COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O craque Lionel Messi não correspondeu às expectativas de quem queria ver um desempenho parelho ao demonstrado por Cristiano Ronaldo contra a Espanha. Muito marcado e com um time totalmente dependente de si, o camisa 10 teve a chance de dar a vitória para a Argentina no segundo tempo contra a Islândia, mas perdeu pênalti e não evitou o empate por 1 a 1.

Os argentinos, que marcaram com Aguero, abrindo o placar, viram Finnbogason igualar logo depois, em falha da defesa sul-americana. As duas equipes agora esperam o duelo entre Nigéria e Croácia, às 16h (de Brasília), para definir suas posições no Grupo D do torneio.

Os comandados de Jorge Sampaoli agora têm cinco dias para descansar antes de voltar a campo para encarar a Croácia, na quinta-feira, às 15h (de Brasília), na cidade de Nizhny Novgorod, em duelo fundamental para a classificação. O time de Helmir Hallgrimsson, por sua vez, terá pela frente a equipe da Nigéria na sexta-feira, às 12h (de Brasília), em Volgogrado.

Aguero abre o placar, mas zaga entrega

A Argentina começou a partida impulsionada pela ótima presença de público no estádio, chegando perto do gol em uma cabeçada de Tagliafico, mas quase viu sua euforia ir por água abaixo antes dos dez minutos de bola rolando. Rojo recuou mal para Caballero, que teve que dividir com Finnbogason. A bola ficou viva na área e Gudmundsson chutou cruzado, rasteiro. Bjarnasson entrou pela esquerda e chutou de primeira, mandando rente à trave.

Quando o jogo parecia se complicar, no entanto, um dos jogadores diferenciados do time sul-americano conseguiu mostrar sua qualidade. Rojo avançou pela esquerda e tentou um chute cruzado, mas acabou fazendo um passe para Aguero. O centroavante dominou, jogou a bola para o pé esquerdo e girou rápido, chutando no ângulo do goleiro Halldorson, sem chances de defesa.

O tento poderia sinalizar uma calmaria para os argentinos, mas a zaga seguiu atormentando o restante do time. Em escapada pela direita, Hallfredsson cruzou e a zaga afastou parcialmente. Gudmundsson pegou a sobra na esquerda e cruzou novamente, mandando a bola de volta para Hallfredsson. O careca, então chutou cruzado, Caballero espalmou para o meio da área e Finnbogason, sem goleiro, complementou para fazer o primeiro do seu país nas Copas.

Dona de um futebol bem pouco técnico, a Islândia voltou a se postar com muita consciência à frente da área e travou as iniciativas adversárias. A eficiência foi tamanha que, mesmo com pouco mais de 60 passes certos, o time viu Sigurdsson pegar bola dentro da área, dar lindo drible em Rojo (o primeiro do país em Copas também) e chutar de chapa, cruzado. Caballero novamente espalmou, mas dessa vez a zaga chegou para afastar e manter o empate até o intervalo.

Messi perde a chance da vitória

Sampaoli resolveu dar mais alguns minutos aos seus jogadores na volta para a etapa final, mas sua paciência não demorou mais do que 15 minutos. Sem conseguir furar a bem postada defesa adversária, mas também sem sofrer tanto com o ataque adversário, o treinador resolveu mandar a campo o meia Banega, sacando o volante Biglia. A Argentina, no entanto, seguiu dependendo de Messi.

E o camisa 10, longe das suas grandes atuações apesar das diversas participações, teve a chance de facilitar o caminho da equipe. Após cruzamento na área, Magnuson atropelou Meza por trás e cometeu pênalti. Messi colocou a bola no chão e bateu no canto esquerdo, mas viu Halldorson ler bem a jogada e pular para fazer provavelmente a maior defesa da sua carreira.

Sampaoli continuou tentando mandar o time para frente e acertou ao colocar o jovem Pavón, do Boca Juniors, no lugar do inoperante Di María. O garoto em seu primeiro lance caiu após disputa com o defensor e reclamou de pênalti, ignorado pela arbitragem. Pouco depois, em cruzamento à meia altura, só não fez o segundo porque Halldorsson fez grande defesa.

A pressão seguiu forte dos argentinos, dependendo agora também das jogadas pela esquerda Pavón. Em outro bom lance, o atleta do Boca cruzou na segunda trave e a bola sobrou para chute de Salvio, mais uma vez travado pela defesa. No último lance, Messi ainda teve falta frontal para bater, mas mandou na barreira e não evitou a igualdade.

Relembre outros pênaltis que Messi perdeu

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 1 X 1 ISLÂNDIA

Local: Otkrytie Arena, em Moscou (Rússia)
Data: 16 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 10h (de Brasília)
Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)
Assistentes: Pawel Sokolnicki (Polônia) e Tomasz Listkiewicz (Polônia)
Gols:
ARGENTINA: Aguero, aos 19 minutos do primeiro tempo
ISLÂNDIA: Finnbogason, aos 23 minutos do primeiro tempo

ARGENTINA: Caballero; Salvio, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Mascherano, Biglia (Banega) e Meza (Higuaín); Di María (Pavón), Messi e Agüero
Técnico: Jorge Sampaoli

ISLÂNDIA: Halldórsson; Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Árnason e Magnuson; Gunnarsson (Skulason), Hallfredsson, Bjarnason e Gudmundsson (Gislasson); Gylfi Sigurdsson e Finnbogason (Sigurdarson)
Técnico: Heimir Hallgrímsson



A ausência do centroavante Karim Benzema na Copa do Mundo da Rússia ainda repercute. Zlatan Ibrahimovic, que comenta jogos do torneio para uma emissora francesa, proferiu duras críticas ao técnico Didier Deschamps após a sofrida vitória da França sobre a Austrália, por 2 a 1, neste sábado, em Kazan.

“Não é normal que Benzema não faça parte da França. É um dos melhores jogadores do mundo. Ganhou a Liga dos Campeões, joga no Real Madrid e sua ausência na equipe não tem nada a ver com o futebol”, denunciou o sueco, aposentado de sua seleção.

“Este treinador não deveria estar na Rússia, Benzema que deveria estar. E é ridículo que não esteja. Não faz sentido”, acrescentou o atacante do Los Angeles Galaxy.

Benzema não é convocado para defender a seleção francesa desde 2015. Em entrevista ao Canal +, em 2017, o jogador disse que sua exclusão dos “Bleus” não tinha ligação com o escândalo com o meia Valbuena, a quem teria chantageado por ter a posse de um vídeo íntimo.

Diante da Austrália, Griezmann e Mbappé revezaram como atacante de referência e tiveram dificuldades para transpor o bloqueio rival. No segundo tempo, com o 1 a 1 no placar, Deschamps tirou Griezmann para colocar Giroud. No entanto, foi Pogba quem marcou o segundo gol francês na partida.



Willian e seus companheiros chegam confiantes para o primeiro compromisso na Copa do Mundo (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A Seleção Brasileira realiza neste sábado seu último treino antes da estreia na Copa do Mundo contra a Suíça, em Rostov. Titular no importante confronto deste domingo, Willian garante que o time canarinho está preparado para corresponder às grandes expectativas por parte da torcida e imprensa.

Vivendo o melhor momento de sua carreira, conforme o próprio jogador já admitiu, Willian vem somando atuações consistentes com a camisa da Seleção Brasileira, fato que o garantiu entre os 11 iniciais do técnico Tite, forçado a deslocar Coutinho para o meio-campo e abrir mão de um dos seus três volantes. Com uma formação mais ofensiva, o Brasil entrará em campo com a missão de quebrar a forte retranca da Suíça.

“A gente está preparado para o nosso jogo de domingo. A gente vem trabalhando forte há algumas semanas, para a nossa estreia no domingo estamos preparados para estrear bem. É o que a gente quer, o que a gente deseja. Temos que fazer um grande jogo e começar com uma vitória”, afirmou Willian à CBFTV.

Para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, Tite não deverá mexer na escalação que indiciou nos treinamentos desta semana. Assim, a equipe canarinho será composta por Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Quem será o capitão do Brasil no confronto com a Suíça é o lateral-esquerdo Marcelo. Vai ser a segunda vez desde que Tite assumiu o comando da Seleção Brasileira que o jogador do Real Madrid vestirá a braçadeira. A primeira oportunidade aconteceu no ano passado, contra o Equador, na Arena do Grêmio, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.



Adversária do Brasil na estreia da Copa do Mundo, a seleção da Suíça demonstrou neste sábado um sentimento misto sobre o duelo do próximo domingo. Por um lado, o defensor e capitão Lichtsteiner afirmou estar preocupado com a presença de Neymar no ataque brasileiro, enquanto por outro lado, o treinador Vladimir Petkovic deixou escapar na coletiva que começou a estudar a equipe de Tite apenas recentemente.

Na visão do defensor suíço, o camisa 10 é a principal arma ofensiva da seleção brasileira e será muito complicado pará-lo por 90 minutos. No entanto, não acredita que a sua equipe deva mudar a sua forma de jogar para este confronto.

Lichtsteiner mostrou preocupação com Neymar para o jogo de estreia (Foto; KHALED DESOUKI/AFP)

“Acho que é praticamente impossível neutralizar o Neymar totalmente em 90 minutos. Depois do Ronaldo e do Messi, é o melhor jogador, o mais completo. É impor nossa forma de jogar, nossa força. Usar os laterais como arma. Temos que ser muito coesos como equipe e fechar os espaços”, afirmou o lateral recém anunciado pelo Arsenal.

Se o capitão demonstrou preocupação, o treinador suíço fez questão de dar sinais de tranquilidade para o jogo, tanto que deixou claro que não estudou muito a maneira de jogar da Seleção Brasileira, apesar de ressaltar o bom futebol apresentado recentemente.

Vladimir Petkovic afirmou ter começado a estudar o Brasil apenas recentemente (Foto: PASCAL GUYOT/AFP)

“Comecei agora a estudar o Brasil e ainda não falei com meus jogadores sobre isso. Certamente, uma equipe muito boa, que teve um desenvolvimento muito bom nos últimos anos. Joga de um modo mais europeu do que antes, os últimos resultados mostram isso. Acho que merecem o nosso respeito. Mas minha preocupação é primeiro com minha equipe para desenvolver nosso jogo. Viemos para tentar o melhor contra qualquer adversário”, declarou em coletiva.

Neste domingo, Brasil e Suíça se enfrentam às 15h (de Brasília), em Rostov no jogo de estreia das duas seleções na Copa do Mundo da Rússia. Além da dupla, o Grupo E do Mundial conta com Costa Rica e Sérvia, que se enfrentam na mesma data, porém pela manhã.



Essa será a segunda vez que Marcelo vestirá a braçadeira de capitão do Brasil com Tite (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Tite já definiu quem será o capitão da Seleção Brasileira neste domingo, quando sua equipe entra em campo contra a Suíça, em Rostov, as 15h (de Brasília). Trata-se do lateral-esquerdo Marcelo, que vestirá a braçadeira pela segunda vez na gestão do treinador.

Antes, Marcelo já havia capitaneado a Seleção na partida contra o Equador, na Arena do Grêmio, no ano passado, válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo. Ao todo, 16 jogadores já vestiram a braçadeira em 20 ocasiões.

Nos amistosos preparatórios para o Mundial, Gabriel Jesus foi o escolhido para ser o capitão contra a Croácia, em Anfield, estádio do Liverpool. Foi a primeira vez que o atacante assumiu a condição de líder do time canarinho desde que passou a ser convocado. Depois, contra a Áustria, foi a vez de Miranda vestir a braçadeira.

O Brasil encerra sua preparação para a estreia na Copa do Mundo neste sábado, quando treina na Arena Rostov, palco do duelo com a Suíça. Após a atividade, o técnico Tite concederá entrevista coletiva ao lado de Marcelo, o capitão.



A seleção uruguaia pode não ter feito um bom jogo de estreia na última sexta-feira, contra o Egito, pelo Grupo A da Copa do Mundo, entretanto, os jogadores parecem ter deixado o desempenho ruim para trás, preferindo comemorar bastante o triunfo que deixa a equipe em boa condição na chave que também conta com a Rússia, dona da casa.

Concentrada em Nizhny Novgorod, a seleção uruguaia até voltou aos trabalhos neste sábado com um treino regenerativo na piscina para os titulares e um trabalho tático no gramado para os outros que entraram no decorrer do duelo ou ficaram no banco de reservas.

Após os respectivos treinamentos, o grupo se dirigiu para a parte externa do Sports Centre Borsky para disfrutar de um delicioso churrasco feito pelo chef Aldo Cauteruccio. Além das carnes, os atletas também relaxaram com o famigerado mate nas mãos, também conhecido como chimarrão no Rio Grande do Sul.

O Uruguai volta a entrar em ação na Copa do Mundo na próxima quarta-feira, às 12h (de Brasília), em Rostov, contra a Arábia Saudita, que na estreia saiu de campo com uma dolorosa goleada por 5 a 0 da Rússia.



Longe de estar em seus dias mais inspirados, a França precisou da ajuda da tecnologia para vencer a Austrália por 2 a 1 na manhã deste sábado, em Kazan, pela estreia na Copa do Mundo. Após a partida, o técnico Didier Deschamps admitiu a atuação abaixo do esperado e disse que seu time tem muito a evoluir durante o torneio disputado na Rússia.

“É difícil explicar tudo. Faltou uma mudança de ritmo, talvez um pouquinho de energia, de dinamismo. Faltaram passes mais verticais. Foi complicado. Talvez devêssemos ter atacado a Austrália mais em seu campo de defesa, colocá-la mais sob pressão. Perdemos um pouco o controle da bola e a flexibilidade ofensiva”, avaliou, em entrevista à Fifa.

Capitão da França campeã de 1998, o ex-volante também fez questão de elogiar o adversário. “Enfrentamos um ótimo time australiano. No fim foi importante vencer o primeiro jogo. Nas últimas quatro Copas tínhamos vencido apenas uma vez em estreias. Foi um bom começo”, sentenciou.

Seja como for, a França dependeu da tecnologia para ter seus dois gols validados. Primeiro, o uruguaio Andrés Cunha voltou atrás em sua decisão após estrear o árbitro de vídeo em Mundiais e assinalou pênalti em Griezmann, que converteu no começo do segundo tempo. Depois, o chip que fica dentro da bola confirmou que ela ultrapassou a linha do gol após jogada de Pogba.

“O grupo está se construindo na dificuldade. Está duro para todo mundo. Fora o primeiro jogo dos russos, contra a Arábia Saudita, todos os times estão muito bem preparados. Não estou aqui para ser eufórico, mas fizemos o que tinha de ser feito. Mas somos capazes de fazer muito melhor”, concluiu.

Com o resultado, a França assumiu a liderança do Grupo C, com três pontos ganhos. Pela segunda rodada da Copa do Mundo, os “Bleus” encaram o Peru na próxima quinta-feira, às 12 horas (de Brasília), em Ecaterimburgo.



Para quem esperava uma goleada francesa sobre a Austrália, a partida realizada no início da manhã deste sábado na Arena Kazan foi bastante surpreendente. Em um jogo fraco tecnicamente, a seleção da França até teve uma maior posse de bola e mais finalizações, porém teve muitas dificuldades para conseguir furar o forte bloqueio australiano.

Ao todo, a equipe comandada por Didies Deschamps finalizou 13 vezes no gol adversário sendo seis vezes em direção ao alvo para marcar os seus dois gols no jogo. Pelo lado australiano, foram quatro chutes e apenas um teve a direção correta: o pênalti convertido por Mile Jedinak.

Duelo entre França e Austrália é o jogo mais faltoso até o momento (Foto: Reprodução)

Além de ter sido superior nas finalizações, os blues também superaram os cangurus na posse de bola e no número de passes trocados. Com 52% do jogo com a bola no pé, a França trocou 486 passes durante toda a partida, enquanto o seu adversário realizaram 392 trocas de bola.

Outra estatística de destaque no jogo foi o alto números de faltas marcadas. Com 32 infrações apontadas pelo árbitro Andres Cunha, sendo 16 da equipe europeia e 19 da seleção da Ocêania, esta foi a partida mais faltosa na Copa do Mundo da Rússia até o momento.



A França não contou apenas com a ajuda da tecnologia para vencer a retrancada Austrália na manhã deste sábado, por 2 a 1, em Kazan, pela estreia na Copa do Mundo da Rússia. O meia-atacante Antoine Griezmann foi decisivo na construção do triunfo europeu.

Apesar da dificuldade diante da sólida defesa australiana, Griezmann não se escondeu no jogo e tomou a iniciativa das jogadas ofensivas da França. Mais importante do que isso, no entanto, foi ser protagonista do lance mais polêmico e decisivo do embate.

No início do segundo tempo, o avante do Atlético de Madrid recebeu lançamento, invadiu a área e foi derrubado por Risdon. Inicialmente, o uruguaio Andrés Cunha não havia assinalado a penalidade.

No entanto, após consulta ao árbitro de vídeo, voltou atrás em sua decisão e apontou a marca da cal. Na cobrança, Griezmann bateu forte no canto direito e estufou as redes do goleiro Ryan.

Substituído aos 24 minutos, quando o duelo estava empatado por 1 a 1, o jogador viu do banco de reservas o até então apagado Pogba fazer grande jogada e desempatar a partida para a França.

Terceiro melhor jogador do mundo em 2016, Griezmann teve o nome ventilado no Barcelona durante esta semana. O atacante, contudo, gravou um vídeo antes da estreia da França encerrando as especulações e garantindo sua permanência no Atlético de Madrid na próxima temporada.

Com três pontos ganhos, a França lidera o Grupo C. Pela segunda rodada da Copa do Mundo, os “Bleus” encaram o Peru na próxima quinta-feira, às 12 horas (de Brasília), em Ecaterimburgo.