*Por Thaís Bueno
O São Paulo manterá a parceria com a Superbet até o final de 2026, independentemente dos desdobramentos da Medida Provisória que proibiu a publicidade de casas de apostas no Brasil, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no final do mês de setembro.
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A solução encontrada pelo clube foi substituir a exposição da marca da empresa de apostas pela Superscore, plataforma pertencente ao mesmo grupo econômico, sem alterar os valores previstos em contrato, conforme apurado pela Gazeta Esportiva.
Nas últimas duas partidas, o clube estampou a campanha "Proibir não é proteger", movimento organizado por clubes e empresas do setor em resposta à nova regulamentação. O São Paulo aderiu à iniciativa ao lado de equipes como Flamengo e Fluminense, que também se manifestaram publicamente contra a restrição à publicidade das casas de apostas.
Inicialmente, a utilização da Superscore na camisa tricolor era tratada como uma medida pontual para adequação ao novo cenário regulatório, com a marca estampada nos jogos contra Cruzeiro e Vitória. No entanto, as partes decidiram adaptar o contrato de patrocínio para contemplar oficialmente a nova marca até o final do ano.
Apesar da alteração visual no uniforme, não houve qualquer mudança financeira na parceria. O acordo firmado entre São Paulo e Superbet permanece com os mesmos valores e condições originalmente estabelecidos, preservando a receita prevista pelo clube.
A avaliação interna é de que a utilização da Superscore permite manter a visibilidade do grupo parceiro sem ferir as novas determinações impostas pela Medida Provisória. O contrato do clube com a Superbet é válido até 2030, com uma projeção de receita que, a depender de metas esportivas, pode chegar a R$ 1 bilhão.
Nos bastidores, o entendimento é de que a adaptação contratual oferece segurança jurídica para ambas as partes enquanto o mercado acompanha os próximos capítulos da discussão sobre a regulamentação do setor de apostas esportivas no país.
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— São Paulo FC (@SaoPauloFC) October 28, 2026
Entenda o cenário
A mudança ocorre em meio à Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada pelo Governo Federal em setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação, a publicidade e os patrocínios ligados às apostas no Brasil.
A medida também determinou o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor e está em análise no Congresso Nacional.
Desde a publicação da MP, clubes do futebol brasileiro passaram a buscar alternativas para preservar contratos comerciais firmados com empresas do segmento.
No caso do São Paulo, a solução encontrada foi substituir a exposição da marca Superbet pela Superscore, plataforma do mesmo grupo empresarial, mantendo o vínculo comercial sem alteração nos valores do contrato.