COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Apontada como uma das favoritas ao título da Copa do Mundo da Rússia, a França estreou com uma sofrida vitória durante a manhã deste sábado. Contando com a ajuda da tecnologia em seus dois gols, os europeus derrotaram a Austrália por 2 a 1, em Kazan.

Com o triunfo, os “Bleus” assumem a liderança do Grupo C do Mundial, com três pontos ganhos. Nesta tarde, em Saransk, a Dinamarca venceu o Peru por 1 a 0, mas fica na segunda posição da chave em função dos critérios de desempate.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo, a Austrália tentará se reabilitar diante da Dinamarca, na próxima quinta-feira, às 9 horas, em Samara. Já a França buscará encaminhar a sua classificação em confronto com o Peru, às 12 horas do mesmo dia, em Ecaterimburgo.

O Jogo – Buscando a velocidade de seus atacantes, a França começou pressionando e criou uma chance logo no primeiro lance, quando Mbappé recebeu pela direita, invadiu a área e chutou forte, exigindo boa defesa de Ryan. Pouco depois, aproveitando sobra de Dembélé, Griezmann arriscou da intermediária, mas o goleiro caiu rápido e ficou com a bola.

Passada a pressão inicial, a Austrália foi se soltando mais e arriscando descidas ao ataque. E, em uma delas, conseguiu falta pela esquerda. Na cobrança, a bola sofreu desvio de Tolisso, que só não marcou contra porque Lloris se esticou todo e colocou em escanteio.

Apostando em lançamentos e sem mostrar a velocidade esperada, os europeus não conseguiam furar o bloqueio da Austrália, que ainda chegaria com perigo antes do intervalo. Aos 45 minutos, Behich tentou encobrir Lloris com chute colocado, mas mandou por cima do gol.

Arte: AFP

No começo da etapa complementar, o árbitro de vídeo foi consultado pela primeira vez na história das Copas e auxiliou o árbitro uruguaio Andrés Cunha a voltar atrás em sua decisão e marcar pênalti de Risdon em Griezmann, que foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, o atacante do Atlético de Madrid bateu forte no canto direito e abriu o placar em Kazan, aos 12 minutos.

Os franceses, no entanto, tiveram pouco tempo para comemorar. Isso porque, quatro minutos depois, Umtiti bloqueou cruzamento com a mão dentro da área. Desta vez, o juiz nem precisou do recurso tecnológico para assinar o pênalti. Com chute rasteiro, Jedinak, que atua pelo inglês Aston Villa, deslocou Lloris e empatou o confronto.

Na tentativa de recolocar a França à frente no placar, Didier Deschamps promoveu duas mudanças simultâneas: entraram Giroud e Fekir nas vagas de Griezmann e Dembélé. Aos 34 minutos, o até então apagado Pogba tabelou primeiro com Mbappé e depois com Giroud. Na sequência do lance, em disputa com Behich, a bola espirrou e entrou por cobertura após tocar levemente no travessão.

Novamente contando com o auxílio da tecnologia – o chip dentro da bola confirmou que ela ultrapassou a linha de fundo -, o árbitro André Cunha validou o gol, que seria o último da partida, confirmando o primeiro triunfo da França no Mundial da Rússia.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA 2 X 1 AUSTRÁLIA

Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Data: 16 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 7 horas (de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)
Assistentes: Nicolas Taran (Uruguai) e Mauricio Espinosa (Uruguai)
Cartão Amarelo: Tolisso (França); Leckie, Risdon e Behich (Austrália)
Cartão Vermelho: –
Gols: 
FRANÇA: Griezmann, aos 12, e Pogba, aos 34 minutos do 2º tempo
AUSTRÁLIA: Jedinak, aos 16 minutos do 2º tempo

FRANÇA: Hugo Lloris; Lucas Hernandez, Samuel Umtiti, Raphael Varane e Benjamin Pavard; N’Golo Kanté, Corentin Tolisso (Blaise Matuidi) e Paul Pogba; Ousmane Dembélé (Nabil Fekir), Antoine Griezmann (Olivier Giroud) e Kylian Mbappé
Técnico: Didier Deschamps

AUSTRÁLIA: Mat Ryan; Joshua Risdon, Mark Milligan, Trent Sainsbury e Aziz Behich; Mile Jedinak, Aaron Mooy, Mathew Leckie, Tom Rogic (Jackson Irvine) e Robbie Kruse (Daniel Arzani); Andrew Nabbout (Tomi Juric)
Técnico: Bert van Marwijk



Se em 2014  a seleção alemã surpreendeu o mundo ao golear a Seleção Brasileira por 7 a 1, em 2018 a chance desse placar se repetir é nula. Quem afirma isso é o próprio treinador da equipe tetracampeã mundial, Joachim Low, que em entrevista coletiva neste sábado garantiu que este placar não deve se repetir na Rússia.

“Não vejo isso se transformando uma realidade. Ganhar de 7 a 1 nas semifinais diremos que está excluído. Ganhar nas semifinais já é um desafio. Ganhar é o importante”, declarou o comandante, que acredita que os seus principais concorrentes ao título evoluíram nesses últimos quatro anos.

“Sempre me perguntam se esse time atual é melhor do que o de 2014. Todos os times se desenvolveram nesse período. O Brasil é muito mais forte do que em 2014. A França ficou melhor, Espanha também, com melhor passes. Os times de elite continuam se desenvolvendo sempre”, avaliou o treinador.

(Foto: Patrik STOLLARZ / AFP)

Mesmo com estes adversários mais desenvolvidos nesses últimos, o pensamento alemão segue sendo o bicampeonato na Rússia. E para conseguir repetir o feito que não acontece há mais de 70 anos, desde a Itália em 1934 e 38, o técnico Joachim Low vê a sua equipe com a ambição necessária para isso.

“Entre dois mundiais há mudanças nos times, alguns saem, outros chegam, é difícil. Temos a mesma vontade que quatro anos atrás. A tensão aumentou, claro. Tem a geração de 2010, que jogou duas Eurocopas, mas o Mundial é algo especial. O importante é jogar partida por partida, sem olhar muito adiante, não pensar o que acontece em três semanas. Temos que começar bem contra o México. Mas temos ambição na equipe”, completou o treinador.

O primeiro passo alemão rumo a esse objetivo acontece neste domingo, quando os alemães estreiam na Copa do Mundo da Rússia diante do México, às 12h (de Brasília). Além dos atuais campeões e os mexicanos, o grupo F conta com a Suécia e a Coreia do Sul.




Croácia e Nigéria se enfrentam pelo Grupo D (Crédito: AFP)

Um verdadeiro confronto direto. Assim pode ser definido o duelo entre Croácia e Nigéria, que se enfrentam neste sábado, às 16h00 (de Brasília), na Arena Baltika, em Kaliningrado, na Rússia, pela estreia das duas equipes no Grupo D, que conta ainda com Argentina e Islândia, que duelam um pouco mais cedo. Isso porque as duas seleções lutam pelo rótulo de segunda força de uma chave onde os argentinos são tratados como favoritos e os islandeses, como azarões.

Zlatko Dalic, comandante da Croácia, falou deste sentimento em relação ao jogo: “Não vai ser um jogo fácil, mas estrategicamente pode acabar definindo a nossa sorte no grupo”, afirmou o treinador.

Justamente por ser um duelo decisivo, Gernot Rohr, comandante da Nigéria, promete uma postura ousada: “A Nigéria tem um estilo de jogo que não lhe permite jogar esperando o adversário propor jogo. Somos muito verticais e por isso mesmo não vou mudar agora, que está no Mundial. Vamos em busca de um triunfo logo na estreia, tentando tomar a iniciativa do jogo e acuar a Croácia, que é uma equipe inteligente, em seu campo. Isso acontecendo, as nossas chances aumentam”, disse o técnico.

Em termos de escalação, a Croácia conta com um meio-de-campo muito qualificado, com peças como Ivan Rakitic, do Barcelona, e Luka Modric, que dá ritmo ao meio-de-campo do Real Madrid. No ataque, o oportunismo do centroavante Mario Mandzukic. Este chegou a ser apontado como dúvida por ter se recuperado recentemente de lesão na coxa direita. Mas a tendência é que ele comece entre os titulares pela importância do jogo.

Modric é a grande esperança croata de uma boa Copa do Mundo (Foto: Ozan Kose/AFP)

Na Nigéria, o ataque é o ponto forte do time e joga em maioria na fortíssima Premier League da Inglaterra. Alex Iwobi é uma das promessas do Arsenal, enquanto que o oportunista Victor Moses é companheiro de Willian no Chelsea.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA X NIGÉRIA

Local: Arena Baltika, em Kaliningrado (Rússia)
Data: 16 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 16h(de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Brasil) e Marcello Van Gasse (Brasil)

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Vida, Lovren, Strinic; Ivan Rakitic, Luka Modric, Rebic, Kramaric, Perisic; Mario Mandzukic.
Técnico: Zlatko Dalic

NIGÉRIA: Uzoho; Ekong, Balogun, Abdullahi, Idowu; Ndidi, Onazi, Mikel, Iwobi, Victor Moses; Ighalo.
Técnico: Gernot Rohr



Messi entra pressionado na Copa (Foto: JUAN MABROMATA/AFP)

Atual vice-campeão mundial, a Argentina estreia na Copa do Mundo de 2018 neste sábado, às 10h (de Brasília), medindo forças com a Islândia na Otkrytie Arena, em Moscou, na Rússia, que tem ainda Croácia e Nigéria. Croatas e nigerianos duelam à tarde. Com 30 anos, Lionel Messi entra pressionado pela necessidade de conquistar um título relevante com a camisa platina, cobrança que vem desde o começo de sua carreira. Pode ser a última oportunidade do craque do Barcelona.

A pressão sobre pressão repercutiu até mesmo na Islândia, que vai disputar a Copa do Mundo pela primeira vez depois de ter surpreendido o planeta ao se classificar nas Eliminatórias européias sem sequer ter a necessidade de uma repescagem.

“Não gostaria de falar especificamente sobre pressão em cima de Messi. A Islândia está se preparando para enfrentar a Argentina, que tem um elenco muito qualificado e que é muito mais do que um jogador. Não vamos enfrentar o Messi e sim a Argentina”, disse Heimir Hallgrímsson, treinador da Islândia.

Jorge Sampaoli, comandante da Argentina, por sua vez, tratou de valorizar os islandeses, mostrando a seus atletas que eles não vão ter facilidades. O treinador vem demonstrando preocupação com o favoritismo platino.

“Vamos enfrentar um time qualificado e que não se classificou por acaso para esta Copa do Mundo. Teve seus méritos. Tem uma torcida apaixonada e jogadores que se entregam em campo em busca do resultado positivo”, valorizou Sampaoli.

Na visão dos argentinos, começar ganhando é fundamental. “Diante de uma competição de tiro curto, com apenas três jogos na primeira fase, não podemos cogitar um mau resultado contra a Islândia. Correr em busca de pontos estando pressionado por um tropeço é muito complicado”, disse o volante Javier Mascherano.

Sampaoli não revelou a escalação, mas como repetiu muitas vezes um determinado time nos treinos da semana, não chega a ser uma incógnita. Sergio Agüero parece ter ganho a disputa com Gonzalo Higuaín para ser o companheiro de ataque de Lionel Messi.

Na Islândia, que terá força máxima, a principal atração da equipe é o artilheiro Björn Sigurdarson, porém, não se pode desprezar a segurança que o volante Aron Gunnardson consegue passar ao seu setor e ao restante da equipe islandesa.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA X ISLÂNDIA

Local: Otkrytie Arena, em Moscou (Rússia)
Data: 16 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 10h (de Brasília)
Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia)
Assistentes: Pawel Sokolnicki (Polônia) e Tomasz Listkiewicz (Polônia)

ARGENTINA: Wilfredo Caballero, Eduardo Salvio, Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico e Marcos Rojo; Javier Mascherano, Mazimiliano Meza, Lucas Biglia e Ángel Di María; Lionel Messi e Sergio Agüero
Técnico: Jorge Sampaoli

ISLÂNDIA: Hannes Halldórsson, Birkir Saevarsson, Ragnar Sigurdsson, Kári Árnason e Ari Skulason; Aron Gunnarsson, Birkir Bjarnason, Jóhann Gudmundsson e Emil Hallfredsson; Björn Sigurdarson e Jón Bödvarsson
Técnico: Heimir Hallgrímsson



Peru e Dinamarca fazem duelo direto no Grupo D (Crédito:Laurence Saubadu, Thomas Saint-Cricq, Maria-Cecilia Rezende/AFP)

Um duelo retrô entre duas seleções que buscam no passado a inspiração para conseguirem brilhar no presente. Assim pode ser definido o confronto entre Peru e Dinamarca, que se enfrentam neste sábado, às 13h00 (de Brasília), na Mordovia Arena, em Saransk, na Rússia, pela estreia de ambas no Grupo C da Copa do Mundo de 2018. A chave conta ainda com França e Austrália, que duelam no mesmo dia.

O Peru não joga uma Copa do Mundo desde 1982, o que torna a atual geração especial. O país está vivendo dias de festa. Já a Dinamarca tenta repetir o feito de 1986, quando a chamada “Dinamáquina” encantou o mundo com suas atuações no Mundial do México.

“Teremos um grande jogo, principalmente pela vontade das duas equipes de conquistarem a vitória e de chegarem até as oitavas de final. Posso dizer que a Dinamarca se preparou muito bem para atingir essa meta. Acredito que a partida de estreia será muito complicada e nervosa, mas temos que somar os três pontos”, analisou Åge Hareide, treinador da Dinamarca.

Ricardo Gareca, comandante do Peru, vê o duelo deste sábado como chave dentro do planejamento dos peruanos: “A França desponta como a grande favorita deste grupo, mesmo a gente sabendo que o futebol hoje está muito nivelado. Portanto, entendo que o resultado deste duelo entre Peru e Dinamarca possa ter um peso importante para definir um dos classificados para as oitavas de final”, disse o treinador.

Guerrero é dúvida para pegar a Dinamarca (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

Em termos de escalação, Gareca ameaça, pelo menos nos treinos, deixar o artilheiro do Flamengo Paolo Guerrero como opção no banco de reservas. Talvez pelo desgaste. Se isso for confirmado, Edison Flores começaria jogando. Porém, seria uma ironia do destino depois de toda a luta do jogador, que chegou a ser suspenso por doping, para disputar a Copa do Mundo.

Pelo lado da Dinamarca o time vai com força máxima, uma vez que o atacante Nicolai Jörgensen, que chegou a ser dúvida por conta de desgaste na coxa esquerda, se recuperou e teve a escalação confirmada.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
PERU X DINAMARCA

Local: Mordovia Arena, em Saransk (Rússia)
Data: 16 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 13h (de Brasília)
Árbitro: Bakary Gassama (Gâmbia)
Assistentes: Jean Birumushahu (Burundi) e Abdelhak Etchiali (Argélia)

PERU: Pedro Gallese, Advíncula, Rodriguez, Ramos, Miguel Trauco; Tapia, Yotún, Flores, Farfán, Carillo e Guerrero.
Técnico: Ricardo Gareca

DINAMARCA: Schmeichel, Dalsgaard, Kjaer, Christensen, Stryger; William Kvist, Delaney e Christian Eriksen; Poulsen, Jörgensen e Pione Sisto.
Técnico: Åge Hareide




Deschamps reconhece favoritismo (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Apontada por muitos como uma das favoritas ao título pela geração que formou, a França estreia na Copa do Mundo de 2018 contra a Austrália neste sábado, às 7h(de Brasília), na Arena Kazan, em Kazan, na Rússia, pelo Grupo C, que terá ainda o duelo entre Dinamarca e Peru. Os franceses contam com grandes talentos, que podem repetir o feito de 1998, quando o país deu a única volta olímpica de sua história em Mundiais.

Didier Deschamps, treinador da França, admitiu o favoritismo de sua equipe, mas fez um alerta sobre os riscos deste rótulo. “Nós sabemos que o favoritismo da França neste jogo não se discute, pelos nomes dos jogadores e pela maior tradição do país. Não podemos lutar contra isso. Mas também não existe nenhuma garantia de que a gente vá ganhar o jogo. Hoje o futebol está muito nivelado e o favoritismo apenas aumenta a pressão de quem o carrega. O importante neste momento é pensarmos em fazermos um grande jogo”, analisou Didier Deschamps.

A qualidade da França é tão grande que fica complicado de apontar um destaque, mas Raphäel Varane dá segurança ao setor defensivo e Paul Pogba garante equilíbrio ao meio-de-campo. A força ofensiva é espetacular e conta com um quarteto que tem Moussa Dembélé, Olivier Giroud, Antoine Griezmann e Kylian Mbappé, companheiro de Neymar no PSG. Um deles, provavelmente o primeiro, vai ficar no banco em caso de necessidade de um sistema defensivo mais sólido. Mbappé, por sinal, que chegou a ser dúvida por conta de dores no tornozelo direito, se recuperou e vai para o duelo.

Austrália tenta dificultar a vida dos franceses (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Pelo lado da Austrália, que teve sua melhor participação com um 14º lugar em 1974, o técnico holandês Bert van Marwijk está tendo que lidar com uma certa crise de relacionamento entre alguns jogadores. Mas ele prefere minimizar o caso. O foco está na estreia.

“Vamos dar o nosso melhor. Será um jogo muito difícil e acreditamos muito em nossa equipe. Você não pode ir bem apenas 15, 20 ou 30 minutos. Temos que nos concentrar o tempo inteiro para não errarmos lances fáceis”, disse o comandante holandês.

Com bom humor, van Marwijk ainda arriscou dizer que sua seleção tem alguma chance de vencer o confronto com os franceses. O técnico é o mesmo que levou a Holanda à final da Copa de 2010 e ficou com o vice-campeonato diante da Espanha.

“Podemos surpreender. Normalmente, nós jogaríamos dez vezes com eles e perderíamos de oito a nove jogos. Mas podemos conseguir algo diferente. Pelo que treinamos para a Copa, eu diria que esse número diminuiria para seis vezes. Quando você se organiza e acredita em algo, você tem chance”, afirmou.

A principal estrela da equipe australiana, por incrível que pareça, continua a ser o veterano artilheiro Tim Cahill, de 38 anos. Ele, porém, deve começar no banco de reservas, deixando a condição de titular para Daniel Arzani.

Pelo regulamento da Copa do Mundo, as seleções se enfrentam dentro de seus respectivos grupos em turno único. Ao fim, as duas melhores colocadas avançam para as oitavas de final, enquanto que as demais voltam para casa.

FICHA TÉCNICA
FRANÇA X AUSTRÁLIA

Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Data: 16 de junho de 2018 (Sábado)
Horário: 7h(de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)
Assistentes: Nicolas Taran (Uruguai) e Mauricio Espinosa (Uruguai)

FRANÇA: Hugo Lloris, Lucas Hernandez, Samuel Umtiti, Raphäel Varane e Benjamin Pavard; N’Golo Kanté, Corentin Tolisso e Paul Pogba; Ousmane Dembélé, Antoine Griezmann e Kylian Mbappé
Técnico: Didier Deschamps

AUSTRÁLIA: Mat Ryan, Aziz, Behic, Matthew Jurman, Trent Sainsbury e Josh Risdon; Jackson Irvine, Mile Jedinak, Aaron Mooy, Tom Rogic; Andrew Nabbout.
Técnico: Bert van Marwijk



Atletas da Seleção usaram acesso alternativo para entrar no hotel (Foto: Lucas Figueiredo/Divulgação)

Às 15 horas (de Brasília) deste domingo, a Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo da Rússia diante da Suíça. Nesta sexta-feira, o elenco comandado pelo técnico Tite viajou de Sochi para Rostov, palco da partida válida pela primeira rodada do Grupo E.

Um grupo de torcedores e curiosos esperava pela chegada da delegação brasileira nas imediações da entrada do hotel. Para evitar tumulto, no entanto, os integrantes da Seleção utilizaram um acesso alternativo, frustrando as pessoas que aguardavam do lado de fora.

Neste sábado, a Seleção Brasileira treina pela última vez antes de enfim estrear na Copa da Rússia. Em seguida, o técnico Tite concede entrevista ao lado do capitão, que ainda não está definido – no Mundial, o rodízio será restrito aos atletas mais experientes, como Miranda e Thiago Silva.

A Seleção Brasileira entrará em campo com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. Tite usou a escalação apenas no recente amistoso contra a Áustria, encerrado com triunfo por 3 a 0.



Autor de três gols no jogo entre Portugal e Espanha, disputado na tarde desta sexta-feira, Cristiano Ronaldo entrou para o seleto grupo de atletas que balançaram as redes em quatro Copas do Mundo, com Pelé entre seus integrantes. Após alcançar o feito em Sochi, o atacante comemorou de maneira inusitada.

Assim que marcou o gol de pênalti diante de De Gea, o português correu para a beirada do gramado e coçou o queixo com a mão direita. Uma das interpretações do gesto é que o atacante fez referência a um bode. Em inglês, a palavra goat (bode) serve também como abreviação para “greatest of all time” (melhor de todos os tempos).

Antes da Copa do Mundo da Rússia, a Adidas publicou uma propaganda com Messi e um bode. A comemoração de Cristiano Ronaldo, portanto, seria uma provocação ao astro argentino, rival na disputa pelos prêmios de melhor do mundo concedidos pela Fifa.

Comemoração à parte, Cristiano Ronaldo marcou na quarta Copa do Mundo consecutiva. Assim, repetiu o brasileiro Pelé e os alemães Miroslav Klose e Uwe Seeler. Ele é o único jogador da história de Portugal a participar de quatro edições do torneio.

Com o ponto somado diante da Espanha, Portugal fica dois atrás do Irã, líder do Grupo B da Copa do Mundo. Às 9 horas (de Brasília) desta quarta-feira, o time defendido por Cristiano Ronaldo entra em campo para enfrentar Marrocos, que acabou derrotado na estreia.