger-Aliassime, de apenas 18 anos, que foi vice-campeão do Rio Open e chegou às quartas de final na capital paulista. Com os resultados no Brasil, ele furou o top-100, indo direto para o posto 60 do ranking. Além dele, outros jovens se deram bem no saibro paulista, como os semifinalistas Casper Ruud, de 20 anos, e Laslo Djere, de 23, e o vice-campeão, Christian Garin, de 22 anos.

Além disso, a competição contou com uma interessante mistura de nacionalidades. Por exemplo, disputando vaga na final, estavam um norueguês, um chileno, um argentino e um sérvio. O Ibirapuera recebeu ainda um tunisiano, um canadense, um japonês, um sueco, um português, um uruguaio e um boliviano.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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