Após a vitória na eleição presidencial da Fifa, Gianni Infantino indicou algumas mudanças que deseja implementar no futebol. Uma delas é incentivar o maior envolvimento dos dirigentes como torcedores, resgatando a paixão que os motivou a trabalhar com o esporte.
“O vírus do futebol foi injetado em mim quando era criança, pelo meu pai, principalmente. Eu era um torcedor fanático, acompanhava meu time em todos os lugares. Quando ia ao estádio, me vestia com calça jeans e a pior camisa que tinha. Agora, quando sento para assistir a um jogo, tenho que usar terno e gravata. Acredito que temos que mudar isso e, como líderes do jogo, precisamos nos tornar um pouco mais torcedores e menos políticos. Se lembrarmos que todos nós começamos como torcedores, o jogo ficará muito melhor”, afirmou em entrevista ao site oficial da Fifa.
Ex-secretário-geral da Uefa, Infantino foi eleito como presidente da entidade máxima do futebol no dia 26 de fevereiro e iniciou seu mandato na última segunda-feira, disputando amistoso. Na entrevista, ele também comentou sobre o que sentiu quando foi anunciado como novo mandatário.
“Acho que ainda não tinha absorvido completamente. Foi uma mistura de todas as emoções que um ser humano pode sentir ao mesmo tempo. Felicidade, orgulho, responsabilidade... O peso da tarefa que você está assumindo, mas também a paixão e a energia de fazer a coisa certa. Não conseguia pensar em nada, só sentir. É algo emocional, como o futebol deve ser”, disse.
