O cara do jogo: Luka Modric

São Paulo, SP

16-06-2018 19:14:22

A Arena Baltika, de R$ 1,1 bilhão, foi construída em Kaliningrado fundamentalmente para receber a Copa do Mundo de 2018. O território é conhecido como “a Rússia fora da Rússia” em função dos limites de fronteira terem sido estendidos não há muito tempo. Talvez nenhuma outra sede desse Mundial poderia ser mais propícia para a estreia da Croácia, país que também não goza de longa história desde sua independência.

Nesse cenário de afinidade, ninguém se sentiu mais à vontade em campo do que Luka Modric. Discreto, como a cidade que o acolheu, e fatal, como deve ser um meio-campista do Real Madrid, o camisa 10 e capitão croata foi eleito pela Fifa “o cara do jogo” na vitória sua e de seus companheiros por 2 a 0 em cima da Nigéria.

O jogador de 32 anos foi um capítulo à parte em um confronto longe de ser memorável, de mais imposição física do que de técnica apurada. Com toques refinados, muitas vezes simples e clareadores, Modric acertou 50 dos 54 passes que deu.

(AFP)

E se errou cinco dos sete cruzamentos que tentou, pouco importa, pois foram de dois cruzamentos seus, ambos em cobranças de escanteio, cada um de um lado do campo, que a Croácia conseguiu arrancar seus gols.

No primeiro, a bola causou desespero no miolo da zaga nigeriana até o gol contra de Etebo. Depois, Ekong preferiu agarrar Mandzukic dentro da área ao invés de interceptar a bola. Resultado: o pênalti que culminou com a única finalização de Modric na partida. Frio, o capitão não decepcionou. Tocou de leve junto à trave, rasteiro, depois do goleiro Uzoho deitar para o canto errado.

É inegável a importância de Mandzukic, Rakitic e até do reserva Kovacic para o grupo croata. Entretanto, sem alarde, Luka Modric mostrou que muito do que a seleção de seu país conseguir nessa Copa do Mundo vai depender da sua maestria.


A segunda rodada o colocará frente à frente com Lionel Messi, embate esse que Modric está acostumado a vivenciar na Espanha, quando tem o Barcelona do outro lado. A diferença é que enquanto o capitão europeu se apresenta leve e líder da equipe que detém a ponta do grupo D, o gênio argentino chega pressionado por uma resposta depois da decepcionante estreia com empate diante da Islândia, que deixou ameaçada a ida à segunda fase dos hermanos, muito por causa de uma penalidade perdida justamente daquele de quem mais se espera gol.

Luka Modric foi o cara da Croácia contra a Nigéria. Agora, o sonho do croata é ser mais que isso, talvez o símbolo de uma campanha histórica de uma seleção que estreou em Copas apenas em 1998.

 

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