Futebol italiano mantém incertezas sobre sua retomada

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Foto: Marco Bertorello / AFP

A aprovação está prevista para quinta-feira. Depois de superar um bom número de obstáculos e com a pandemia de coronavírus parcialmente recuando, o futebol italiano parece pronto para ser retomado, apesar de algumas vozes discordantes seguirem se manifestando.

"Um momento importante", resumiu nesta segunda Daniele Gastaldello, zagueiro e capitão do Brescia, na Rádio Rai, sobre o provável retorno em meados de junho do Campeonato Italiano, paralisada desde 9 de março.

Sua equipe, lanterna do campeonato, não tem nada a comemorar em uma péssima temporada, mas Brescia, na Lombardia, é uma das cidades onde o coronavírus causou mais mortes na Itália e Massimo Cellino, presidente do clube, se opõe há muito tempo à retomada do futebol.

Foto: Marco Bertorello / AFP

Antes de votar a favor da retomada, assim como todos os outros presidentes, Cellino falou de "pura loucura" e disse que estava preparado para dispensar sua equipe se a temporada terminasse.

Urbano Cairo, presidente do Torino, não foi tão longe, mas sua vontade era de suspender a Serie A permanentemente.

"Eu cedi diante da votação majoritária, mas estou perplexo com os jogadores, que correm o risco de se machucar, com o pouco tempo que haverá entre o final desta temporada e o início da próxima", disse ele na semana passada.

Zlatan Ibrahimovic, um dos astros do campeonato desde que voltou ao Milan no meio da temporada, se lesionou nesta segunda-feira, o que multiplicou o medo de uma praga de contusões depois de dois meses fora dos gramados. Este é um dos argumentos mais repetidos pelos céticos.

"Acho que é um caos. Se tivesse que falar apenas como técnico, preferiria que se parasse e se voltasse calmamente na próxima temporada. Haverá uma série interminável de jogos e não sei em que estado os jogadores estarão", disse o técnico da seleção italiana, Roberto Mancini.

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