Jojô faz história e Seleção de Conjunto conquista a prata em Tashkent

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Foto: Divulgação/CBG

A Seleção Brasileira de Conjunto conquistou a medalha de prata neste domingo, o último dia da etapa de Tashkent da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, no Uzbequistão. A equipe recebeu a nota 28,100 na série mista (três arcos e dois pares de maças), que garantiu a segunda colocação às brasileiras.

O grupo comandado pela treinadora Camila Ferezin ficou atrás apenas da China, que alcançou 28,950. O pódio foi completado por uma seleção de atletas neutras, formada por ginastas russas (27,400).

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No individual, Geovanna Santos da Silva fez história ao conquistar sua primeira medalha em etapas da Copa do Mundo com o bronze na final da fita. A capixaba obteve a nota 27,600 e ficou atrás apenas de Darja Varfolomeev (29,65), alemã nascida na Rússia e atual campeã olímpica, e da estadunidense Rin Keys (27,800). Bárbara Domingos foi a oitava nas maçãs (25,650) e na bola (23,150).

Antes, a Seleção Brasileira de Conjunto havia sido a oitava colocada na série simples (cinco bolas), com a nota 21,400. Nessa disputa, o ouro coube à China (27,300).

O pódio foi completado por duas equipes compostas por atletas neutros, respectivamente da Rússia (25,950) e de Belarus (25,600). Em Tashkent, as titulares do Brasil foram Julia Kurunczi, Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Nicole Pírcio e Sofia Madeira. Mariana Vitória Gonçalves foi a reserva. Camila Ferezin destacou que o momento de reação da Seleção foi no vestiário.

"Quando saímos da série de bolas e foi feita a troca de collants, a equipe se modificou. Voltou diferente, ainda mais focada e determinada, sabendo que aquela seria a nossa última oportunidade em Tashkent de mostrar todo o trabalho que vínhamos construindo. Entramos com uma postura mais firme e conseguimos fazer uma série mais consistente, o que nos levou a essa conquista tão importante", disse.

"Esta etapa da Copa do Mundo reforçou muito a importância que reside em apresentar em competição seguidamente as novas séries, especialmente neste período de início de ciclo. Conseguir apresentar uma série sem grandes falhas foi fundamental para começarmos a acumular confiança e consolidar o trabalho que estamos desenvolvendo. Saímos de Tashkent com uma base mais sólida e com clareza dos ajustes que ainda precisamos fazer para evoluir nas próximas competições", completou.

Gizela das Mercês Batista, treinadora de Jojô, tentou explicar o significado da façanha deste domingo.

"Conquistar a primeira medalha em uma etapa de Copa do Mundo é o divisor de águas que sempre buscamos. A Jojô sempre foi gigante, mas colocar essa medalha no peito é a confirmação dela entre as tops da elite internacional. Nosso esforço tem surtido resultados. Demos início aos treinos assim que o Carnaval acabou. Encaramos 20 dias de trabalho contínuo no exterior, entre Sófia, Baku e Tashkent. A gente encara esse pódio como a recompensa por um esforço muito grande", declarou

Gigi, como é conhecida no meio da GR, faz também uma projeção do que vem pela frente.

"O resultado aqui no Uzbequistão é o combustível de que precisávamos. Ganhar uma medalha neste nível técnico é a demonstração de que a vaga olímpica não é um sonho, mas uma realidade palpável. Agora vamos viver o momento e faremos o máximo que pudermos para alcançar nosso objetivo. O foco é termos todas as condições para chegarmos a 2028 da melhor forma possível", projetou.

Bárbara Domingos, 14ª no individual geral no Uzbequistão, foi a oitava nas maças (25,650) e na bola (23,150) neste domingo.

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